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Archive for dezembro \29\UTC 2011

Recuperação de rapaz dado como morto leva amigos ateus à igreja

Depois de ter tido a morte cerebral decretada pelos médicos, jovem norte americano está se recuperando e voltando a ter uma vida normal.

O universitário Sam Schimdt, de 21 anos, sofreu um acidente de carro que o deixou gravemente ferido. Com graves lesões cerebrais e respirando com ajuda de aparelhos, os médicos declararam sua morte cerebral o preparavam o jovem para que seus órgãos fossem doados, quando ele apertou o dedo de um médico que testava suas reações.

Sam Schimdt foi transferido de helicóptero para um hospital especializado em neurologia, em Phoenix, Arizona para tratar as graves lesões que sofreu no acidente. Nesse hospital foram realizadas cirurgias para a retirada do aneurisma que estava ameaçando a sua vida.

Dois meses após a cirurgia, ele saiu do estado de coma e já consegue respirar sem a ajuda de aparelhos, andar com a ajuda de muletas e conversar normalmente, mesmo com a fala ainda um pouco lenta, o que segundo os médicos deve melhorar gradativamente com o tratamento.

Segundo a ABC News a mãe do jovem, Susan Reagan, declarou que ele está se recuperando totalmente e isso está fazendo com que seus amigos ateus decidissem voltar à igreja. Ela afirmou que ninguém poderia dar a ela um presente de Natal melhor do que esse: “Eu tenho amigos ateus que me ligaram e disseram que estão voltando para a igreja após esse milagre”, afirmou.

Robert Spetzler, o neurocirurgião que cuidou de Sam, disse que a recuperação do jovem é “espantosa” e que está “realmente surpreso”. “Tinha tudo para dar errado. Ele tinha hemorragia, um aneurisma e teve um derrame. Eu fiquei realmente surpreso com sua melhora em tão pouco tempo”, afirmou o médico.

Sam, que agora se empenha para voltar a ter uma vida normal com os movimentos de caminhar e a fala fluente, também acredita na interferência de Deus em sua recuperação. “É um milagre. Vendo como eu estava antes e agora, vejo que progredi bastante” disse o jovem.

Fonte: Gospel+

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Língua pesada

línguas estranhasPor Antognoni Misael

Este texto aborda o velho problema das línguas chamadas línguas estranhas. O fato é que desde que me conheço por gente encontro pessoas declamando verdadeiras frases esquisitas afirmando ser um momento de unção espiritual. Esta semana, de dentro do meu quarto ouvia uma pregação ocorrida em via pública cujo ministrante externando veemência e vigor tentava construir frases evangelísticas, mas que no meio delas, aparentando ser interrompido por uma “força divina”, inseria frases tipo “shek-la-ba-cânta-lá-su-ru-ma-naia” (aproveitando este parêntese, alguém já conseguiu decifrar o significado do “cânta-lá”, visto que parece ser um dialeto comum nos ritos (neo)pentecostais?) Ops!! – Aqui já reconheço que a Teologia não desenvolveu um departamento de linguística espiritual para desvendar e/ou interpretar certas expressões.

O que acontece sem sombra de dúvidas é que quando uma pessoa expressa tal dom (ou habilidade, para os que não crêem na contemporaneidade dos dons) na maioria das vezes ela perde a racionalidade do culto (Rm 12:1) e praticamente rasga os ensinamentos bíblicos. Ou seja: – a Bíblia que se vire! O que vale é que apareça o meu “espetacular dom de línguas”!

Para muitos, o falar em línguas representa um toque especial de espiritualidade, mas para o apóstolo Paulo, não. Ao escrever para a igreja de Coríntios – uma igreja de carisma e sem caráter – advertiu que ainda que ele falasse a língua dos anjos, de nada valeria, além de afirmar que preferia falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras desconhecidas.(1 Co 14:19); afinal muitos dos cristãos de corinto comumente exibiam seus domínios de línguas pátrias a frente da igreja, lendo e orando em outras línguas, porém sem que a Eclésia compreendesse.

Em nenhum momento das escrituras vejo Jesus dando um sermão recheado de expressões estranhas; em nenhum momento vejo João, Pedro ou Paulo dando demonstrações de espiritualidade através de frases sem nexo algum. Quando me interrogam sobre o falar em línguas estranhas, sempre respondo, sei um pouquíssimo de inglês porque fiz um curso intensivo, contudo reconheço que Deus não me presenteou falar em mandarim através de uma iluminação instantânea. Não tenho este dom. Reconheço.

Mas estou cansado dessa hierarquização espiritual. Quem não fala em línguas não é cheio do Espírito? Aonde tem isso na Bíblia? Chega de tanta invenção! O maior exemplo desse exibicionismo sem sentido ocorreu dentro na igreja de Corintos, então me respondam por que ainda se comete este mesmo erro hoje?
Línguas Estranhas não é vídeo game ou karaokê pra ninguém sair por aí “cantalabailando” o Evangelho de Deus.

Veja que Paulo:

1) disse que quem fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus (1 Co 14:2-4). – Portanto desligue a língua nervosa quando não estiver edificando ninguém, caso contrário estará confundindo o culto;

2) aconselha que bem melhor que falar o idioma estranho é pregar a palavra, pois o dom de profecias é bem maior do que o de línguas (1 Co 14:5). – Isto quebra a noção hierárquica de que se tem que falar línguas para crescer espiritualmente.

3) adverte que se use a língua para pronunciar palavras inteligíveis, visto que como se entenderá o que se diz? (1 Coríntios 14:9) – Falar palavras estranhas seria como falar ao ar.

4) adverte que todo dom precisa ser para edificação da igreja (1 Co 14:12). – Que se acabe o exibicionismo!

5) ratificou que o ato de orar, adorar ou cantar precisa ser feito com entendimento para que o próximo possa concordar (1 Co 14:14-15). – Como dirão amém se as línguas estranhas tomarem conta do recinto?

6) prefere falar cinco palavras inteligíveis, portanto, por que fazer um show de “unção” lingüística que ninguém compreende? (1Co 14:18-19) – Não sejam egoísta, falem de Jesus de forma clara e objetiva!

7) não usava a língua nervosa inconseqüente, além de afirmar que aplicada de forma incorreta provocará escândalo. (1 Co 14:23) – Portanto é bom fazer o uso correto do microfone, principalmente em cultos de rua. Chega de tanto “shek-la-ba-cânta-lá-su-ru-ma-naia” pra endoidar os descrente!!

8) enfatizou outra coisa importantíssima: se for falar em língua desconhecida, deve-se falar no máximo duas ou três pessoas, e por favor… sem intérprete não dá né? (1Co 14:27-28) – Ôh thurma das línguas, controle a língua nervosa, e caso não encontre um poliglota para interpretar, não desobedeça a palavra: Cale-se!

9 ) ainda ratificou que os espíritos dos profetas estão sujeitos a estes, e não vice-versa (1Co 14:32) – Não me venham com a desculpa de que entrou em transe e falou em várias línguas sem perceber.

10) não proibiu o uso das línguas desconhecidas, assim como não é isto que estou dizendo no texto. (1 Co 14.39-40) – Mas se realmente você tem esse dom, use dentro das ressalvas bíblicas e observe se tal língua é útil para edificação da igreja.

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Antognoni Misael é editor do Arte de Chocar

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Homem que matou 20 mil pessoas em guerra civil e ofereceu sacríficios humanos ao diabo se converte

O ex-General Joshua Milton Blahyi, um dos principais líderes da guerra civil da Libéria, se converteu e agora, aguarda julgamento por seus crimes de guerra, que incluem o assassinato de aproximadamente 20 mil pessoas, de acordo com o site “Noticias Cristianas”.

Durante os 14 anos da guerra, o “General-Pelado”, apelido que recebeu por ir nu aos combates, devido sua crença de que a nudez o impediria de ser alvejado por uma bala, foi temido em todo o país, mas hoje se diz uma nova pessoa. “Acredito firmemente que a Bíblia diz que Deus já me perdoou”, relata o agora pastor evangélico.

Joshua será julgado em um tribunal na cidade de Haya, por seus crimes de guerra, e afirma estar preparado para enfrentar a pena de morte, caso seja condenado: “Se for condenado, posso ser eletrocutado ou enforcado, mas acredito que o perdão e a reconciliação sejam os melhores caminhos a seguir”.

Aos onze anos de idade, Joshua foi iniciado nos ritos de bruxaria, oferecendo um sacrifício humano a Satanás, o que ele repetiu a cada mês, durante anos, até completar 25 anos de idade. Até sua conversão, afirma ter se reunido frequentemente com o próprio Satanás. Quando se converteu, afirma ter ouvido de Deus que ao sacrificar crianças, estava fazendo o trabalho do diabo. Os rituais inicluiam beber o sangue das vítimas e comer seu coração. “A tradição fez-me acreditar que ao me tornar guerreiro tinha que fazer sacrifícios antes de ir para a batalha. Mas Deus me apareceu quando eu estava nu, no meio da batalha, e disse que eu estava a fazer o trabalho de Satanás”, relata Joshua, que se converteu e se arrependeu de seus crimes após esse encontro, que muitos comparam com a conversão de Saulo de Tarso.

Atualmente, ele preside uma instituição chamada Ministério Evangelístico Trem do Fim dos Tempos, que fundou após ter se desligado do exército. Seu ministério atua em Gana, país vizinho à Libéria. “Somente o cristianismo pode ajudar esta nação, porque o cristianismo é a única crença verdadeira. A única fé que lhe diz para amar os seus inimigos, aceitar e perdoar aqueles que te machucam. Quem vocês estão vendo aqui foi um rebelde conhecido. Só quem pode desarmar é o amor. Só Deus pode mudar sua vida”, afirmou o pastor Joshua em entrevista aos cineastas Eric Strauss e Daniele Anastasion, que produziram um documentário sobre sua história de vida e conversão, intitulado “The Redemption of General Butt Naked” (A Redenção do General Pelado, em tradução livre).

“Era uma pequena história sobre um líder famoso que matou milhares e agora andava pelas ruas pregando a verdade e a reconciliação. Eu me perguntava se uma pessoa assim realmente existia. Seria possível essa transformação extrema?”, pergunta Eric, que se interessou pela história de Joshua após ler um livro sobre ele, em entrevista ao Los Angeles Times.

O documentário produzido pela dupla de cineastas mostra a busca de Joshua pelo perdão de parentes de vítimas e ex-soldados, com quem se envolveu diretamente. À época da guerra civil, Joshua chegou a ser conselheiro espiritual do falecido presidente da Libéria, Samuel K. Doe. Agora casado, Joshua tem três filhos com a também pastora Josie: Michaela, Joshua Jr e Janice, atua desde 1999 com seu ministério em Gana, em áreas isoladas de diversos países da África, como Togo, Benin, Nigéria, Chade, Guiné e a própria Libéria, sua terra natal.

A exibição do documentário ocorrerá no dia 22 de Janeiro de 2012, no Documentary Channel. A Comissão para Verdade e Reconciliação estabelecida no seu país natal irá definir quem deve ser julgado por crimes de guerra. Joshua foi indiciado e se colocou à disposição para um julgamento em um tribunal internacional em Haia. Ele espera que sua confissão ajude a curar as feridas de seu país.

Assista parte do documentário que será exibido sobre Joshua Blahyi:

Fonte: Gospel+

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Por Shofarista

Veja outros posts da série aqui

Olá amigos!

Na semana passada falamos um pouco sobre o bizarro ato profético de enterrar pedras na intenção de conquistarmos territórios para Gezuiz. O que me deixou um tanto surpreso foi observar que muitos, mesmo vivendo e convivendo com as crendices mágicas neopentecostais nunca tinham visto coisa desse nível… realmente, eu era estranho demais ‘seô moço’.

Mas como nossa saga ‘a la Indiana Jones’ ainda estava longe de acabar, era preciso inovar, fazer algo diferente, totalmente fora dos padrões da guerra pela conquista de territórios. Vale a ressalva que, neste tempo, o proto-apóstolo líder da igreja-sinagoga estava bebendo dos seminários de mapeamento espiritual com os mais renomados nomes da área. Ele tinha um verdadeiro mestrado em geografia espiritual, rá! (Se este curso aparecer numa destas escolas de batalha espiritual, desde já reivindico meus diretos, direitos autorais!).

Como enterrar pedras não surtiu o efeito esperado, veio a idéia de ungir todo o bairro, e não apenas as entradas e saídas. Mas como fazer isso, como poderíamos alcançar todo o bairro? Santos Dumont tem a resposta! Um monomotor! É isso mesmo, um avião monomotor! Oh grória!

O que me deixa triste é ver como a massa é facilmente narcotizada com essas coisas. A deficiência da pregação e exposição bíblica faz com que o povo fique tão desnutrido que qualquer farelo disfarçado de alimento é engolido com vigor e louvor. Onde está a Palavra? Meu coração fica partido quando lembro da gente que queria realmente a Deus, um relacionamento com Ele. Gente que queria conhecer a Bíblia, queria vida cristã, mas lhes foi servido o farelo do mero entretenimento gospel.

Desses, uma meia dúzia estão aqui e acolá servindo a Deus, outros ainda estão nesta cegueira dos falsos mestres, e muitos se apartaram da fé, apostatando e seguindo caminhos ermos. Serve como um exemplo que esse discurso frouxo e estúpido do ‘deixa quieto, eles estão falando de Gezuiz’ produz muito mais cancro que saúde. Lástima!!!

Voltando para nosso tema, a novidade aeronáutica, um dos gedozistas da primeira geração do pastor Claicão Manto de Fogo estava a bordo do avião, e nos rasantes da unção, deitava óleo sobre o bairro. Mas o ato profético tinha mais um ingrediente: vinho! Mas não era bem vinho, era o suco da vide. E lá vai o significado: óleo para trazer unção para os moradores e vinho para trazer redenção. O azeite era para representar a unção (ato físico para mover no sobrenatural) e o vinho para trazer redenção. Com licença, ‘seô moço’, mas isso passa pelo crivo das Sagrada Escritura?

Detalhe é que o discípulo aeronáutico foi o mais ‘bençoado’ de todos! Como ele usava um alçapão para deitar os líquidos sagrados, o vento que soprou por debaixo do teco-teco betumou o rapaz! Oh grória!

Enquanto o avião derramava os líquidos ungidos, os demais integrantes da paródia religiosa marchavam pelas ruas do bairro, vestidos de branco (muita paz, amém?), determinando a vitória! É assim que se muda milhares de vida! Captou?

Assim como no caso das pedras, sabe o que mudou? NADA!

Lembrando de tudo isso, fica o nó na garganta. E respondendo a muitos que se perguntam: “qual o propósito das crônicas do Shofarista”? Além de denunciar essa religião mágica travestida de cristianismo, é alertar aqueles que ainda insistem nestas práticas a voltar para graça! Alô você, é você mesmo que ainda insiste em práticas similares a essa:

A SUFICIÊNCIA DA CRUZ BASTA! O ENSINO DA BÍBLIA BASTA! A GRAÇA NOS BASTA!!!

Para finalizar, um segredinho… o Shofarista não participou pessoalmente desse ato profético. Eu estava com o quase apóstolo ministrando noutro lugar. E na semana que vem eu volto para falar desse evento que estávamos. Só posso dizer que o Shofarista ficou elétrico! Uhu!

Ps.: fica a pergunta… será que o ato profético não funcionou devido a ausência mágica do shofar? Eu hein…

De seu amigo (não aviador), Shofarista.

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Crônicas do Shofarista é uma série de experiencias reais vividas por alguém que navegou nas águas escuras do neopentecostalismo, gedozismo e outros modismos contemporâneos.

Série exclusiva no Púlpito Cristão

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Na véspera do Natal, igrejas promoveram batismo coletivo em presídio

No último dia 23/12, detentos da Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, foram batizados em uma celebração nas dependências do presídio.

Os 250 detentos convertidos receberam a visita de pastores e membros de igrejas da região que desenvolvem trabalhos de ressocialização com os internos. De acordo com o The Christian Post, os próprios detentos escolheram a data, próxima ao Natal, para se batizarem.

O diretor da unidade disponibilizou a estrutura da penitenciária para que o batismo fosse realizado: “Nós autorizamos a realização do batismo e disponibilizamos a piscina para a celebração”, afirmou Pedro Pio.

Pedro Pio ressaltou que vários dos detentos cometeram crimes hediondos, porém, optaram por mudar de vida. “Chega a um determinado momento em que eles não aguentam mais e querem uma outra opção de vida. A religião e a educação no interior da unidade estão entre as melhores delas”, analisa o diretor.

Fonte: Gospel+

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Nova reforma protestantePor Onir Prado
e Marcelo Gualberto

Entre uma denominação histórica (tradicional) e uma neopentecostal, onde me encaixo? Se o modelo antigo, com seu aparelho burocrático e engessado, não funciona mais e a nova proposta de “igreja” vem com um enorme vazio de Palavra e seriedade, o que fazer?

Vejamos o tamanho da crise:

As igrejas de hoje têm inúmeros apóstolos, bispos e reverendos, mas pouquíssimos pastores. A coisa mais difícil é encontrar espaço na agenda do líder para um aconselhamento pastoral, afinal, os inúmeros compromissos com a televisão, rádio e os políticos de plantão não permitem que a ovelha perdida seja socorrida pelo seu “pastor”, principalmente se essa ovelha tiver “pouca lã”.

A liturgia do culto tradicional, sem vida e engessada, mais parece um cerimonial fúnebre onde todos estão mudos na presença de um morto que não ressuscitou.

O neoculto, por sua vez, é dividido em três partes: o louvor, composto de uma repetição sem fim dos chamados “cânticos espirituais”, convida o público a “namorar” Jesus, a sentar no seu colo e sentir seu calor, num estado de quase transe emocional. O ofertório (imenso) é o momento de textos fora do contexto para justificar pedidos de polpudas ofertas com taxa de retorno maior que prometiam o pessoal do “Boi Gordo”, com direito a uso de cartão de crédito e/ou débito. A palavra, sempre voltada a um evangelho triunfalista e reivindicatório que obriga Deus a atender todos os pedidos dos fiéis sob pena da não mais contribuir com o seu “reino aqui na Terra”.

A música é outro ponto que merece destaque. Com o aumento da chamada população evangélica, o mercado de cd’s tornou-se verdadeira mina de dinheiro para um seleto grupo que tem construído verdadeiros impérios financeiros, produzindo música de questionável qualidade técnica, e duvidosa qualidade teológica. Esses grupos têm gravadoras, rádios, empresas de comunicação, editoras, agências de turismo, etc, tudo isso para “explorar” o emergente e ávido mercado dos irmãos.

Também merece atenção o lastimável envolvimento de denominações e de igrejas locais com o sistema político vigente, alguns chegando ao ponto de serem eleitos a fim de representar a Igreja de Cristo junto ao Estado como se o Deus Todo-Poderoso, que rege o universo, dependesse de um senador ou deputado para implantar Seu Reino na Terra.

Entre o “velho” e o “novo” existem ainda aquelas igrejas tradicionais que, com medo do êxodo dos poucos fiéis que lhe restam, tentam imitar as emergentes neopentecostais. Chega a ser ridículo. É como querer jogar tênis com as regras do frescobol. Embora existam semelhanças – duas raquetes, dois jogadores e uma bolinha – o jogo é completamente diferente.

Quanta tristeza e cansaço!

Creio que é chegada a hora da virada (seria uma reforma da reforma?). O velho modelo, gélido e sem vida, definha, enquanto o novo é vazio de conteúdo e coerência. Para onde ir? Parece que o chão da verdadeira Igreja sumiu e muitos estão sem rumo e desiludidos. É claro que, em ambos os lados, existem as exceções. Igrejas sérias que servem a Deus com temor e tremor. Muito pouco num Brasil continental. Por isso mesmo, quero convocar a todos os cristãos espalhados nas mais variadas denominações a uma cruzada de reflexão e ação onde a volta ao verdadeiro e simples evangelho seja o alvo de nossos esforços e orações.

Chega de engano e abuso espiritual. Pare, leia, questione, reflita. E que o Deus Todo Poderoso, Senhor da História e do Universo, tenha misericórdia dos cansados e confusos como eu.

Embora o texto esteja na primeira pessoa do singular, ele foi escrito a duas mãos. Mãos que se encontraram num caloroso aperto no inverno de 1995. De lá pra cá, nasceu uma amizade regada a boas conversas e grandes desabafos como esse que agora você acabou de ler.

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Marcelo Gualberto é diretor nacional da Mocidade Para Cristo. Divulgação: Púlpito Cristão

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Brasileiros se apoiam na religião para enfrentar as dificuldades da vida no exterior

Muitos brasileiros carregam o sonho de trabalhar ou estudar no exterior. Mas muitas vezes a realidade é bem mais dura do que o que se pensava. E para encarar os obstáculos de uma vida em outro país muitos encontram na religião um porto seguro.

Em entrevista para reportagem veiculada no Jornal do SBT o brasileiro Frederico Camdo, que mora na Inglaterra há mais de 10 anos, contou os obstáculos que enfrentou no início de sua vida fora do país: “Às vezes, eu os entendia falando: ‘manda esse cara embora, ele não fala a língua, a gente não precisa dele aqui.’ Você chega naquela animação, então vê as pessoas falando assim…”. O brasileiro disse que em um dos primeiros empregos, em um restaurante, ele sentiu o peso de ser um estrangeiro, mas que hoje caminha com passos firmes e cheios de confiança.

Em meio a essas dificuldades para se adaptar ao idioma, cultura e até mesmo dirigir do lado direito da rua, os brasileiros encontram apoio no cristianismo.

O pastor Edmilson Bueno falou do caminho que levam muitos a encontrarem a religião longe de casa: “Eles pensam que vão ser recebidos em um tapete vermelho e quando eles encaram a realidade de Londres, de pessoas com cara fechada, dificuldade no trabalho, dificuldade com a língua. Então tudo isso causa esse problema, de deles estarem procurando alguma coisa”.

Na Inglaterra, existem 104 igrejas evangélicas com cultos em português. Em algumas ocorre o culto em inglês com tradução imediata. A maioria dos 30 mil fiéis que frequentam essas igrejas é composta por brasileiros, mas há também portugueses, angolanos e moçambicanos.

De acordo com o Conselho dos Pastores da Inglaterra de cada dez desses fiéis, pelo menos sete se converteram no exterior.

Fonte: Gospel+

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