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Archive for outubro \29\UTC 2010

Durante três dias o pregador americano Franklin Graham realizou um festival evangelístico no Japão. O evento terminou no domingo com mais 400 decisões para Cristo, somando 1.765.
O festival de Kansai, realizado em Osaka, culminou com os esforços de centenas de igrejas, muitas delas tinham convidado Graham para pregar na região de Kansai, que representa cerca de um quarto da população japonesa.

O diretor do festival, Chad Hammond conta que as pessoas vão olhar para trás da mesma forma que olhavam para a cruzada realizada por Billy Graham, há 30 anos. “Eles vão lembrar que Franklin Graham veio para Kansai em 2010 e começou um processo de mudança em Cristo”, comentou.

O Festival de Kansai foi um dos maiores encontros de cristãos na história de Osaka, a maior cidade na região de Kansai, e levou dois anos para se preparar.

A festa foi precedida por uma visita de dez dias de Alfie Silas da Coomes Tommy Band, incluindo o Festival Osaka Ladies que atraiu 3.217 pessoas e um Festival para as crianças que atraiu mais de cinco mil baixinhos.

Para os líderes cristãos japoneses, o festival foi um evento necessário, não só para trazer pessoas a salvação, mas também para incentivar nova vida em igrejas na região de Kansai.

Algumas igrejas sofrem de envelhecimento e outras nem têm pastores. “A frequencia na Escola Dominical é baixa e alguns seminários e departamento já teológico fecharam. Há muito poucos jovens em nosso país a assumir o papel de líderes”, relatou o reverendo Yoshikazu Takada, presidente executivo do Festival de Kansai.

Apesar das lutas, que foram agravadas pela economia lenta do Japão, as altas taxas de suicídios, relatos de violência escolar e doméstica, as igrejas tinham esperança de encontrar o Festival de Kansai, que foi apoiado por líderes de igrejas de outras cidades, incluindo Sapporo, Fukuoka Hiroshima e Tóquio.

Quando Graham(foto) foi perguntado como o sucesso do evento seria medido, ele disse aos jornalistas que o sucesso de qualquer reunião evangélica depende da oração. “Se apenas uma pessoa entregasse sua vida a Jesus Cristo, o evento seria bem-sucedido”, respondeu ele.

Com o Festival de Kansai acabou, Graham vai preparar o próximo festival evangelístico, que será realizada em Riga, Letônia. Festival de Graham levará esperança ao país do norte da Europa do dia 5 a 7 de novembro.

Fonte: Christian Today / Redação CPAD News
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Milhares de muçulmanos vêm a Cristo, diz líder iranianoLausanne III aborda tema ´Reconciliação no Oriente Médio` O clima ontem à noite era de luz, apesar dos participantes do Lausanne III debaterem temas muito difíceis como a reconciliação no Oriente Médio, HIV e tráfico de seres humanos.

Oradores deram mensagens de esperança, falando do mover que Deus está fazendo, apesar das mais obscuras situações no mundo de hoje.

O Oriente Médio, que se tornou quase sinônimo de violência está experimentando um nível sem precedentes de muçulmanos tornando-se seguidores de Jesus Cristo, disse Sam Yeghnazar, fundador do Ministério Elam no Irã.

Havia apenas cerca de 500 cristãos iranianos de origem muçulmana no momento da Lausanne I em 1974, disse ele. Mas, nos últimos 30 anos, mais muçulmanos vieram a Cristo que nos últimos 1.300 anos.

“O Irã é hoje uma terra fechada com incontáveis corações abertos”, disse Yeghnazar. “É o país mais ‘aberto’ ao Evangelho no mundo inteiro. Dezenas de milhares de iranianos estão se voltando para Cristo”.

“Traído pelo governo, desiludido com a religião, deprimido pelas perspectivas de futuro, quando os iranianos conhecem ao Senhor Jesus Cristo são completamente transformados”, disse ele. “Eles anunciam a Cristo até no mercado. Famílias inteiras, homens e mulheres, estão vindo para Cristo “.

“Há duas semanas, duas pessoas de Yeghnazar foram presas e, na semana seguinte, trouxeram mais seis para Cristo”, compartilhou.

Enquanto isso, a cristã palestina Salim (nome fictício por razões de segurança), falou sobre a esperança para uma paz verdadeira no Oriente Médio por meio de Cristo. Ao compreender a morte de Jesus na cruz, os cristãos palestinos “eliminam o veneno do ódio”, e se sentem impelidos a explicar ao mundo sobre paz e justiça.

“Ao ancorarmos nossa identidade no Messias, podemos abrir nossos corações para os vizinhos muçulmanos irados e com medo dos soldados judeus”, disse Salim. “O Senhor pode tranformar o coração de pedra em carne.”

O tema para terça-feira no Lausanne III sobre Evangelização Mundial em Cape Town, na África do Sul foi “Reconciliação”. Cada dia, o programa centra-se em um tema que palestrantes apresentam e pequenos grupos de diálogo o discutem. Temas para esta conferência incluem verdade, religiões mundiais, prioridades e integridade.

Além de abordar a Reconciliação no Oriente Médio, a sessão plenária terça-feira à noite, também destacou os problemas globais do tráfico humano e o HIV / SIDA.

Fonte: Christian Post-via: CPADNews

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Augustus Nicodemus Lopes avalia a situação da Igreja hoje: “Infelizmente, estão fazendo muita coisa ruim com ela”.
“Não me acho xiita”, vai logo dizendo o professor, pastor e pesquisador presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes em seu mais novo livro, O que estão fazendo com a Igreja (Mundo Cristão). “Mas muitos me chamam de fundamentalista”, acrescenta. “Não fico envergonhado quando me rotulam dessa forma, embora prefira o termo calvinista ou reformado”, explica. A quantidade de adjetivos expressa bem o universo desse intelectual protestante, nascido na Paraíba e que fez carreira no segmento acadêmico religioso. Graduado em teologia, mestre em Novo Testamento e doutor em Interpretação Bíblica – este último título, pelo Instituto Teológico de Westminster (EUA) –, Nicodemus já dirigiu diversos seminários ligados à sua denominação e hoje exerce o cargo de chanceler da respeitada Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mesma cidade, pastoreia a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro.

O conjunto de sua obra já dá uma idéia de suas posições teológicas. Títulos como O que você precisa saber sobre batalha espiritual, Fé cristã e misticismo e Ordenação de mulheres: O que diz o Novo Testamento, todos publicados pela Cultura Cristã, entre diversos outros livros, são baseados na mesma teologia conservadora que ele não apenas abraça, como defende com unhas e dentes. O que não impede, é claro, que esteja aberto a outros pensamentos. “Desde que sejam comprometidos com as Escrituras”, ressalva.

Nesta conversa com CRISTIANISMO HOJE, Augustus Nicodemus fala do livro recém-lançado na Bienal de São Paulo e avalia a situação da Igreja Evangélica hoje. “Infelizmente, estão fazendo muita coisa ruim com ela”, aponta.

É inevitável começar esta entrevista com a pergunta que dá titulo ao seu livro: o que estão fazendo com a Igreja?

Infelizmente, muita coisa ruim – desde desfigurá-la, passando uma imagem ao público de que todos os evangélicos e seus pastores são mercenários que vivem para fazer barganhas com Deus em troca de bênçãos, até destruí-la internamente, trocando o Evangelho de Cristo por um outro evangelho. Um evangelho despido de poder, realidade histórica e eficácia salvadora, que é ensinado pelos liberais. Aqui entram também os hiperconservadores, às vezes chamados de neopuritanos, com sua visão radical de culto.

Quais os efeitos da pós-modernidade sobre a Igreja?

A pós-modernidade facilitou e aumentou a influência do liberalismo, do relativismo e do pragmatismo na Igreja brasileira, ainda que esses movimentos e tendências sejam tão antigos quanto a própria Igreja. A presente época, marcada pela pós-modernidade, facilita a penetração desses elementos na vida, liturgia e missão das igrejas evangélicas, como de fato temos presenciado. E por outro lado, existem líderes evangélicos que conscientemente constroem ministérios, igrejas e movimentos que se apóiam em métodos e ideologias liberais, relativistas e pragmáticas. O que essas coisas têm em comum é que sempre representam uma tentação para corromper o Evangelho bíblico, quer pelo apelo à soberba humana, quer por um tipo de Cristianismo descompromissado, ou ainda pela oferta enganosa de resultados extraordinários em curto espaço de tempo.

A crise de ortodoxia do Evangelho contemporâneo, bem como o pós-denominacionalismo, é resultado direto deste processo?

Sem dúvida. O relativismo representa uma ameaça concreta à Igreja, pois a mesma se firma sobre verdades universais e imutáveis, como a existência do Deus Trino; a humanidade e divindade de Jesus Cristo; sua morte vicária e sua ressurreição real e física de entre os mortos; a salvação pela fé sem as obras da lei; e a segunda vinda de Cristo. A Igreja defende também uma ética centralizada no amor que, segundo Jesus e seus apóstolos, consiste em obedecer a Deus e aos seus mandamentos. Todavia, o relativismo rejeita o conceito de verdades absolutas e internaliza a verdade no indivíduo.

E qual o efeito prático disso?

O questionamento à autoridade da Bíblia, ao caráter único do Cristianismo e ao comportamento ético pregado historicamente pelos cristãos. Mas, num certo sentido, o relativismo pode representar uma oportunidade para o Cristianismo em ambientes pós-cristãos, onde a fé cristã já foi excluída a priori. Por exemplo, no ambiente das universidades, o discurso é geralmente anticristão, relativista, pluralista e inclusivista. Os cristãos podem, em nome da variedade e da pluralidade, pedir licença para falar, já que, de acordo com a pós-modernidade, todos os discursos são iguais e válidos – e nenhum é melhor do que o outro.

O movimento evangélico brasileiro, tão numeroso e multifacetado, está perto de seu fim?

Não creio que o movimento evangélico brasileiro chegue a um fim, mas temo que esse processo de desfiguramento e de enfraquecimento teológico e doutrinário, levado a cabo por liberais, neopentecostais, libertinos e neopuritanos, acabe transformando a Igreja brasileira em algo distinto da Igreja bíblica. Por outro lado, como sempre existiram os sete mil que nunca dobraram os joelhos a Baal, é provável que, paralelamente, aconteça o fortalecimento de denominações, ministérios e grupos evangélicos que prezam a Bíblia – gente que valoriza as práticas devocionais como oração, meditação e santidade bíblica e que tem visão evangelística e missionária. Já no momento atual é possível identificar esse crescimento, embora em dimensões menores do que gostaríamos. Quanto ao perfil dessa nova Igreja, fica difícil prever.

Uma das críticas que o senhor faz é à ênfase na formação teológica liberal, que seria uma espécie de “coqueluche” dos teólogos de hoje, interessados numa graduação reconhecida sob o ponto de vista acadêmico. Neste sentido, o reconhecimento oficial aos cursos de teologia, uma antiga bandeira do segmento evangélico, veio para melhorar ou piorar as coisas?

Em si, o reconhecimento oficial de um diploma de teologia não representa qualquer perigo para a Igreja. Mas o problema não é o isso, e sim, o conteúdo que será ministrado aos alunos que buscam uma formação reconhecida pelo Ministério da Educação. Da minha parte, creio ser possível termos um curso de teologia reconhecido oficialmente e que apresente uma teologia bíblica e saudável. Todavia, nem sempre tem sido esse o caso.

Como assim?

Esse reconhecimento tem sido oferecido, freqüentemente, através de cursos de teologia de faculdades e universidades públicas e privadas que não têm compromisso com a confessionalidade cristã histórica. É verdade que o reconhecimento oficial dos cursos de teologia é uma antiga bandeira do segmento evangélico. Só que, quando os evangélicos queriam isso, os cursos de teologia reconhecidos eram oferecidos por instituições de ensino superior que tinham tradição cristã. Além disso, eram dirigidas por cristãos comprometidos com a teologia histórica da Igreja, como Princeton nos Estados Unidos e a Universidade Livre na Holanda, por exemplo. Atualmente, grande parte dos professores de alguns desses cursos obtêm seus diplomas e graus de mestre e doutor em escolas liberais – e nem sempre na área de teologia, mas em ciências da religião, sociologia, psicologia, antropologia, letras etc.

O problema, então, é o que professores com este tipo de formação vão ensinar?
Não é tanto o que eles ensinam, mas o que deixam de ensinar, exatamente porque não tiveram uma sólida formação teológica debaixo de orientação bíblica. Quem mais tem sentido o impacto do liberalismo teológico em sua mão de obra são as igrejas pentecostais, que por não terem tradição em preparar seus obreiros, acabam recorrendo a esses cursos e expondo seus pastores, evangelistas e obreiros à teologia liberal.

Em sua obra, o senhor fala na existência de uma esquerda teológica que valoriza o liberalismo, não apenas nas questões religiosas, mas sobretudo comportamentais. Num panorama em que a esquerda política, atualmente no poder, parece confusa e adota posturas flagrantemente neoliberais, esta confusão ideológica também contamina o segmento evangélico?

Acho que sim. Não é coincidência que um grande segmento evangélico esteja defendendo bandeiras liberais, como o aborto, o reconhecimento das uniões homoafetivas, o sexo antes do casamento… Essa atitude de tolerância e relativismo é a mesma que sempre marcou o esquerdismo no Brasil. Não estou dizendo que todo evangélico esquerdista é liberal e defende essa agenda; mas que existe uma coincidência de valores éticos e de agenda.

O movimento evangélico brasileiro é tão diversificado quanto as milhares de denominações que o compõem. No atual panorama, identificado no seu livro, esta diversidade traz mais vantagens ou desvantagens?

Acredito que a diversidade é sadia e bíblica. Entendo, porém, que existe uma unidade essencial e básica entre os verdadeiros cristãos, que pode ser resumida nos fundamentos da fé bíblica. Os verdadeiros evangélicos confessam estes fundamentos, e vamos encontrá-los em todas as denominações que compõem a Igreja Evangélica brasileira. Mas vamos encontrar também quem não crê em nenhuma dessas coisas, ou que nutrem reservas quanto a elas. Eu não tenho problemas com a diversidade, pois acho-a enriquecedora. Tenho divergências inclusive com irmãos e colegas que são reformados calvinistas como eu. Todavia, existe uma unidade essencial mais forte e superior às divergências. Teologia tem um poder tremendo para unir as pessoas ou para separá-las, pois tem a ver com convicções e experiências pessoais.

A partir dos anos 1980, o advento da teologia da prosperidade e da confissão positiva mudou a maneira de se pensar a fé evangélica no país. Qual a verdadeira influência destas correntes na crise do movimento evangélico nacional?

A confissão positiva acabou exercendo uma grande influência sobre os evangélicos brasileiros. Na minha opinião, todavia, ela não é a maior influência negativa. Considero a teologia da prosperidade, a busca de experiências místicas, as crendices e superstições que infestam os arraiais neopentecostais como sendo de maior periculosidade para a Igreja. Quanto ao segmento reformado, por sua própria natureza, ele é mais resistente à essas infecções e pouca influência recebeu – mas tem, entretanto, sofrido mais com outros tipos de problemas, especialmente com sua incapacidade, até o momento, de crescer de forma significativa sem perder o compromisso com a fé histórica da Igreja.

Se muitos dos postulados neopentecostais vão de encontro à tradição protestante, em quê o segmento histórico falhou, ou pelo menos hesitou, para que, a partir dos anos 1970, o neopentecostalismo crescesse em proporções geométricas no cenário evangélico nacional?

Boa pergunta. É interessante que, na década de 1950, a Igreja Presbiteriana era uma das maiores denominações evangélicas do país. Por algum motivo, perdemos o bonde. Não sei avaliar direito o que aconteceu. Pode ser que tenhamos exagerado na reação aos abusos do movimento carismático na década de 70 e nos fechamos na defensiva. Ficou difícil, naquela época, falar do Espírito Santo e de reavivamento espiritual sem sermos confundidos com carismáticos e pentecostais. Pode ser também que reagimos da mesma forma diante do crescente movimento litúrgico e do movimento de crescimento de igrejas, com toda sua parafernália metodológica centrada no homem – movimentos estes que dominaram o cenário dos anos 70 a 80. E depois, a mesma coisa diante dos neopentecostais. Não conseguimos ainda sair da defensiva e ser mais proativos, oferecendo alternativas, soluções – e o que é melhor, oferecer nosso próprio exemplo de como uma igreja pode crescer de maneira sadia, sem comprometer a teologia e a ética bíblica.

Então, o liberalismo teológico também afetou as igrejas tradicionais?

Sim, afetou tremendamente as igrejas históricas nos anos 60, especialmente os seus seminários. Isso causou graves problemas e disputas internas, que obrigaram essas igrejas a relegar o crescimento a um plano secundário e a se concentrarem na própria sobrevivência. As igrejas históricas que não conseguiram sobreviver ilesas hoje são as menores entre os evangélicos, mais voltadas para o social e ainda em lutas internas com os liberais que sobreviveram dentro de suas organizações e estruturas. Já as que conseguiram sair inteiras, embora chamuscadas, começam lentamente a progredir e retomar seu crescimento, como creio ser o caso da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Por que lideranças autocráticas e monolíticas, cada vez mais comuns nas igrejas, são aceitas pelos fiéis?

Em minha opinião, é o que chamo em meu livro de “a alma católica dos evangélicos brasileiros”. Os brasileiros estão acostumados com o catolicismo romano e sua hierarquia eclesiástica totalitária. Por séculos, o romanismo impregnou a alma brasileira com a idéia de que a religião deve ser conduzida por líderes acima do povo, que vivem numa esfera superior; enfim, intocáveis. No romanismo, os líderes não são eleitos pelo povo, como acontece na maioria das igrejas históricas, cujo sistema de governo é democrático – eles são impostos, determinados, designados. Além disso, são considerados como especiais e distintos; é o clero separado dos leigos. As ordens eclesiásticas são um dos sacramentos da Igreja Católica. E os brasileiros viveram sua vida toda debaixo da influência de uma religião regida por bispos e por um papa, o qual, segundo um dogma católico, é infalível. Nada mais natural, portanto, que ao se tornarem evangélicos, suspirem e desejem o mesmo esquema de liderança, como os israelitas que disseram a Samuel que constituísse um rei sobre eles, para que os governasse, como o tinham as outras nações à sua volta, conforme I Samuel 8.5. Essa mentalidade romana favorece o surgimento, entre os evangélicos, de líderes autocráticos e autodesignados, que se arrogam o título e o status de bispos ou apóstolos.

Fonte: Cristianismo Hoje-24/10/10

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Doutores se reúnem com pastores para atestar as curas. Muitas vezes ouvimos falar sobre milagres de curas em nossas igrejas e tantas vezes esses milagres não são confirmados pelos médicos. Mas para mudar essa realidade um grupo de médicos cristãos, na Coréia do Sul, monitora pacientes após seus testemunhos de cura, a fim de documentá-los.

O grupo cresceu e se transformou em um ministério internacional chamado World Christian Doctors Network (WDCN). O ministério não funciona apenas na Coréia do Sul, mas na Europa, EUA, América Latina e em muitos outros países.

Para o doutor da WDCN, Yang Chan Kyu, muitos os médicos não acreditam em milagres, mas querem acreditar. “Eles explicam o milagre de uma forma misteriosa. Eles não reconhecem a Deus, têm limites de seu conhecimento. Tentam ignorar”.

Quando um pastor faz uma reunião, os doutores estão prontos para coletar os depoimentos, pois é muito difícil conseguir dados médicos, porque eles não querem dar as suas receitas ou um documento oficial.

Quando os doutores estiveram em uma cruzada na Índia, convidaram os médicos do país para testemunhar as curas juntos. “Temos que ter mente aberta, ser bons ouvintes. Pois, temos que dizer que o conhecimento que não é tudo. Temos também que apresentar evidências para eles, para que eles possam falar”, conclui.

Fonte: Christian Telegraph / Redação CPAD News

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Max Lucado muda o foco de seu ministério e promete livro sobre sua  nova visão

Depois de mais de 20 anos de pastoreio e discipulado cristãos, o autor best-seller Max Lucado está entrando em uma nova apologética – compaixão.

“Essa idéia de compaixão sendo a melhor apologética realmente captou o meu coração,” disse ele.

Foram cerca de quatro a seis anos atrás quando o membro da banda Third Day, Tai Anderson, perguntou a Lucado uma questão desafiadora.

“Quando seus bisnetos souberem que você viveu em um dia em que um bilhão de pessoas estavam com fome e 27.000 pessoas morriam diariamente de doenças inevitáveis, como é que eles avaliariam sua resposta?”

“O Senhor usou essa pergunta para me acordar,” disse Lucado.

“Eu tinha dedicado muito da minha vida ao evangelismo e às iniciativas do discipulado, mas eu tive que reconhecer que eu não tinha feito muito na área de compaixão, que é realmente a terceira perna do banquinho da fé cristã,” notou o renomado autor, que atualmente atua como Ministro da Pregação da Oak Hills Church, em San Antonio, Texas.

Com isso, Lucado escreveu seu último livro Outlive Your Life: You Were Made to Make a Difference, na esperança de inspirar os Cristãos a aproveitarem a oportunidade para “embalar o mundo com esperança” e “posicionar-se ao lado de Cristo na área da compaixão.”

“Vivemos em um dia em que é a coisa agora é ser crítico ou cínico a respeito dos Cristãos, zombar de qualquer um que acreditaria na morte, sepultamento e ressurreição de Cristo,” disse Lucado, que tem mais de 65 milhões de livros impressos.

Embora os Cristãos precisem responder intelectualmente para explicarem sua fé, o pastor de longa data reconheu, “Quando a Igreja defende volta com a sociedade, eu não sei se vai muito longe”.

“Mas, se podemos dizer que nossa paixão é ajudar os pobres e esquecidos, você não pode discutir com isso, “observou ele. “Nada convence as pessoas de nosso Senhor melhor do que viver como ele viveu. Não podemos viver como ele viveu sem sermos compassivos.”

Os Cristãos de hoje devem aproveitar essa oportunidade.

“Nunca a Igreja esteve tão rica, tão educada …,” acrescentou. “Estou muito animado com a idéia de que nossas Igrejas poderiam ser conhecidas em nossas comunidades como o porta-estandartes para a compaixão.”

Este mês, como parte de sua celebração do 25 º aniversário como um autor, Lucado já embarcou em uma turnê de 20 cidades com artistas populares cristãos TobyMac, Third Day, Michael W. Smith e Jason Gray. O The Make A Difference Tour está encorajando o público a patrocinarem as crianças através da organização humanitária global da Visão Mundial como uma forma de fazer algo por compaixão.

Apenas algumas cidades, cerca de 5.000 crianças já foram patrocinadas. Lucado está na expectativa de ter 25 mil crianças apadrinhadas.

Além disso, 100 por cento dos royalties de seu livro mais recente vão beneficiar o trabalho da Visão Mundial e de outros ministérios pequenos em San Antonio.

Fonte: The Christian Post / Gospel+

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Por Avelar Jr.

Estava vendo mais uma daquelas infindáveis discussões sobre programas de TV em que alguém demoniza qualquer programa que não seja “gospel”, achando-se, por isso, mais santo que os outros, que estariam sob “influência satânica” por gostarem de ver uma comédia decente (você já deve ter visto debates assim com o assunto música). Todavia, a Bíblia é clara quanto à necessidade de saber discernir cada coisa e escolher bem.

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” 1 Coríntios 10.23

Tem uma passagem na Bíblia que diz:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.” Filipenses 4:8,9

Alguns evangélicos (outros religiosos também, mas não neguemos nossa “pole position” nisso!), entretanto, no afã por viver uma santidade artificialmente projetada, limitada aos ensinos de seu gueto ou mesmo às suas próprias opiniões, alheios a qualquer forma de arte, pensamento ou obra por melhor que seja, talvez enxerguem a mesma passagem como proibitiva de toda e qualquer influência externa, mais ou menos assim:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, tudo o que é GOSPEL, se há alguma GOSPELEZA, e se há algo de GOSPEL, nisso pensai.” Ungidenses 4:8

Parece que fora da vida na bolha gospel não há salvação.

Eu me pergunto se esse povo estuda matérias não religiosas, conversa com outras pessoas sobre assuntos normais da vida, lê livros não espirituais, revistas, partituras, rótulos de produtos, bulas de remédios, blogs e jornais, consulta calendários e dicionários, entra em lugares que não sejam templos, toma refrigerante, confecciona listas de compra, canta “Parabéns a Você” em festas de aniversário e joga UNO… (Mas eu não me pergunto se entra no Orkut porque eu já vejo: o Orkut é de Deus, principalmente se for para espalhar boatos contra candidatos a cargos políticos.)

Esse pensamento exclusivista de que tudo que não é “gospel” é mau representa um injusto e leviano julgamento do que é alheio, considerando-o automaticamente nocivo e sem proveito, e isentando-nos da necessidade de sermos criteriosos e maduros, sabendo avaliar todas as coisas e reter o que é bom ao mesmo tempo que influenciamos para que as coisas glorifiquem a Deus e tornem o mundo melhor do que o encontramos.

É como se simplesmente ter prazer em coisas “não-gospel” fosse demoníaco, pecaminoso, não edificante e rendesse milhas aéreas para uma passagem compulsória de primeira classe para o inferno. E como se alguma coisa tivesse que ser chata ou pelo menos não divertida – e ainda por cima “gospel” – para ser automaticamente boa e edificante… (veja Romanos 14.1-17)

***
Avelar Jr não é gospel, mas cristão protestante,

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