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Archive for 11 de novembro de 2011

Mulheres cristãs vítimas de violência doméstica: orar ou denunciar?

Os casos de mulheres evangélicas que são agredidas pelos maridos, sendo estes convertidos ou não ao evangelho, viraram motivo de debate no meio cristão. Informações de autoridades públicas apontam que as mulheres que resolvem deixar as orientações religiosas de lado e resolvem denunciar os companheiros, afirmam que os líderes de igrejas são omissos.

O Pastor Silmar Coelho afirma que uma mulher que sofre agressão doméstica deve procurar a polícia. “Não basta ensinar uma mulher a orar pela conversão do marido que a espanca. Espancamento é caso de polícia e não de oração. Os líderes devem ser mais ativos, se intrometer, no bom sentido, na vida do casal que tem problemas. Dar conselhos, orar e não fazer nada não resolve”, opina Coelho.


Segundo o site Exibir Gospel, o Pastor Jaime Kemp acredita que o outro lado da história, o homem, deve ser ouvido, pois muitas vezes, a agressão ocorre por causa de provocações: “no aconselhamento, recebemos mulheres vítimas de violência, que chegam muitas vezes machucadas. Nós apoiamos a denúncia, mas precisamos conversar com o marido. Às vezes, a mulher tem a sua parcela de culpa nos casos de violência, porque provoca o marido. Ela precisa sim denunciar, mas primeiro deve buscar aconselhamento”.

O Pastor e Delegado Aristóteles Sakai de Freitas afirma em seu artigo “Até que a violência os separe”, que “a lei Maria da Penha não veio para separar os casais, antes seu propósito é dar à mulher agredida o direito a uma vida a dois cercada de respeito, carinho, cuidado, fidelidade e amor. Nisto a lei reforça um desejo que surgiu no Éden, de que ambos fossem uma só carne. Homens e mulheres, principalmente os evangélicos devem posicionar-se contra a invasão da violência nos lares”.

A delegada evangélica Márcia Noeli Barreto, que atua na “Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher” (DPAM) do Rio de Janeiro, defende que a lei seja o melhor caminho. “Penso que o papel dos pastores é de orientação nos relacionamentos. Isso não quer dizer que a orientação seja dizer à irmã em Cristo que ela deve orar e que tudo vai passar ou que se ela está sofrendo a violência é porque Deus permitiu. Creio que Ele não está em um lar com violência. Portanto, devemos sempre orar, mas tomar uma atitude de buscar ajuda, indo à Delegacia de Polícia e registrando o fato como crime”, orienta a delegada.

Embora a violência doméstica contra a mulher seja um crime, não existe um consenso quando o divórcio é uma opção considerada pela agredida. “Só há respaldo bíblico para o divórcio em duas situações: infidelidade e abandono. Qualquer outra razão não tem. Nesses casos, sugiro que ela monte um grupo de oração com mulheres, para pedir a Deus que mude o coração do seu marido. Ele tem poder para fazer isso”, opina Kemp. A psicóloga evangélica rebate, argumentando que o divórcio não é um pecado sem perdão: “Não acredito que Deus tenha nos chamado a viver em violência, com risco de vida, simplesmente para evitarmos um divórcio. Afinal, o divórcio não é o pecado sem perdão”.

O Pastor e vice-presidente do Instituto Mulher Viva, Ariovaldo Ramos, defende que a postura dos líderes evangélicos nesses casos não deve ser movida apenas pelos princípios da Lei Maria da Penha. “Não pode haver nenhuma lei que seja maior do que a mensagem da Cruz, de que todos somos remidos pelo sangue do Cristo e vivemos pela Graça. Não é a Lei Maria da Penha que deve despertar a necessidade de apoiar a mulher vítima de violência, e sim a mensagem da Cruz pregada por homens e mulheres submissos à vontade de Deus e assim inconformados com qualquer injustiça, seja com qualquer pessoa”, afirma Ramos.

Os versículos bíblicos que tratam da relação entre marido e mulher não são claros, porém, indicam um caminho de respeito e amor, embora orientem que a mulher seja submissa a seu marido: “Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela” (Efésios 5:22, 23 e 25). Um outro versículo que aborda o assunto sugere que os maridos respeitem suas esposas e as tratem com dignidade: “Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações” (1 Pedro 3:7).

A Vereadora da cidade de Campinas, no interior de São Paulo, Leonice da Paz é uma ativista dos direitos da mulher e sugere às mulheres que nunca abandonem a esperança de que um homem violento pode ser transformado: “Você que é avó, mãe, esposa, tia, irmã, filha, enfim, mulher, quero lembrá-la que o Deus de tantas mulheres da Bíblia Sagrada, a exemplo de Ester, Débora, Sara, Rute, Agar, Ana, é o mesmo de hoje e sempre. Ele fará por você aquilo que ninguém mais poderá fazer. Ele espera de nós atitude e oração. Orar+ação=oração” orienta Leonice.

Fonte: Gospel+

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Bebê somali que comoveu o mundo com desnutrição aguda consegue recuperar peso e sobrevive. A ajuda internacional, como também a disponibilidade de pessoas tocadas por Deus para ajudarem tem ajudado na recuperação de muitos, mas ainda a situação é critica.

O bebê Minhaj Gedi Farah se tornou símbolo da fome que devasta a Somália, quando há três meses uma foto sua chocou o mundo. Com graves problemas de desnutrição, nem seus pais acreditavam que aquele esquelético Minhaj poderia sobreviver e se transformar numa criança que hoje, com 8 quilos, pode até ser chamada de gordinha.

O quase inevitável destino de Minhaj foi transformado graças a ajuda do grupo International Rescue Commitee. A fome já matou dezenas de milhares de pessoas na Somália, mas a ONU garante que, apesar das restrições do movimento de insurgência islâmica al-Shabbab, está aumentando o alcance de suas agências no país.

– Nem a mãe dele (de Minhaj) imaginava que ele poderia se recuperar. Cada membro da família está feliz – disse Sirat Amin, uma das enfermeiras que ajudaram a monitorar o tratamento de Minhaj. – Agora, ele pode sentar sozinho, está engatinhando.

Em julho, a ONU decretou fome em cinco zonas da Somália. Minhaj era um dos bebês internados em estado grave no campo de Dadaab, no Quênia, para onde muitos somalis fogem da crise humanitária e da violência. Com 7 meses, Minhaj pesava apenas 3.2 quilos, menos que muitos recém-nascidos. Três meses depois, a balança marca 8 quilos, peso normal para os bebês da sua idade.

Superlotados, os acampamentos de Dabaab enfrentam graves problemas. Apesar de o número de somalis chegando todos os dias no Quênia ter diminuído, a situação continua grave. Quase dois milhões de somalis ainda não têm acesso à comida. A briga entre o Quênia, que resolveu invadir a Somália recentemente, e o al-Shabaab também dificultou a fuga para o país vizinho. Muitos temem ser confundidos com insurgentes.

A ONU especula que cerca de 160 mil crianças com menos de 5 anos sofrendo de desnutrição aguda podem morrer nas próximas semanas. A organização também vem alertando para o risco de proliferação da cólera e da malária, principalmente na capital somali de Mogadíscio.

– Estou ajudando as pessoas aqui, mas às vezes é de cortar o coração. Pessoas estão sofrendo. Às vezes, eles morrem na sua frente. E, por mais que você queria ajudar, eles são tantos (que você não consegue) – disse Amin, que trabalha no campo de refugiados no Quênia.


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Primeiro filme produzido pela AD terá lançamento no dia 23 de novembro, com um tema voltado para os jovens em idade universitária que em muitos casos tem formação Cristã/Evangélica, mas acaba cedendo as tentações do mundo. Clique, leia e assista o trailer no final do post…

Uma pesquisa norte-americana mostrou que 58% dos jovens cristãos nos Estados Unidos se afastaram da Igreja ao ingressar na Universidade. A pesquisa, também realizada no Brasil, apontou o mesmo e preocupante índice.

Com o resultado da pesquisa em mãos, o jovem Luaran Lins, da Assembleia de Deus em Imperatriz (MA), liderada pelo pastor Raul Cavalcante, passou a pedir a Deus um projeto que pudesse, de alguma forma, ajudar estes jovens a voltarem ao primeiro amor e despertá-los para uma vida de santificação e renúncia.

Com a direção de Deus, surgiu o projeto de produção de um longametragem que mostrasse exatamente o que acontece com a maioria dos jovens quando ingressam no nível superior. “Renúncia: suas escolhas definem seu futuro” conta a história de Nanda, uma jovem cristã que ao entrar na universidade conhece um mundo diferente, do álcool, das drogas, sexo e luxúria, distanciando-se da sua fé cristã. A partir daí a trama se desenrola de maneira a manter o telespectador ligado na tela e de forma a atentá-lo para a importância de uma vida pautada nos ensinamentos bíblicos, e de que nossas escolhas definem nosso futuro.

Renúncia é o primeiro longametragem produzido pela Assembleia de Deus no Brasil e totalmente gravado em Imperatriz do Maranhão.  Segundo pastor Raul Cavalcante(foto), um homem apaixonado pela evangelização mundial e grande incentivador do Projeto, o filme Renúncia será um marco para a cidade de Imperatriz e para o Brasil. “Creio que milhares de pessoas, principalmente os jovens, serão tocados por este filme e despertados para um grande mover de Deus nestes últimos dias”.

O lançamento acontece no dia 23 de novembro, no Auditório do Palácio do Comércio, em Imperatriz. A partir daí, o filme será distribuído pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).

Com o lançamento, a equipe distribuirá ainda o livro Renúncia, com a história do filme, e o CD, com a trilha sonora do projeto cantada pelo Ministério de Louvor Geração do Avivamento, da AD Imperatriz.

De acordo com Luaran Lins, “o objetivo é que o filme percorra todo o país como instrumento de evangelização, principalmente, nas escolas e faculdades”.

Assista o trailer e comente:

 Fonte: cpadnews.com.br

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Carol Celico: “Porque tantas denominações se só existe um nome, Jesus?”

Carol Celico, esposa de Kaká, concedeu entrevista à apresentadora Marília Gabriela, no programa “De frente com Gabi”, no SBT e falou sobre suas escolhas pessoais, carreira, família e o Troféu de Melhor Jogador do Mundo que o casal havia doado para a Igreja Renascer em Cristo.

A apresentadora começa a entrevista questionando sobre o momento de produção do trabalho musical de Carol. Gabi pergunta se quando o CD foi gravado, ela ainda era membro da Igreja Renascer. “Sim. Estava de corpo, mas não de coração”, responde Carol. Gabi questiona se o CD poderia ser chamado de Gospel e Carol responde que não, mas sim de Pop: “Gospel são aqueles corais americanos, que vemos nas igrejas americanas. E esse CD não é assim. O meu CD é Pop, com músicas que falam de Deus. Tem uma música que o Kaká fez pra mim no dia do nosso casamento e uma música que fiz para o meu filho”.

Perguntada sobre a família, Carol conta que seu pai acha que ela foi mãe muito nova. “Meu pai fala que sou um bebê com bebezinhos. Minha avó e minha mãe engravidaram cedo. Minha mãe me teve com 22 anos, e eu tive o Luca com 21”, conta Carol, que afirma que nessa primeira gravidez, quis ser independente nos passos da maternidade: “tentei provar que era supermãe, mas sofri por querer mostrar pra todo mundo uma parte que não era verdadeira”.

Marília Gabriela pergunta a Carol Celico os motivos do rompimento do casal com a Igreja Renascer. “Os meus argumentos foram diferentes dos motivos do Kaká, apesar de que na mídia, pareceu que saímos juntos. Desde 2009 começaram acontecer coisas dentro de mim, e eu vi que eu estava muito errada, mas eu me achava muito certa”. Exemplificando esses erros pessoais, Carol conta que falava de amor, mas não agia com amor: “Havia hipocrisia, em falar de amor e tratar mal as pessoas. Desmerecer as pessoas que trabalhavam para mim. Infelizmente”.

Caroline Celico ainda ressalta que o rompimento com a Renascer nada teve a ver com a prisão do Apóstolo Estevam Hernandes e da Bispa Sônia Hernandes nos Estados Unidos. “Na verdade, desde que entrei na Renascer, minha mãe sempre tentou me mostrar algumas coisas, porém isso nunca aconteceu. Minha mãe não era muito católica quando conheci a igreja do Kaká, ela era um pouco de tudo, supersticiosa, e hoje ela está fervorosa”.

Mostrando a importância dos detalhes da vida que levava quando era Pastora da Renascer, Carol afirma que o tempo na Igreja passou. “Mulher é mais sentimental, e eu via mais esses detalhes. O tempo acabou, eu queria andar com as minhas próprias pernas. No final do DVD, eu pergunto o porquê de tantas denominações, tantas religiões se só existe um nome, que é Jesus?”, afirma ela.

Gabi pergunta o motivo da necessidade espiritual que jovens como ela e Kaká tinham. Carol explica que essa é uma característica que ela teve desde adolescência: “Eu sempre fui muito curiosa. Sempre li muito sobre outras religiões, sempre busquei, sempre fui atrás. A Carol que está aí é uma Carol espiritual, que quer ver sempre os dois lados da moeda. Mas eu acabei vendo só o meu lado da moeda, e achando que só eu tinha Deus, só eu estava certa, e hoje discordo completamente disso”. Ela complementa o relato contando que o marido, na época namorado, nunca a forçou a nada. “Eu já era assim. Eu quis. Nas escolas que estudei, sempre tirei 10 em religião, e sempre busquei. Sempre quis ser religiosa. Religião pra mim hoje, é aquilo que me liga a Deus. Quando comecei namorar o Kaká, eu pedi para ir à Igreja. Eu falava para minha mãe que achava tão bonito o Kaká ter uma igreja. Eu não conhecia o que era evangélico, Renascer… para mim era só católico, budista ou judeu. Eu acabei indo por mim mesmo. A única coisa que ele fazia era responder as minhas perguntas”.

Carol conta que o que mais a atraiu na forma de pregar das igrejas evangélicas, foi a forma prática de pregar o evangelho. “A religião evangélica é aquela que te traz as boas novas, com palavras mais práticas. Isso eu gostei muito. Isso foi o que mais me chamou atenção: a diferença entre uma igreja e outra”, afirma Carol, numa comparação com a Igreja Católica.

Marília Gabriela perguntou à Carol se os motivos da mãe dela chamar a atenção em relação à Igreja era por discordar de algumas práticas da Renascer. “Sim. Deus tem uma forma de falar com todo mundo. Eu falo pra minha mãe que ela poderia provar de todas as formas, mas se não fosse a hora, não aconteceria”.

Afirmando que Kaká doou mais de um milhão de Reais em dízimos à Igreja Renascer, Gabi perguntou se os relatos apontados na mídia eram verdadeiros. “Eu não sei. Nunca fizemos contas”, rebateu Carol, que contou que o Prêmio de Melhor Jogador do Mundo, que Kaká recebeu da Fifa, foi pedido de volta. “Nós oramos. A ideia era que esse prêmio ficasse exposto, ao alcance das pessoas. Mas isso nunca aconteceu. Então a gente resolveu pedir de volta, com o maior carinho. Então, está lá em casa”, conta ela.

Finalizando a entrevista concedida à Marília Gabriela, Carol afirma que incentiva as pessoas a buscarem Deus da forma que melhor se sentirem: “Incentivo as pessoas a buscarem a Deus da forma que elas se sintam mais confortáveis. Se é em uma igreja ou não, isso não importa. O importante é a pessoa se sentir em paz”.

“Vai continuar cantando?”, pergunta Gabi. “Cantando, acho que não. Eu gosto de música, mas não sou cantora. Eu cantei. Eu cantei por uma causa maior. Eu não gostaria de continuar cantando. Talvez eu faça uma música para minha filha, porque ela é menina, vai querer a música dela”.

Assista ao vídeo da entrevista:

 

 

Fonte: Gospel+

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Pastor afirma que surgimento de seitas é resultado de má interpretação da Bíblia

O Pastor da Igreja Evangélica Congregacional em Angola, Manual Sukuonjali Evaristo, afirmou que as seitas que surgem no país são fruto de má interpretação bíblica de líderes que saem das igrejas tradicionais e fundas suas próprias igrejas, ensinando a Bíblia conforme interpretam.

“Temos membros que tentam descobrir as escrituras e, mais tarde, fazem divisões das igrejas”, relatou Evaristo, que demonstra preocupação com o assunto, pois essas divisões não estariam pregando o evangelho de uma forma completa.

“Daí em diante, vemos que essas seitas não transmitem os fieis mensagem de amor, perdão, unidade e resgate de valores morais, simplesmente abordam questões ligadas à feitiçaria”, afirmou o líder da IECA.

Segundo a agência de informações “Angola Press”, o Pastor afirmou também que esses líderes desencorajam os fieis a fazerem as atualizações de registro eleitoral, solicitadas aos cidadãos, e que por isso, estariam violando não apenas princípios bíblicos, mas civis também.

Fonte: Gospel+

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Eu estou farto! Basta!

 

Por Mauricio Zágari

Eu estou farto.
Farto de querer viver um Evangelho simples e sempre quererem complicar.
Farto de ver gente achando que ser cristão não exige esforço.
Farto de ver hipócritas pondo o dedo na cara das instituições religiosas mas faturando uma grana com seus sites antirreligião.
Farto de ver crentes que pecaram feio acusarem quem os exorta de legalistas para justificar seu pecado não-abandonado.
Farto da diabólica Teologia da Prosperidade.
Farto de expressões antibíblicas da herética Confissão Positiva, como “eu decreto…”, “eu declaro…”, “eu tomo posse…”
Farto de ouvir a expressão “em nome de Jesus” ser usada como “abracadabra”.
Farto de conselhos de presbíteros que tratam pastores como funcionários.
Farto de pessoas que nunca leram a Biblia quererem ficar ensinando cristianismo a partir de experiências pessoais.
Farto de gente que diz “eis que te digo” sem que Deus tenha dito nada.
Farto de blogueiros aspirantes a palestrantes que querem se promover para serem convidados a falar em conferências teológicas.
Farto da vaidade gospel.
Farto de cantores gospel sem nenhum compromisso com o Evangelho.
Farto de letras de musicas gospel que em vez de exaltar Deus ficam pedindo a Ele para nos saciar após ter um romance conosco e abominações parecidas.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de pastores que tratam a membresia como se fosse propriedade sua.
Basta de membros que vivem detonando seus pastores pelas costas.
Basta de pastores-poetas inventores de falsos evangelhos que destituem Deus de sua soberania.
Basta de cristãos preguiçosos que dizem que estudar Teologia deixa o crente frio.
Basta de teólogos que não vivem na dimensão do sobrenatural de Deus.
Basta da Teologia Liberal e seus absurdos.
Basta de se preocupar mais com o número de membros do que com a qualidade dos membros.
Basta de apelos que forjam falsas salvações só porque alguém foi à frente e levantou a mão.
Basta de achar que discipulado são meia dúzia de aulas sobre a fé, em vez de uma longa caminhada pessoal do cristão maduro com o novo-convertido.
Basta de impostações artificiais de voz na hora da pregação, simulando autoridade divina.
Basta de gente que sobe ao púlpito para fazer propaganda de livros, CDs e DVDs.
Basta de gente que nunca pegou um livro de História da Igreja e quer discutir sobre a Igreja dos nossos dias, repetindo os mesmos erros do passado.
Basta de jovens cristãos cheios de testosterona que querem revolucionar a Igreja mas não sabem de cor nem ao menos o fruto do espírito, os Dez Mandamentos ou os Profetas Menores.
Basta de achar que combater o diabo é mais importante que proclamar Cristo.
Basta de achar que o diabo manda mais na Terra do que Deus.
Basta de achar que algum pastor ou teólogo não possa falar enormes baboseiras bíblicas só porque ele tem mais followers no twitter ou amigos no Facebook.

Basta. Estou farto.
Estou farto de gente que fala mal de seus líderes pelas costas.
Estou farto do reteté vazio e sem sentido.
Estou farto de emergentes que acham que Jesus tem que dançar tecnopop para ganhar almas.
Estou farto do amor antibiico do universalismo.
Estou farto dos falsos Jesus ensinados por falsos mestres.
Estou farto de cristãos que condenam todos os pastores e todas as igejas porque tiveram uma ou duas más experiências.
Estou farto de cristãos que chamam outros de “fariseus” porque estes são obedientes ao que a Biblia diz.
Estou farto dos que dizem que Deus só é amor e fogem da verdade de que Ele também é justiça e se ira.
Estou farto de gente que constrói Deus segundo suas conveniências pessoais.
Estou farto de igrejas domésticas que acham que são mais autênticas só porque se chamam de “comunidades” e não pertencem a nenhuma denominação.
Estou farto de programas “evangélicos” na TV.
Estou farto da ignorância histórica que leva muitos a achar que o mal da Igreja são os templos.
Estou farto de gente que inventa que foi ao Céu ou ao Inferno para ganhar dinheiro vendendo livros ou dando testemunhos.
Estou farto de testemunhos e milagres inventados.
Estou farto de gente que acha que precisa “ajudar” Deus seja lá no que for.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de cristãos querendo aparecer na igreja.
Basta de disputas políticas de baixíssimo nível em Convenções de denominações religiosas.
Basta de cristãos que buscam o poder humano.
Basta de gente que acha que pode ser cristão e maçom ao mesmo tempo.
Basta de jovens que acham que sabem tudo sobre a fé sem nunca ter pego a Bíblia.
Basta de condenar ao inferno a ortodoxia cristã que segue o que o próprio Cristo defendeu.
Basta de fingir que o inferno não existe.
Basta de novas denominações.
Basta de uma suposta união de diferentes setores da igreja em torno não de assuntos espirituais, mas de objetivos humanos.
Basta de grupecos que racham com igrejas por se achar os bastiões da fé verdadeira.
Basta da ignorância histórica e bíblica de que leva a achar que a Igreja primitiva era perfeita.
Basta de fingir que nas catacumbas dos primeiros séculos de cristianismo não havia desenhos e imagens.
Basta de marxismo travestido de cristianismo.
Basta de neoliberalismo travestido de cristianismo.
Basta de gente que peca justificando-se com a graça de Deus em vez de cair chorando de arrependimento.
Basta de pregações de autoajuda.
Basta de unções diabólicas de 900 reais.
Basta de empresários gananciosos disfarçados de pastores.
Basta de falsos pastores que manipulam a boa-fé do povo para faturar em cima.
Basta de a Igreja querer se misturar com o Governo.

Basta. Estou farto.
Estou farto do cristão que acha que Jesus encarnou no mundo, morreu e ressuscitou só pra fazer ação social.
Estou farto de cristãos que acham que Jesus encarnou no mundo, morreu e ressuscitou para acabar com a miséria do país.
Estou farto de cristãos que acham que Jesus encarnou para nos fazer milionários.
Estou farto de cristãos que só pensam em dinheiro.
Estou farto de cristãos que usam a Igreja para ganhar dinheiro ilícito.
Estou farto de sacerdotes que traem tão excelente chamado para se candidatar a cargos políticos.
Estou farto de pastores que pedem dinheiro ao tráfico de drogas para erguer igrejas.
Estou farto de pastores que cedem os púlpitos para candidatos fazerem propaganda política.
Estou farto de cristãos discipulados por corinhos da moda.
Estou farto de crentes que prestam serviço sem dar nota fiscal.
Estou farto de seminaristas que colam na prova.
Estou farto de seminaristas que dizem não ter tempo para estudar mas nunca perdem o jogo de 4a feira à noite na TV ou a novela das oito.
Estou farto de programas de TV que se dizem evangelísticos mas que na verdade servem para vender produtos e divulgar igrejas.
Estou farto de celebridades gospel que usam a fama para faturar em vez de promover Jesus.
Estou farto de cristãos que acham que orar não basta, é preciso ser ativista.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de igrejas que se maqueiam de muderninhas pra atrair jovens.
Basta de raves gospel.
Basta de tratar o Evangelho Sagrado como se fosse “uma coisa maneira”.
Basta de dizer que “religião” é sinônimo de “religiosidade”.
Basta de palavras fora do contexto.
Basta de pregações fora do contexto.
Basta de dizer que a instituição igreja e institucionalização farisaica da fé são a mesma coisa.
Basta de cristãos que esquartejam o Corpo de Cristo em “nós somos os da graça” e “eles os da religião”.
Basta de pastores arrogantes.
Basta de crentes arrogantes.
Basta de achar que Cristo gosta que pastores berrem e esbravejem na TV.
Basta de marchas inócuas para Jesus.
Basta de louvor no volume máximo à noite incomodando toda a vizinhança.
Basta de crentes que ofendem o não cristão em nome de evangelismo.
Basta de contestar o dizimo bíblico.
Basta de adesivos com versículos bíblicos em carros que ultrapassam o sinal vermelho e fazem bandalhas.
Basta de achar que ser cristão é só ir ao culto.

Basta. Estou farto.
Farto de igrejas que investem seu dinheiro naquilo que não glorifica Deus.
Farto de pastores que usam o dízimo sagrado para fazer negócios que em nada dignificam o nome do Senhor.
Farto de cristãos que passam cheques sem fundos.
Farto de líderes que fazem propaganda de políticos em troca de benefícios materiais.
Farto de pastores que se preocupam mais com construção de paredes do que pastorear ovelhas.
Farto de um cristianismo mais ligado à terra que ao Céu.
Farto de barbaridades feitas em nome de anjos.
Farto de crianças pregadoras.
Farto do joio.
Farto do trigo abusador.
Farto de grupos de dança de igreja que só servem para agradar homens e atrapalham o culto.
Farto de músicos de igreja que se mandam eles pararem de tocar abandonam a igreja.
Farto de crente que gosta de aparecer.
Farto de haver tantas coisas ligadas à fé que me fazem estar farto com tantas coisas ligadas à fé.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Eu estou farto de gente que diz “eu estou farto” e “basta” mas não faz nada para mudar o que está errado.

Mas…

…meu consolo é que acredito piamente que Deus também está farto de tudo isso.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

***
Maurício Zágari é editor do excelente blog Apenas

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