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Archive for novembro \29\UTC 2010

Mesmo durante crise financeira, mega-igrejas continuam crescendo  em número de membros e arrecadações

A maioria das mega-igrejas continuam a ver atendimento e crescimento, e quanto maior é a Igreja, mais provável que a experiência aumente, relatou a Leadership Network no Grande Relatório do Aspecto Econômico (Large Church Economic Outlook Report) de 2010.

Os resultados da pesquisa indicam que a recessão econômica terá pouco impacto sobre as maiores Igrejas da América. Cem por cento das Igrejas, com 8.000 ou mais pessoas conheceram um crescimento no atendimento e ofertas de 2009 a 2010. E todas as Igrejas pesquisadas com a presença de 10.000 a 14.999 planejam atingir as projeções do orçamento deste ano.

Globalmente, 81 por cento das mega-igrejas – congregações com atendimento de 2.000 ou mais – viram mais atendentes e apenas 9 por cento relataram menor frequência. Sessenta e sete por cento das mega-igrejas aumentaram seu orçamento, com o aumento da média de três por cento, e na mesma proporção disse que eles esperam encontrar o seu orçamento de 2010.

A maioria dos líderes da Igreja esperam que suas congregações terminem 2010 em negro financeiramente, de acordo com o relatório.

Nem todas as mega-igrejas estão prevenindo a tempestade econômica facilmente. Um pastor de Michigan entrevistado no relatório, observou que pessoas estavam se abstendo.

“Nossa economia de Michigan não piorou, eu só acho que as pessoas têm retirado as ofertas, de uma mentalidade de escassez. De verdade, é uma questão espiritual não temos efetivamente nos endereçado como uma Igreja, mas não porque não temos estado tentando,” disse o líder de uma Igreja não identificada.

Enquanto 71 por cento disseram em uma pesquisa de abril a maio que eles acreditam que a economia não irá ter “nenhum impacto” ou que o impacto será “ligeiramente negativo” sobre a Igreja e seus ministérios, apenas 58 por cento disseram o mesmo no inquérito de Outubro.

Sessenta e quatro por cento das mega-igrejas deram aos funcionários da Igreja um aumento salarial de 2009 a 2010, mas a maioria dos aumentos salariais foram apenas de 1 a 3 por cento. Apenas quatro por cento das mega-igrejas cortaram salários em 2010. O restante manteve os salários dos mesmos.

Algumas das maneiras que as mega-igrejas vêm adaptando-se à desaceleração, inclui a utilização de mais voluntários, aumentando a ênfase em cursos de formação financeira e criando mais assistência financeira na conta bancária da Igreja.

Notavelmente, cerca de um terço de mega-igrejas mudaram mais do seu orçamento para o ministério externo.

Para 2010, 34 por cento escolheram “ênfase financeira à Igreja destinada a ajudar os pobres e necessitados,” como sua principal prioridade. Trinta e um por cento disse que uma unidade de capital de fundos para novo imóvel ou a construção era uma prioridade.

Olhando para 2011, a maioria dos líderes da Igreja pesquisados dizem que qualquer aumento nos gastos seria mais provável de irem para missões, seguido pela tecnologia da informação e as instalações. Dezenove por cento prevê aumento moderado ou significativo nos gastos com instalações no próximo ano.

Fonte: The Christian Post / Gospel+

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Após passar cinco dias desaparecida, a adolescente Alessandra Cristina Machado, 15 anos, foi devolvida aos pais nesta sexta-feira (26), em Pinhas, região metropolitana de Curitiba.

Investigadores da Polícia Civil encontraram a garota caminhando em um bairro da cidade. Alessandra estava bem fisicamente e contou aos agentes que ficou na casa de amigos durante o tempo em que esteve sumida.

Ao contrário das informações inicias, a fuga não foi motivada por um encontro marcado pela internet. O verdadeiro motivo seria uma discussão que a adolescente teve com a mãe, por conta de ser obrigada a acompanhá-la à igreja.

“A mãe é muito religiosa e por isso insistia que a menina a acompanhasse. Segundo a menina, este foi o verdadeiro motivo da fuga de casa”, disse o superintendente da Delegacia de Pinhais, Osmair da Silva. “Nosso alerta aos pais é que tentem resolver esses problemas familiares através do diálogo para que não se tornem casos de polícia.”

Fonte: O Diário / Gospel+

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Filme polêmico sobre a história de ex travesti que se converteu  será exibido na tv

O “canal da cultura e da alma brasileira” dará início, a partir de sexta-feira, dia 26, às 19h40, (com reprise na terça, dia 30, às 10h30) a uma série de exibições do documentário O Rebeliado, primeiro longa-metragem do diretor Bertrand Lira, realizado com o apoio do Fundo Municipal de Cultura (FMC) de 2008 e lançado em 2009. O Canal Brasil (disponível na Paraíba aos assinantes da Sky e Jet) tem como carro-chefe da sua programação, filmes, documentários, entrevistas, shows e humor que fazem da sua programação uma das mais diversificadas e originais entre os canais da TV brasileira, sempre com produções 100% nacionais. O Rebeliado, de 71 minutos de duração, terá ao todo 24 exibições ao longo de três anos de exclusividade com o Canal Brasil. Para seu diretor, Bertrand Lira, a aquisição do documentário pelo canal significa uma difusão de alcance não imaginado. “É um espaço nada desprezível, com uma única exibição teremos, de uma só vez, mais público do que todas as exibições feitas em festivais e eventos pelo país e no exterior”, entusiasma-se o Lira.

O documentário conta a história de Clóvis Bernardo, ex-travesti convertido à Igreja Assembleia de Deus Missão e que hoje se dedica à polêmica tarefa de converter gays e lésbicas à heterossexualidade. Através de depoimentos do protagonista, dos familiares e de novos convertidos.O Rebeliado discute o fenômeno da proliferação das igrejas neopentecostais, com sua crescente penetração nas camadas economicamente mais pobre da sociedade, propagando uma intolerância às escolhas individuais no que diz respeito à sexualidade.

A história emblemática do irmão Clóvis, 39 anos, fio condutor desse documentário, serve de pretexto para discutir a relação sexualidade e religião, num contexto de grande carência material.

“A narrativa foi estruturada buscando um crescente efeito dramático, não obedecendo à ordem cronológica dos fatos narrados. A história do irmão Clóvis é contada em primeira pessoa pelo próprio protagonista ora em depoimentos diretos à câmera, ora em testemunhos captados nos cultos e na ocasião da gravação, em estúdio, de um CD de testemunho do personagem” explica Bertrand Lira que de tão empolgado iniciou as gravações logo que teve conhecimento da história.

Fonte: Portal do Governo da Paraíba e A União / Gospel+
Via: O Galileo

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Igrejas evangélicas da Alemanha permitem que pastores e bispos  gays morem com seus parceiros

Os sacerdotes evangélicos homossexuais do Estado alemão da Baviera poderão conviver nas casas paroquiais com seus parceiros, decidiu nesta quinta-feira a maioria absoluta do sínodo da Igreja Evangélica local.

A reunião aprovou a medida com 98 votos a favor, cinco contra e cinco abstenções, seguindo assim a recomendação prévia emitida pelo Conselho Evangélico do Estado da Baviera, informou o bispo Johannes Friedrich.

Assim, a partir de agora, os pastores homossexuais e as pastoras lésbicas poderão solicitar permissão à Igreja evangélica para compartilhar as dependências paroquiais com seus respectivos companheiros e companheiras.

A hierarquia eclesiástica decidirá cada caso individualmente, analisando se a convivência comum não afetará o trabalho pastoral do sacerdote.

A Igreja Evangélica Alemã deixa nas mãos das Igrejas regionais a decisão sobre a convivência dos casais homossexuais, por isso a regra varia entre os estados da Alemanha.

O caso da Baviera é especialmente chamativo, porque é considerado a região mais tradicionalista da Alemanha. Atualmente, o país conta com mais de 24 milhões fiéis evangélicos.

Fonte: Terra / Gospel+
Via: Padom

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Ronald Sider não é um cristão comum. Não por ser PhD em história da Reforma por Yale, uma das mais prestigiadas universidades dos Estados Unidos, ou por ter escrito um livro que é considerado referência cristã no século 20, Cristãos ricos em tempo de fome, que já vendeu mais de 400 mil cópias. É que, aos setenta anos de idade, ele é testemunha de uma mudança de comportamento da Igreja Evangélica, que, no seu entender, fez dela uma instituição mais insensível em relação ao mundo que a cerca. “Ficamos maiores, mais ricos e mais famosos”, sintetiza. Tal conclusão é a base do inquietante trabalho de Sider. Teólogo, professor, palestrante, fundador e presidente do ESA (Evangelicals for Social Action – “Evangélicos por Ação Social”), ele é um ativista da igualdade. E o faz pelo viés do convencimento dos cristãos acerca da justiça social.

Nascido numa área rural de Ontário, no Canadá, Sider é filho de pastor, e hoje vive com a mulher numa casa de um bairro majoritariamente negro na Filadélfia. Membro de uma comunidade menonita, é um homem de sorriso aberto e voz suave, características que, no entanto, não amenizam seu duro discurso contra o materialismo que, na sua ótica, tomou conta de grande parte da Igreja Evangélica contemporânea, como diz em outra obra, O escândalo do comportamento evangélico (Editora Ultimato). Contudo, não é simplesmente um franco atirador e tempera suas críticas com palavras de misericórdia e esperança na Igreja e no futuro.

Ronald Sider esteve no Brasil pela primeira vez no fim de agosto, a fim de participar do encontro nacional da Rede Evangélica Nacional de Ação Social, a Renas, no Rio de Janeiro. Na ocasião, conversou com a reportagem de CRISTIANISMO HOJE:

CRISTIANISMO HOJE – Em seu livro, o senhor defende que a Igreja precisa se arrepender. De quê?

RONALD SIDER – Quando eu era jovem, quase todos os líderes cristãos diziam que a missão da Igreja era o evangelismo, mas eram muito pouco preocupados com ministérios sociais ou com a luta por justiça econômica. Nós negligenciamos isso por muito tempo, e é algo de que precisaríamos nos arrepender. Outro ponto sobre o qual a Igreja precisa pedir perdão é por séculos e séculos de esquecimento em relação a tantos versículos bíblicos que nos mandam olhar pelos pobres. Por muito tempo, esse tem sido um tema esquecido em nossas igrejas. O pastor Rick Warren [dirigente da Igreja de Saddleback e autor do best-seller Uma vida com propósitos] confessou isso há uns sete anos. Nós precisamos nos arrepender por termos negligenciado os mandamentos bíblicos de compromisso com os pobres; parece que simplesmente não lemos uma boa parte da Bíblia.

E em relação ao papel da Igreja na sociedade?

Essa é justamente a terceira área em que, na minha opinião, precisamos, como cristãos, de arrependimento. Nossa ação política sempre foi biblicamente desequilibrada. Nossos representantes falam muito contra o aborto, ou sobre temas como família e sexualidade – que, evidentemente, são preocupações pertinentes –, mas quase nada sobre justiça social, combate à pobreza ou questões ambientais, que também são bíblicas. Ora, se são políticos e cristãos, é preciso que se importem com o que Deus se importa: com os pobres, com a prática da justiça e com o meio ambiente.

Um de seus livros mostra que a vida de um cristão praticamente não difere da de um não-cristão…

Não posso falar do Brasil, mas, nos Estados Unidos, certamente não difere. Existe em mim uma voz bastante otimista que me diz, com alegria, que estamos avançando, aproveitando as oportunidades para fazer diferença. Mas existe uma outra voz, pessimista, que me alerta que não fazemos diferença alguma. Entre os jovens, por exemplo, há uma pequena mudança no comportamento sexual dos crentes, mas não muito grande. Dentro das denominações evangélicas dos EUA, o número de casos de abuso físico e sexual entre membros de uma mesma família praticamente não difere do restante da sociedade. Em termos de racismo, nós, cristãos, somos piores que os outros – e não reconhecemos que o sistema da nossa sociedade, que tendemos a reproduzir, é discriminatório em relação aos latinos e outra minorias.

Por que isso acontece?

Em parte, porque crescemos, tornamo-nos grandes, conquistamos sucesso e fazemos parte dessa cultura do crescimento. Ficamos maiores, mais ricos e mais famosos… Não faz muito tempo, uma das marcas da Igreja era a de ser separada do mundo. Éramos muitas vezes legalistas e até tolos em nosso comportamento, mas éramos separados, diferentes do mundo. Hoje, não nos sentimos mais separados do mundo – ao contrário, fazemos parte dele.

Isso compromete o testemunho cristão?

Completamente. Esse tipo de comportamento mina dramaticamente a nossa credibilidade. Nosso discurso de mudança de vida a partir de um encontro com Cristo perde o sentido para as pessoas comuns.

E até que ponto compromete a salvação?

Bem, Paulo listou uma série de pecados: falou de ganância, adultério, imoralidades, e disse que quem fizesse essas coisas não herdaria o Reino dos céus. Jesus diz, em Mateus 25, que as pessoas que praticam tais atos iriam para o inferno. Então, precisamos estar atentos ao aviso bíblico. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho de saber que não serei salvo pela minha boa vida ou meu bom comportamento. Não somos salvos baseados na nossa boa teologia, e sim, pelo que Cristo fez na cruz. Eu não sei o quanto viver de forma errada, sem observar o que o Senhor disse, afeta a nossa salvação. Isso é decisão dele, não nossa. Mas não dá para separar o Jesus Salvador do Jesus Senhor.

Os crentes, em geral, veem o pecado como algo individual. Mas a Bíblia fala, e o senhor tem dito em seus livros, que há um pecado social. Como é esse conceito?

No último meio século, os evangélicos têm dado muita ênfase aos pecados individuais, como adultério e imoralidades sexuais. Nessa época, eram os liberais que falavam do pecado social, como os sistemas econômicos injustos. O que eu disse no meu livro Cristãos em tempo de fome é que a Bíblia fala dos dois tipos de pecado, o individual e o social, mas que os evangélicos tendem a personalizar o pecado. É lógico que, teologicamente, somos valorizados enquanto indivíduos, que precisam tomar uma decisão pessoal e desenvolver um relacionamento individual, íntimo com Deus. Mas a sociologia nos ensina que o ambiente onde vivemos também determina quem somos. Afinal, nossas atitudes também são afetadas pelo que nos cerca. Tanto a sociologia quanto a Bíblia nos mostram a importância de mudarmos o indivíduo e também a sociedade.

O gigantismo das igrejas urbanas de classe média, cujos pastores são cada vez mais parecidos com executivos, é parte desse problema da cultura do crescimento?

Eu, pessoalmente, não sou entusiasta de igrejas enormes, mas não me oponho a elas. Temos grandes ministérios, que precisam ser gerenciados de maneira diferente – mas o problema não é este, especificamente. É uma questão de visão pessoal. Se a igreja está levando pessoas a serem como Cristo, a se tornarem obedientes a ele, preocupadas com o próximo e ativas no serviço social, não há problema se ela é grande ou pequena. Acho que até existe mesmo espaço para um papel de executivo dentro da liderança das congregações. O problema é o momento em que se direciona o ministério com técnicas do mundo executivo, visando a desenvolver estratégias para o crescimento da igreja, e esse processo tira nosso foco de Jesus e do que ele disse.

O senhor escreveu seu livro mais famoso há mais de trinta anos. Algo mudou de lá para cá?

Eu acho que os cristãos evangélicos, na média, são muito mais materialistas hoje do que quando escrevi o livro. Essa é a notícia ruim. A boa é que há um grande crescimento da preocupação evangélica com os pobres. O próprio livro é um exemplo disso – numa eleição dos livros cristãos mais importantes dos últimos 50 anos, minha obra ficou na sétima posição. Isso pode não dizer muito, mas mostra que ao menos há uma preocupação com o tema, um crescimento da ação evangélica nessa área. Basta ver a Visão Mundial, uma entidade cristã que tomava conta de alguns orfanatos no passado e que hoje tem um orçamento de dois bilhões de dólares por ano. No entanto, esses cristãos comprometidos com justiça social ainda são minoria. Hoje, o cristão médio – e volto a lembrar que refiro-me ao crente americano, pois não possuo tanta informação sobre a Igreja no Brasil – é mais rico e mais materialista do que o da geração anterior. Mas os dados mostram que estamos doando bem menos do que há tempos atrás. O crente de hoje doa apenas 40% do que os cristãos de algumas décadas atrás. E esse índice tem caído ano a ano.

Essa percepção é a mesma nos países do Terceiro Mundo?

É diferente, mas aqui já é possível começar a ver uma classe média evangélica. O que eu acho preocupante é que a teologia da prosperidade é tão ruim aqui como nos Estados Unidos.

Algumas estatísticas preveem que até a metade deste século o Brasil será uma nação de maioria evangélica. Isso faz diferença?

Num certo nível, é irrelevante quantas pessoas dizem ser evangélicas. O importante é saber quantas pessoas vivem como Jesus e acreditam nele como Senhor e Salvador. Que diferença faz se metade de um país se confessa evangélica, se a taxa de divórcios nessa comunidade é igual à do resto da sociedade? Por outro lado, ainda que sejamos minoria, se liderarmos o combate à pobreza, se defendermos a criação de Deus, combatermos o racismo e afirmarmos a dignidade de setores marginalizados, aí, sim, estaremos mudando a sociedade e sua cultura. Isso seria verdadeiramente significativo! Mas se tivermos uma maioria evangélica e ela viver como os outros, qual a importância?

O senhor fala abertamente em um diálogo entre evangélicos e católicos. Isso pode funcionar?

Veja o que acontece nos Estados Unidos. Por uns 200 anos, católicos e evangélicos disseram coisas horríveis uns dos outros, mas depois que a Corte Suprema legalizou o aborto, em 1973, os protestantes descobriram que os católicos haviam trabalhado duro contra a aprovação. Então, perceberam que era possível se unir a eles com relação à defesa da vida, porque algumas posições como essa eram comuns aos dois grupos. Ao mesmo tempo, os evangélicos perceberam que os liberais que não acreditavam na ressurreição de Jesus ou na sua divindade, por exemplo, eram protestantes. Ou seja, estavam no mesmo barco, mas eram muito mais distantes. Mesmo não concordando com os católicos acerca do papel do papa, da natureza de Maria ou a ação dos santos – que são pontos importantes de discordância –, descobrimos pontos em comum também muito importantes com eles, até mais do que com os liberais. O resultado é que o diálogo e a cooperação aumentaram, e há muito diálogo acontecendo, mesmo sem querer unificar todos em uma só Igreja.

Mas aqui no Brasil os liberais não têm muita força, ao contrário dos EUA. Essa agenda mútua, por si só, pode aproximar os dois grupos?

Eu penso que o forte secularismo da sociedade contemporânea e a hostilidade que hoje existe ao cristianismo vai poder unir católicos e evangélicos. Isso é um desafio.

O senhor foi um opositor do governo do presidente George W. Bush, que contou com forte apoio protestante. Sente-se parte de uma minoria dentro da Igreja Evangélica americana?

Temos de começar com a história americana. Na fundação do nosso país, existia uma imagem da nação como um “novo Israel”, e que esse novo país era especial para Deus. Havia uma ideia de que os EUA surgiram no plano divino com um propósito especial. Então, há uma conexão muito forte do nacionalismo americano com o evangelicalismo. E o evangélico americano, na média, não tem sido bom em perceber as virtudes e defeitos da América, especialmente em termos de política externa. Os evangélicos em meu país aceitam tudo sem criticar – resultado, em parte, do período anticomunista, em que o ato de criticar era visto como falta de patriotismo. Por isso que, quando Bush foi à guerra, a maioria ficou do seu lado. Hoje, nós somos a nação mais poderosa que o mundo já viu desde o Império Romano. Mas é imoral querer dizer para outros povos “vocês vão fazer isso, queiram ou não”, como temos feito.

Qual sua visão sobre o governo Obama?

O presidente Obama já tem demonstrado que quer trabalhar em cooperação com outros países. O governo tem dito coisas como “vamos conversar com os inimigos e trabalhar com os aliados”. Isso representa uma mudança de rumo muito grande. Agora, se você me perguntar se Obama é um cristão genuíno, eu diria que sim; mas ele é um evangélico? Não. Eu acho que ele tem as dúvidas típicas de quem esteve nas maiores universidades do país, onde eu também estive [risos].

Aos 70 anos de idade, o senhor se considera um cristão inconformado?

Olha, como eu gosto da história da Igreja, que é o meu campo de formação, ela me ensinou que a maior tentação do cristianismo durante todos esses séculos foi o de se conformar com a cultura vigente e deixar de seguir Jesus, vivendo de maneira bíblica. Os exemplos são muitos, desde a Igreja medieval. Nós temos sempre que nos perguntar onde essa cultura satisfaz a Deus e onde precisa ser modificada, à luz da Bíblia. Nós precisamos adotar uma posição de permanente crítica ao establishment. O problema é que os cristãos, ao longo da história, começaram a abraçar a cultura ocidental. Devagar, sem perceber, começamos a fazer parte dela. O problema que vejo hoje nessa cultura é o individualismo. Isso vai de encontro ao que a Bíblia define como comunidade. Quando as pessoas procuram a web, ou redes sociais, na verdade buscam uma comunidade – e a Igreja de Cristo tem a obrigação de adotar uma visão bíblica que valorize o indivíduo, mas também a de ser o lugar onde uma comunidade é oferecida. Ali, o amor dos irmãos e suas necessidades devem ser compartilhados, assim como os bens materiais, e os marginalizados precisam ser acolhidos. Onde existe solidão, a Igreja precisa oferecer uma solução.

No início da entrevista, o senhor falou que sua alma tem dois lados convivendo dentro dela – um otimista e outro pessimista. Qual é o mais forte?

Eu tenho, sim, uma grande esperança. Sei que Jesus está vivo e que Deus está no controle. Sei também que ele continua a sua obra com graça, mesmo nos momentos mais difíceis. E assim, sou esperançoso. Não no curto prazo, pois temos motivos para nos preocupar, mas a longo prazo. Sei aonde a história nos levará e que tudo será transformado e feito novo.

Fonte: Cristianismo Hoje / Gospel+

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Sociólogos estão vendo acontecer entre os jovens adultos dos EUA uma grande mudança: o abandono do cristianismo. Uma resposta honesta requer um exame deste “êxodo” e alguns questionamentos sobre os motivos desta mudança.

Estudos recentes trouxeram à luz esta questão. Entre os resultados divulgados pela American Religious Identification Survey [Pesquisa de Identificação da Religião nos EUA] em 2009, um aspecto merece destaque. A porcentagem de americanos que afirmam ser “sem religião” quase duplicou em duas décadas, De 8,1%, em 1990, chegaram a 15% em 2008. Essa tendência não está limitada a uma região. Os “sem religião”, cuja resposta à pergunta sobre afiliação religiosa foi “nenhuma”, foi o único grupo que cresceu em todos os estados americanos, incluindo o conservador “cinturão bíblico” no sul. Os “sem religião” são mais numerosos entre os jovens: 22% dos entrevistados entre 18 a 29 anos alegou não ter religião, em contraste com os 11% de 1990. O estudo também descobriu que 73% deles cresceram em famílias religiosas, sendo que 66% foram descritos pelo estudo como “desconvertidos”.

Outros resultados da pesquisa foram ainda mais desanimadores. Em maio de 2009, durante o Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, os cientistas políticos Robert Putnam e David Campbell apresentaram uma pesquisa feita para seu livro American grace, lançado recentemente. Eles relatam que “os jovens americanos estão abandonando a religião em um ritmo alarmante, de cinco a seis vezes a taxa histórica (hoje, 30-40% não têm religião, contra 5-10% da geração passada)”.

Houve uma queda correspondente na participação em igrejas. Segundo o centro de pesquisas Rainer, aproximadamente 70% dos americanos deixam de se envolver com a igreja entre os 18 e 22 anos. O Grupo Barna estima que 80% daqueles que foram criados na igreja serão “desligados” ao completar 29 anos. David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, descreve essa realidade em termos alarmantes: “Imagine uma foto do grupo de jovens que são membros de sua igreja (ou fazem parte da comunidade de crentes) em um ano qualquer. Pegue um pincel atômico grande e risque três de cada quatro rostos. Este é o número provável de desligamento espiritual durante as próximas duas décadas “.

Em seu livro unChristian [não Cristão], Kinnaman baseou suas descobertas em milhares de entrevistas que fez com jovens adultos. Entre suas muitas conclusões está a seguinte: “A ampla maioria das pessoas de fora [da fé cristã] neste país, particularmente entre as gerações mais jovens, na verdade são indivíduos sem igreja”. Ele relata que 65% dos jovens entrevistados dizem ter assumido um compromisso com Jesus Cristo em algum momento. Em outras palavras, a maioria dos que hoje são incrédulos são antigos amigos e adoradores de Jesus, foram crianças que uma dia o aceitaram.

Para esclarecer o discurso de Kinnaman, o problema hoje não são os “não cristãos”, mas os muitos ex-cristãos. Ou seja, não se trata de um “povo não alcançado.” Eles são nossos irmãos, irmãs, filhos, filhas e amigos. Eles já estiveram vivendo entre nós na igreja.

Em seu recente livro Christians Are Hate-Filled Hypocrites … and Other Lies You’ve Been Told, [Cristãos são hipócritas cheios de ódio… e outras mentiras que lhe contaram], o sociólogo Bradley Wright diz que essa tendência de os jovens abandonarem a fé em números recordes é “um dos mitos” do cristianismo contemporâneo. Wright vai na contramão, dizendo que cada geração é vista com desconfiança pelos mais velhos. Embora reconheça que “não podemos saber ao certo o que vai acontecer”, Wright acredita que a melhor aposta é que a história vai se repetir: “…os jovens geralmente abandonam a religião organizada quando saem de casa e se desligam da família, mas voltam quando começam a formar suas próprias famílias”.

Então, jovens de 20 a 30 e poucos anos estão abandonando a fé, mas por quê? Quando pergunto às pessoas da igreja, recebo alguma variação desta resposta: compromisso moral. Uma adolescente vai para a faculdade e começa a frequentar festas. Um jovem decide morar com sua namorada. Logo, os conflitos entre a fé e o comportamento tornam-se insuportáveis. Cansados de ter a consciência pesada e não querendo abandonar um estilo de vida pecaminoso, optam por abandonar seu compromisso cristão. Podem citar ceticismo intelectual ou decepções com a igreja, mas isso é mais uma espécie de cortina de fumaça para a esconder a verdadeira razão. “Eles mudam de credo para coincidir com suas obras”, diriam os meus pais.

Existe alguma verdade nisso, mais do que a maioria dos jovens que seguiram esse caminho gostaria de admitir. A vida cristã fica mais difícil ao enfrentar muitas tentações. Durante o ano passado, fiz entrevistas com dezenas de ex-cristãos. Apenas dois foram honestos o suficiente para citar questões morais como a principal razão do abandono da fé. Muitos experimentaram crises intelectuais que pareciam, convenientemente, coincidir com um estilo de vida fora dos limites da moralidade cristã.

O que os afastou na maioria das vezes? Os motivos de cada um são particulares, mas percebi nas entrevistas que a maioria foi exposta a uma forma superficial de cristianismo que acabou “vacinado-os” contra uma fé autêntica. Quando o sociólogo Christian Smith e sua equipe examinaram a vida espiritual dos adolescentes americanos, encontraram a maioria deles praticando uma religião que seria melhor descrita como “deísmo moralista terapêutico”. Colocam assim Deus como um Criador distante, que abençoa as pessoas “boas, legais e justas”. Seu objetivo principal é ajudar os crentes a “serem felizes e sentirem-se bem”.

A resposta cristã

As razões para o abandono são complexas. Uma parte significativa tem a ver com a nova cultura que vivemos, e há muito a ser pensado sobre isso. Mas os membros das igreja ainda tem controle sobre pelo menos uma parte do problema: o tipo de resposta dada.

Enquanto ficam perplexos, e com razão, ou mesmo arrasados, quando veem entes queridos se afastarem, não deveriam deixar que a tristeza tome conta deles. Conversei com um pai que estava deprimido ao ver seu filho adulto abandonar a fé. Ele disse que seu filho estava metido “em coisas satânicas”. Depois de uma pequena sondagem, descobri que o filho na verdade era um politeísta. Ele amava Jesus, mas via-o como uma figura em um panteão de seres espirituais. Ou seja, algo muito distante da avaliação de seu pai.

Ao falar com quem abandonou a fé, geralmente os cristãos tem uma dessas duas reações opostas e igualmente prejudiciais: partem para a ofensiva, dando um sermão cheio de julgamento ou ficam na defensiva, não se envolvendo no problema.

Observei durante as entrevistas outro padrão inquietante. Quase todos com quem falei lembraram que, antes de abandonar a fé, eram interrompidos quando expressavam suas dúvidas. Alguns foram ridicularizados na frente de colegas por causa de suas “perguntas insolentes”. Outros dizem ter recebido respostas banais às suas perguntas e foram repreendidos por não aceitá-las. Um deles recebeu literalmente um tapa na cara.

Em 2008, durante a reunião da Associação Americana de Sociologia, estudiosos das Universidades de Connecticut e do Oregon relataram que “a contribuição mais comum para a desconversão dos entrevistados foi os cristãos aumentarem as dúvidas já existentes”. Os “desconvertidos” afirmam ter “compartilhado suas dúvidas crescentes com amigo ou membro da família cristãos, apenas para ouvir respostas banais e inúteis”.

Fonte: Pavablog / Gospel+
Via: Gospel Prime

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Fora de igrejas evangélicas, Carol Celico aconselha as pessoas a  criarem pequenos grupos de oração

Carol Celico, mulher do jogador de futebol Kaká, prestigiou na tarde desta quarta-feira (24) o desfile exclusivo da grife Dior, realizado no Hotel Unique, em São Paulo.

Em entrevista, Caroline contou que veio de surpresa para o Brasil, já que o marido teve que fazer uns exames médicos à pedido do clube de futebol Real Madri. “Cheguei quinta-feira passada, vim de surpresa porque o Kaká veio fazer alguns exames, não foi nada planejado”, contou. “Aproveitamos para visitar nossas amigos, curtir a família, sair para jantar e ir no show do Paul McCartney”, disse que Caroline, que admitiu não conhecer todas as músicas do ex-Beatle. “Eu gosto das músicas, mas pra ser bem sincera não sabia cantar a maioria!”.

Mãezona

Caroline Celico e Kaká são pais de Luca, de 2 anos e meio. Durante o evento de moda, a cantora gospel falou sobre a rotina que tem com o garotinho em Madri, na Espanha. “É muito bom ser mãe. Em Madrid eu o levo para a escola e fico o tempo inteiro com ele. A noite, quando o Kaká chega, é o momento que ficamos os três juntos”, disse. “O Kaká é um pai presente, sempre que esta em casa fica com ele e brinca muito com o Luca.”

Questionada se tem o desejo de aumentar a família, Caroline respondeu que sim, mas que isto não depende dela. ”Estou querendo mais filhos e estou treinando (risos), mas seja o que Deus quiser e quando Ele quiser. Já estou preparada.”

Igreja e Música

“Atualmente estou me dedicando para ser mãe, estou cuidado do meu site e me preparando para o lançamento do meu próximo DVD no ano que vem”, disse Caroline. “Ele [Kaká] gosta da minha voz, gosta do CD, mas ele quer que eu faça aquilo que tenho vontade.”

Sobre como segue o ritual religioso em Madri, a cantora afirmou que aconselha as pessoas a fazer grupos de orações. “Não freqüento Igreja em Madri, mas aconselho as pessoas que gostam e se sentem bem a irem, mas também aconselho as pessoas a fazer um grupo de orações, mesmo que seja pequeno”, disse. “Eu tive um grupo até maio deste ano, mas como agora voltei com as coisas do CD, fico mais quietinha em casa com o Luca.”

Apesar de ter gravado um DVD, Caroline contou durante o evento que não tem vontade de se apresentar para um grande público.”Não penso em fazer shows e nem em apresentações. O CD é pra mandar mensagens para as pessoas e, se um dia eu tiver necessidade para fazer um show, será bem intimista. Fazer show não é a minha cara.”

Fonte: Quem

 

Vai se converter Carol. E pare de falar asneiras.

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