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Archive for julho \30\UTC 2010

“Creciendo em Gracia”

Uma análise completa das principais doutrinas
da estranha seita do anticristo portorriquenho

Por Leonardo Gonçalves

Em 1988, o grupo “Creciendo em Gracia” foi fundado na cidade de Miami, Flórida, EUA., pelo portorriquenho José Luis de Jesús Miranda.

Em 1993, em Porto Rico, durante a terceira convenção anual, José Luis de Jesús foi proclamado “Apóstolo” por seus seguidores. Anos depois, ele mesmo se declararia “Jesús” em carne e adotaria como símbolo do seu ministério o número 666 [1].

Creciendo em Gracia é uma organização que se caracteriza por negar a existência do pecado e, por conseguinte, do inferno. O grupo instiga seus seguidores a tatuarem o número 666 porque, de acordo com sua fé, não é um número satânico, mas de sabedoria. Também tatuam no corpo as iniciais da frase “Salvo, Sempre Salvo” (SSS) [2] como sinal de que, ainda que cometam erros, não são pecadores, mas sempre serão abençoados, pois Cristo levou seus pecados na Cruz. Deste modo, pregam que o seguidor da seita pode viver uma vida totalmente entregue ao pecado, o qual para eles não é real.

PRINCIPAIS DOUTRINAS

À seguir, esboçaremos as principais doutrinas do grupo:

a) Preexistencia da alma

Os seguidores da seita ensinam que os seres humanos existiam como seres espirituais antes de nascerem: “Antes de ser formados em carne no ventre materno, fomos criados em espírito antes da fundação do mundo”[3], dizem, e usam Hebreus 12.9, onde a Bíblia diz que “Deus é o Pai dos espíritos” para justificar suas crenças. Apóiam igualmente em Jeremias 1.5, que diz “Antes que te formasse no ventre, te conheci”, interpretando o texto da seguinte maneira: “O que Deus conheceu foi seu espírito (…) Deus criou muitos espíritos antes da fundação do mundo.

Posteriormente, estes anjos foram tomando corpos enquanto passavam pelo ventre”[4], fazendo uma grande confusão ao confundir anjos com espíritos, transmitindo a falsa idéia de que a humanidade está composta de anjos encarnados.

b) O evangelho da Salvação pregado no Céu

O grupo não apenas ensina que existíamos como espíritos ou anjos antes da nossa existência na terra, mas também afirma que durante nosso período como anjos no céu, Deus mesmo nos pregou “o evangelho da nossa salvação”[5]. Difícil, no entanto, é entender a razão dessa pregação, pois uma vez que no céu não existe pecado, do que deveríamos ser salvos? Além disso, a Bíblia ensina que o evangelho da salvação é a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus (1Co 15.1-4), portanto, isso não aconteceu antes da vinda de Jesus à terra para pagar nossos pecados.

c) Adão e Satanás são a mesma pessoa

Segundo o ministério “Creciendo em Gracia”, Adão é a serpente, o diabo e satanás. Dizem que no princípio “um anjo se exaltou, e Deus o lançou à terra. No trajeto, ele chegou à terra como um homem”[6], e foi posto no jardim do Éden.

Eládio Ramos, um dos pastores importantes do “ministério”, afirma que na tentação, Eva não teve um diálogo com uma simples serpente, mas “estava falando com o próprio Adão, e foi ele quem lhe disse: No dia que comeres, seus olhos serão abertos e serás como Deus”, e conclui: “Era ele [Adão], a serpente antiga que se chama Diabo e Satanás”[7].

d) O apostolado

Antes de ser aclamado como “Jesus Cristo Homem”, José Luis Miranda se apresentou ao grupo como sendo “apóstolo” em 1993, sendo ele a versão portorriquenha de Paulo, o missionário dos gentios. Seus seguidores foram persuadidos a crer que ele era o “outro” mencionado em 1Coríntios 3.10, que segundo a interpretação particular da seita, se levantaria e “edificaria sobre o fundamento deixado pelo apóstolo Paulo”.

Obviamente, trata-se de uma distorção do texto bíblico, uma vez que a palavra “outro” no versículo 10 não se refere a uma pessoa específica que chegaria no futuro e edificaria sobre o fundamento de Paulo. Observe que a frase “outro edifica” está no tempo presente e não no futuro, e se refere ao ministério de Apolo (v.6) e a outros ministros em geral, como nos versículos 12 a 15. A maneira como o grupo tenta explicar 1Coríntios 3.10 é um caso clássico de como alguém pode torcer o significado das Escrituras para sua própria perdição.

e) A Trindade

Assim como muitas outras seitas, este grupo rejeita a doutrina bíblica da Trindade e adotam o mesmo conceito modalista que dos Unicistas ao afirmar que “Deus é um, mas tem diferentes manifestações. O filho é o Padre, mas quando nasceu foi chamado Filho”[8].

f) Dois Cristos: Um Encarnado e outro Ressuscitado

O ministério “Creciendo en Gracia” tem uma perspectiva muito particular sobre Jesus Cristo. O grupo faz distinção entre o Cristo encarnado e o Cristo Ressuscitado e acrescentam que somente o Cristo Ressuscitado é digno de ser imitado. Segundo eles, o Cristo encarnado que viveu 33 anos na terra não é o Cristo a quem devemos imitar ou seguir, pois suas palavras, recolhidas nos evangelhos, não eram dignas nem verdadeiras. “Cristo viveu conforme a lei e não conforme a graça”, dizem. Foi um Cristo legalista que se submeteu aos preceitos da lei para levar os pecados. O Cristo digno de imitar é aquele que ressuscitou dos mortos, que posteriormente seria identificado pela seita como o próprio José Luis Miranda.

Para refutar esta mentira do grupo não é necessário muita reflexão. Falando sobre o Cristo encarnado, Joao disse: “E vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade” (Jo 1.14). Ao contrário do que a seita diz, Cristo estava cheio de graça e verdade, não de “legalismo”. Um pouco adiante no mesmo capitulo, lemos: “Pois a lei veio por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1.17).

g) Confissão Positiva

Influenciados pelo que ficou conhecido como Movimento de Fé, eles, do mesmo modo que as seitas metafísicas tais como Ciência Crista e Nova Era, acreditam que o crente pode criar sua própria realidade através do pensamento positivo ou, como se popularizou no meio evangélico, uma confissão positiva. Quando os fieis estão passando por problemas econômicos ou enfermidades físicas. Seus mestres recomendam que falem ao “Senhor” e também ao problema da seguinte forma: “Senhor, eu não recebo isso, recebo e creio que isso vai se arrumar e declaro que esta situação mudará agora mesmo. Diga à tua carne que adora ficar doente e pegar resfriados (…) diga: ‘Olha, fique curada porque não tenho tempo para isso, eu te declaro curada’ (…) Fale com poder, pois você tem a vida na sua boca” [9].

Esta idéia errada somente pode ser uma concepção de como o “deus” que eles dizem seguir promete operar. Deus, em tempos de necessidade, opera na vida do crente de maneiras diferentes. Além disso, falar positivamente com o problema deixa de ser uma fé em Deus e se transforma em confiança nas nossas próprias palavras, uma fé na fé. Nosso entendimento da oração deve estar baseado em tudo que a Bíblia diz, e tudo quanto pedimos deve estar submetido à vontade de Deus (1Jo 5.14).

h) José Luis de Jesús Miranda: “Jesus Cristo Homem”

Sem nenhuma dúvida esta é a mais controversa de todas as doutrinas da seita. Como se tanta mentira não fosse suficiente, e insatisfeito com o título de “Outro Apóstolo”, o líder da seita se nomeou Jesus Cristo e a última autoridade sobre o evangelho. O fato aconteceu no ano de 2004, e nessa ocasião muitas pessoas abandonaram o grupo. Nem mesmo o filho do líder da seita, chamado José Luis Júnior, que anteriormente havia liderado uma de suas igrejas na Colômbia e também desempenhava atividades na sede central, permaneceu junto ao pai.

Inspiração demoníaca ou vaidade, o que levou o líder da seita a se proclamar Jesus Cristo? Provavelmente, ambas coisas. Acerca da vaidade do pai, José Luís Jr disse: “Uma vez que meu pai começou a apresentar-se como Deus, já não havia espaço para interpretações diferentes. Ele perdeu toda a responsabilidade com a congregação e com a família, e se transformou no José Luis Estrela” (grifo nosso).

Acerca desta grande mentira, o Senhor Jesus Cristo – o verdadeiro – já nos havia advertido que no futuro se levantariam falsos profetas e falsos Cristos, e que estes enganariam a muitos e se fosse possível, enganaria até mesmo os escolhidos (Mateus 24.4,5,11-13,23, 24 / Marcos 13.5,6,21,22), de tal maneira que ao se comparar ao Santo, o líder do grupo definitivamente tirou a mascara e demonstrou a todos o quanto é profano e demoníaco. Apesar disso, o grupo continua crescendo e atualmente conta com igrejas em 13 países da América Latina; Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, El Salvador, Costa Rica, Honduras, Nicarágua, Guatemala, Cuba e Brasil, além da sua sede nos Estados Unidos [10]. O grupo diz ter milhares de seguidores no sul, centro e norte da América, mas os números ainda não foram confirmados.

***
Publicado em Português no site Apologia do Cristianismo e no Púlpito Cristão

Notas:

1. Ministério Creciendo em Gracia: “Creciendo em Gracia – Historial del Ministerio, vídeo, setembro de 1997 e informações adquiridas na página de notícias do ministério.
2. Não confundir com a doutrina calvinista da perseverança dos santos, a qual apesar não ser unanimidade entre evangélicos, possui base bíblica e diferente da seita de Miranda, não prega libertinagem nem promove o pecado, antes afirma que o verdadeiro crente é perseverante, e tendo entrado em um processo irresistível de santificação, está seguro e não perderá sua salvação.
3. “Preexistencia”, http://GraciApostolado.org/miceg/Cpp026.html [o site foi deletado pelo grupo, mas os dados podem ser conseguidos no banco de dados do Centro de Información Religiosa, ministério apologético na Bolívia], e Eládio Ramos: “Nuestra Preexistencia” – Áudio.
4. Ibid.
5. Eladio Ramos: “Las Tres Etapas de la Salvación”.
6. Ramos: “¿Quién fue Adán?”.
7. Ibid., lado B.8. Ministerio Creciendo en Gracia: “Creciendo en Gracia—Historial del Ministerio”, video, septiembre, 1997 / Eladio Ramos: “Angeles primero y después hombre”.
8. Ministerio Creciendo en Gracia: “Creciendo en Gracia—Historial del Ministerio”, video, septiembre, 1997 / Eladio Ramos: “Angeles primero y después hombre” (Ministerio Creciendo en Gracia), cassette, lado B.
9. Eladio Ramos: “Los Tres Mundos” (Ministerio Creciendo en Gracia).
10. Os dados aprensentados neste último parágrafo sao antigos. Estou buscando dados recentes para atualizar o artigo.

(*) Também foi de grande ajuda os estudos publicados por René Pereira, Johnny B. Torralbo e Ricardo Bezerra, bem como as informações obtidas através de ministérios apologéticos no México e na Bolívia.

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original, mencione a fonte com o link do site e não o utilize para fins comerciais.

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Em tempos de aberrações teológicas, apologistas e líderes evangélicos demonstram perplexidade diante de desvios doutrinários. O crente brasileiro sabe: vez por outra, a Igreja Evangélica brasileira é agitada por uma novidade, ou melhor, um fogo estranho.

Pode ser a chegada de um novo movimento teológico, de uma doutrina inusitada ou mesmo de uma prática heterodoxa, daquelas que causam entusiasmo em uns e estranheza em outros. Quem frequentava igrejas nos anos 1980 há de se lembrar do suposto milagre dos dentes de ouro, por exemplo. Na época, milhares de crentes começaram a testemunhar que, durante as orações, obturações douradas apareciam sobrenaturalmente em suas bocas, numa espécie de odontologia divina. Muito se disse e se fez em nome dessa alegada ação sobrenatural de Deus, que atraiu muita gente aos cultos. Embora contestados por dentistas e nunca satisfatoriamente explicados – segundo especialistas, o amarelecimento natural de obturações ao longo do tempo poderia explicar o fenômeno, e houve quem dissesse que a bênção nada mais era que o efeito de sugestão –, os dentes de ouro marcaram época e ainda aparecem em bocas por aí, numa ou noutra congregação.

Outras manifestações nada convencionais sacudiram o segmento pentecostal de tempos em tempos. Uma delas era a denominada queda no Espírito, quando o fiel, durante a oração, sofria uma espécie de arrebatamento, caindo ao solo e permanecendo como que em transe. Disseminada a partir do trabalho de pregadores americanos como Benny Hinn e Kathryn Kuhlman, a queda no poder passou a ser largamente praticada como sinal de plenitude espiritual e chegou com força ao Brasil. A coqueluche também passou, mas ainda hoje diversos ministérios e pregadores fazem do chamado cair no poder elemento importante de sua liturgia. A moda logo foi substituída por outras, ainda mais bizarras, como a “unção do riso” e a “unção dos animais”. Disseminadas pela Comunhão Cristã do Aeroporto de Toronto, no Canadá, a partir de 1993, tais práticas beiravam a histeria coletiva – a certa altura do culto, diversas pessoas caíam ao chão, rindo descontroladamente ou emitindo sons de animais como leões e águias. Tudo era atribuído ao poder do Espírito Santo.

A chamada “bênção de Toronto” logo ganhou mundo, à semelhança das mais variadas novidades. Parece que, quanto mais espetacular a manifestação, mais ela tende a se popularizar, atropelando até mesmo o bom senso. Mas o que para muita gente é ato profético ou manifestação do poder do Senhor também é visto por teólogos moderados como simples modismos ou – mais sério ainda – desvios doutrinários. Pior é quando a nova teologia é usada com fins fraudulentos, para arrancar uma oferta a mais ou exercer poder eclesiástico autoritário. “A Bíblia diz claramente que haverá a disseminação de heresias nos últimos dias, e não um grande reavivamento, como alguns estão anunciando”, alerta Araripe Gurgel, pesquisador da Agência de Informações Religiosas (Agir). Pastor da Igreja Cristã da Trindade, ele é especialista em seitas e aberrações cristãs e observa que cada vez mais a Palavra de Deus tem sido contaminada e pervertida pelo apelo místico. “Esse tipo de abordagem introduz no cristianismo heresias disfarçadas em meias-verdades, levando a uma religião de aparência, sensorial, sem a real percepção de Deus”, destaca.

“Não dá para ficar quieto diante de tanta bizarrice”, protesta o pastor e escritor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ). Apologista, ele tem feito de seu blog uma trincheira na luta contra aberrações teológicas como as que vê florescer, sobretudo, no neopentecostalismo. “Acredito, que, mais do que nunca, a Igreja de Cristo precisa preservar a sã doutrina, defendendo os valores inegociáveis da fé cristã. A apologética cristã é um ministério indispensável à saúde do Corpo de Cristo”. Na internet, ele disponibiliza farto material, como vídeos que mostram um pouco de tudo. Um dos mais comentados foi um em que um dos líderes do Ministério de Madureira das Assembleias de Deus, Samuel Ferreira, aparece numa espécie de arrebatamento sobre uma pilha de dinheiro, arrecadado durante um culto. “Acabo de ver no YouTube o vídeo de um falso profeta chamado reverendo João Batista, que comercializa pó sagrado, perfume da prosperidade e até um tal martelão do poder”. acrescenta Vargens.

Autor do recém-lançado livro Cristianismo ao gosto do freguês, em que denuncia a redução da fé evangélica a mero instrumento de manipulação, o pastor tem sido um crítico obstinado de líderes pentecostais que fazem em seus programas de TV verdadeiras barganhas em nome de Jesus. “O denominado apóstolo Valdomiro Santiago faz apologia de sua denominação, a Igreja Mundial do Poder de Deus, desqualificando todas as outras. E tem ensinado doutrinas absolutamente antibíblicas, onde o ‘tomá-lá-dá-cá’ é a regra”. Uma delas é o trízimo, em que desafia o fiel a ofertar à instituição 30% de seus rendimentos, e não os tradicionais dez por cento. A “doutrina das sementes”, defendida por pregadores americanos como Mike Murdoch e Morris Cerullo nos programas do pastor Silas Malafaia, também rendeu diversos posts. Segundo eles, o crente deve ofertar valores específicos – no caso, donativos na faixa dos mil reais – em troca de uma unção financeira capaz de levá-lo à prosperidade. “Trata-se de um evangelho espúrio, para tirar dinheiro dos irmãos”, reclama Vargens. “Deus não é bolsa de valores, nem se submete às nossas barganhas ou àqueles que pensam que podem manipular o sagrado estabelecendo regras de sucesso pessoal.”

Crise teológica

Numa confissão religiosa tão multifacetada em suas expressões e diversa em termos de organização e liderança, é natural que o segmento evangélico sofra com a perda de identidade. O próprio conceito do que é ser crente no país – tema de capa da edição nº 15 de CRISTIANISMO HOJE – é extremamente difuso. E muitas denominações, envolvidas em práticas heterodoxas, vez por outra adotam ritos estranhos à tradição protestante. Joaquim de Andrade, pastor da Igreja Missionária Evangélica Maranata, do Rio, é um pesquisador de seitas e heresias que já enfrentou até conflitos com integrantes de outras crenças, como testemunhas de Jeová e umbandistas. Destes tempos, guarda o pensamento crítico com que enxerga também a situação atual da fé evangélica: “Vivemos uma verdadeira crise teológica, de identidade e integridade. Os crentes estão dando mais valor às manifestações espirituais do que à Palavra de Deus”.

Neste caldo, qualquer liderança mais carismática logo conquista seguidores, independentemente da fidelidade de sua mensagem à Bíblia. “Manifestações atraem pessoas. O próprio Nicodemos concluiu que os sinais que Cristo operou

foram além do alcance do povo, mas não temos evidência de que ele tenha mesmo se convertido”, explica o pastor Russel Shedd, doutor em teologia e um dos mais acreditados líderes evangélicos em atuação no Brasil. Ele refere-se a um personagem bíblico que teve importante discussão com Jesus, que ao final admoestou-lhe da necessidade de o homem nascer de novo pela fé. “Líderes que procuram vencer a competição entre igrejas precisam alegar que têm poder”, observa, lembrando que a oferta do sobrenatural precisa atender à imensa demanda dos dias de hoje. “Mas poder não salva nem transmite amor”, conclui.

“A busca pela expansão evangélica traz consigo essa necessidade de aculturação e, na cultura religiosa brasileira, nada mais puro do que a mistura”, acrescenta o pastor Fabrício Cunha, da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo. “O candomblé já fez isso, usando os símbolos do catolicismo; o espiritismo, usando a temática cristã; e agora, vêm os evangélicos neopentecostais, usando toda uma simbologia afro e um misticismo pagão”, explica. Como um dos coordenadores do Fórum Jovem de Missão Integral e membro da Fraternidade Teológica Latinoamericana, ele observa que mesmo os protestantes são fruto de uma miscigenação generalizada, o que, no campo da religião, tem em sua gênese um alto nível de sincretismo.

Acontece que, em determinadas comunidades cristãs, alguns destes elementos precisam ser compreendidos como estratégias de comunicação e atração de novos fiéis. Aí, vale tanto a distribuição de objetos com apelo mágico, como rosas ungidas ou frascos de óleo, como a oferta de manifestações tidas como milagrosas, como o já citado dente de ouro ou as estrelinhas de fogo – se o leitor ainda não conhece, saiba que trata-se de pontos luminosos que, segundo muitos crentes, costumam aparecer brilhando em reuniões de busca de poder, sobretudo vigílias durante a noite ou cultos realizados nos montes, prática comum nas periferias de grandes cidades como o Rio de Janeiro. O objetivo das tais estrelinhas? Ninguém sabe, mas costuma-se dizer que é fogo puro, assim como tantas outras manifestações do gênero.

“Alguns desses elementos são resultado de um processo de sectarização religiosa”, opina o teólogo e mestre em ciências da religião Valtair Miranda. “Ou seja, quanto mais exótica for a manifestação, mais fácil será para esse líder carismático atrair seguidores para seu grupo”. Miranda explica que, como as igrejas evangélicas, sobretudo as avivadas, são, em linhas gerais, muito parecidas, o que os grupos sectários querem é se destacar. “Eles preconizam um determinado

tópico teológico ou passagem bíblica, e crescem em torno disso. Objetos como lenços ungidos, medalhas, sal ou sabonete santificados são exemplos. Quanto mais diferente, maior a probabilidade de atrair algum curioso”. A estratégia tende a dar resultado quando gira em torno de uma figura religiosa carismática. “Sem carisma, estes elementos logo provocam sarcasmo e evasão”, ressalva. O estudioso lembra o que caracteriza fundamentalmente um grupo sectário – o isolamento. “Uma seita precisa marcar bem sua diferença para

segurar seu adepto. Quanto mais ele levantar seus muros, mais forte será a identidade e a adesão do fiel.”

“Propósito de Deus”

Mas quem faz das manifestações do poder do Espírito Santo parte fundamental de seu ministério defende que apenas milagres não bastam. “É necessário um propósito e uma mudança de vida”, declara o bispo Salomão dos Santos, dirigente da Associação Evangélica Missionária Ministério Vida. Como ele mesmo diz, trata-se de uma igreja movida pelo poder da Palavra de Deus, “que crê que Jesus salva, cura, liberta e transforma vidas”. O próprio líder se diz um fruto desse poder. Salomão conta que já esteve gravemente doente, sofrendo de hepatite, câncer e outras complicações que a medicina não podia curar. “Cheguei a morrer, mas miraculosamente voltei à vida”, garante o bispo, dizendo que chegou a jazer oito horas no necrotério de um hospital. “Voltei pela vontade de Deus”, comemora, cheio de fé.

Consciente, Salomão diz que milagres e manifestações naturais realmente acontecem, mas “somente para a exaltação e a glória do Senhor, e não de homens ou denominações”. O bispo também observa que alguns têm feito do poder extraordinário de Jesus uma grande indústria de milagres: “O Senhor não dá sua glória para ninguém. Ele opera maravilhas através da instrumentalidade de nossas vidas”. E faz questão de reiterar a simplicidade com que Jesus viveu sua vida terrena e que, muitas vezes, realizou grandes milagres sem nenhum alarde. “O agir de Deus não é um espetáculo.” (Colaborou Virgínia Martin

Sangue fajuto

A novidade chama a atenção pelo seu aspecto bizarro. Num templo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), fiéis caminham através de pórticos representando diversos aspectos da vida (“Saúde”, “Família”, “Finanças”). Até aí, nada demais – os chamados atos proféticos como este são comuns na denominação. O mais estranho acontece depois. Caracterizados como sacerdotes do Antigo Testamento, pastores da Universal recebem as pessoas e, sobre um pequeno altar estilizado, fazem um “sacrifício de sangue”. A nova prática vem ganhando espaço nos cultos da Iurd, igreja que já introduziu no neopentecostalismo uma série de elementos simbólicos. Tudo bem que o sangue não é real (trata-se de simples tinta), mas a imolação simulada vai contra tudo o que ensina o Novo Testamento, segundo o qual Jesus, o Cordeiro de Deus, entregou-se a si mesmo como supremo e definitivo sacrifício pela humanidade. Com sangue puro, e não cenográfico.

Fonte: Cristianismo Hoje-via Folha Gospel

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A conversão de um programador de internet. O homem que no passado tinha uma multimilionária empresa pornográfica está hoje compartilhando seu testemunho sobre como ele deixou essa indústria e achou fé em Cristo, e como ele está agora usando seus talentos para avançar a glória de Deus através de meios de comunicações cristãos favoráveis aos valores da família.

Jeff Myers, cujos sites pornográficos hospedavam milhões de imagens e milhares de horas de vídeo, compartilhou seu testemunho no Clube 700, um programa ao vivo da rede de televisão evangélica CBN. “Minha vida era um desastre. Eu era um pornógrafo alcoólatra e viciado em drogas que arruinou milhões de vidas”, ele disse para o Clube 700. “Deus pegou minha vida e a fez dar uma meia volta. Ele me ama, apesar de todas as besteiras que fiz”.

Tudo começou quando ele tinha uns 30 anos, disse ele, quando ele começou a ir a bares de strip-tease mais vezes, o que acabou levando a um divórcio. “Minha alma estava estéril; estava morta. Eu realmente não tinha nenhuma consciência”, disse ele. “Eu só pensava em mim mesmo. Eu só pensava em fazer tanto dinheiro quanto fosse possível”.

Myers disse que se envolveu pela primeira vez com pornografia depois que uma dançarina strip-tease pediu a ajuda dele para iniciar um site pornográfico. “Pensei comigo mesmo, ‘Olha, eu poderia fazer isso’, e fiz”, disse ele. “Na primeira semana fizemos $6.000 em vendas, e me viciei instantaneamente. Dentro de um ano fiz 19 sites para mim. Estávamos fazendo vendas de $30,000 a $40,000 por mês em nossos sites. Em dois anos, vendi meu programa inteiro por 2.5 milhões”.

Myers continuou produzindo pornografia por mais três anos e começou a usar êxtase. “Eu estava vivendo 150 horas por semana de felicidade fajuta induzida por drogas que é tão longe da realidade quanto se possa alcançar”, disse ele. “Eu sabia que eu estava destruindo vidas nesse ponto. De repente me veio à mente que o que eu estava fazendo era simplesmente terrível, não só para as modelos que trabalhavam para mim, mas também para as pessoas em geral. Eu sabia que algo teria de ser sacrificado, mas continuei firme no negócio, pois as drogas me mantinham feliz. Embora eu vivesse cercado de pessoas, eu estava completamente solitário. Passei muitas noites totalmente sozinho”.

Seu limite ocorreu somente há quatro anos, quando ele foi preso por fabricar e distribuir êxtase depois de dar um pouco para uma modelo pornográfica que vinha lhe pedindo para remover as fotos dela dos sites dele. “Eu peguei três pílulas, uma para cada um dos amigos dela, não sabendo que ela tinha tido uma conversa de um mês com a delegacia de polícia local sobre mim e sobre remover as fotos dela da internet”.

A casa de Myers sofreu uma batida policial; ele perdeu tudo e caiu em depressão. “Fui para o andar de cima, peguei uma garrafa de vodka e Vicodin. Tomei todos eles. Bebi um quinto da vodka e eu devia ter morrido”, disse ele. “Por qualquer que seja a razão miraculosa, despertei na manhã seguinte quando eu não deveria ter despertado. Penso que nesse ponto percebi que eu precisava de ajuda e que não conseguia sair por mim mesmo. Eu queria de forma simples e desesperada que alguém estendesse uma mão para mim, pois eu estava só”.

Ele decidiu ir a um acampamento cristão, onde ele respondeu ao apelo lá da frente e buscou o perdão de Deus. Mas, disse ele, ele ainda sentia que era um caso perdido demais para redenção. “Errei demais, e em minha mente, eu tinha ido muito longe ao fundo do abismo”, disse ele. “Embora eu soubesse que algo havia ocorrido naquele dia, eu certamente não sentia que Deus poderia me restaurar”.

Myers logo foi recebido de braços abertos na casa de um velho amigo, que então havia se tornado um pastor evangélico. “Eles me envolveram em seus braços, me amaram e cuidaram de mim além do que eu poderia possivelmente imaginar”, ele relatou. “Isso significa tudo. Essa foi a confirmação de que a graça era real”.

Por meio da leitura da Bíblia e de escutar músicas de adoração, ele rapidamente descobriu que Deus estava purificando a mente dele. “Era como se eu estivesse sendo lavado de dentro para fora”, ele disse. “Minha mente estava sendo purificada, e todas aquelas imagens estavam sumindo”.

Depois de um julgamento criminal que durou oito meses, Myers foi sentenciado a um ano de cadeia, onde ele lia a Bíblia e fazia planos para usar seus talentos de programador a serviço de Deus.

Em 2008, ele lançou www.Godbeat.tv, um site de vídeos como o Youtube, mas que tem o compromisso de respeitar os valores da família. “Em vez de distribuir sujeira, Ele me deu uma oportunidade de partilhar o amor de Deus e colocá-lo em tantos lares quanto pudermos”, disse ele. “É minha missão pessoal de redenção. O que quero dizer é: ‘Deus, tu me deste esses talentos. Vou usá-los para a tua glória, em vez de tua destruição’”.

“A cada dia Ele está removendo um pouco das besteiras que andei fazendo”, diz Myers. “Sei que nunca serei perfeito, mas Ele pegou o que Satanás pretendia usar para o mal e o transformou em algo maravilhoso. Simplesmente, mais uma prova da maravilhosa graça de Deus. As coisas que Ele pode fazer e a restauração que Ele pode fazer deixam a minha mente em estado de tranquilidade”.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com via – O Verbo

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Quando o poder corrompe

Por Elsi Regina de Carvalho

Escutei certa vez que se quisermos saber como é o caráter de uma pessoa, dê-lhe poder. Fiquei intrigada com o pensamento. Normalmente pensaríamos que dinheiro ou sexo seriam mais capazes de deturpar a integridade do caráter pessoal. Mas refletindo bem, achei que o comentário procede.

Com o poder as pessoas acham que podem conseguir as outras coisas, entre elas dinheiro, sexo, e fama. Pouco a pouco, se descuidam vai corrompendo seus valores em função de se manter no poder: a fonte das outras coisas às quais vai se acostumando rápido demais.

Poder significa a capacidade de controlar o meio-ambiente ou as ações de outras pessoas. Em si, não é necessariamente bom nem mau, o que determina este juízo de valor é a maneira em que é empregado e para quais finalidades.

Por que o poder tem o poder de corromper?

É sedutor. Ver que se é capaz de fazer as pessoas obedecerem a seus comandos pode ser extremamente agradável, especialmente quando consideramos o nível de egoísmo ao que os seres humanos costuma estar sujeitos.

O poder é uma forma de se mimar a si mesmo: de conseguir os desejos, as vontades e caprichos. Nem sempre estes desejos são retos ou motivados pela integridade. É bem comum que o poder “suba para a cabeça” e mais uma vez, o egoísmo aparece para reger as vontades.

Quem sabe um dos aspectos feios do poder é que vai mudando as pessoas ao ponto que podem ser capazes de ferir e destruir aquilo e aqueles que mais amam. Muitas famílias se desfazem em função da corrida para alcançar ou se manter no poder. Tenho um amigo que costuma citar as palavras: “Vaidade – meu pecado predileto”, do filme, Advogado do Diabo com Al Pacino e Keanu Reeves. E é essa vaidade que muitas vezes vai cegando as pessoas a ponto de perderem os valores que as nortearam durante suas vidas.

O poder pode trazer dinheiro e a ilusão de que tudo está a seu alcance. Muitos esportistas que vieram de famílias humildes perdem completamente a noção do que é o dinheiro e poucos anos depois que acaba sua capacidade de praticar seu esporte descobrem que os anos de gastos desenfreados lhe devolveram à pobreza em que começaram a vida. Poucos conseguem entender como é que alguém como Michael Jackson que ganhou o dinheiro com as vendas milionárias das suas músicas, se encontrou aos 50 anos com tamanha dívida que nem as apresentações programadas para os dias pouco antes da sua morte iriam conseguir zerar o monto dos gastos que ele gerou.

Poder também traz a sedução do sexo. Não falta gente para querer “subir na vida” às custas do dinheiro e poder dos outros, inescrupulosamente. De repente, o “poderoso” se dá conta que não só gastou seu dinheiro, mas “gastou” sua família e acaba sozinho, sem a estabilidade familiar da esposa e filhos que a retidão lhe assegurava.

E basta um mal passo para acabar com a fama… e fazer cair na infâmia, como vemos com frequencia entre os nossos políticos e governantes.

Saber lidar bem com o poder não é impossível. Pode-se fazer muita coisa boa quando souber não se vender à tentação do poder, mas é a verdadeira prova de fogo em relação à integridade do caráter.

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Dica do Bereiano

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Chico Anysio não conseguiu ficar quieto ao ver Rafael Mascarenhas, filho de Cissa Guimarães, morrer após ser atropelado. O humorista e amigo da atriz usou seu blog para comentar o assunto e se mostrou revoltado com o acidente.

“Mas e então? Que Deus é este que deixa que morra um menino de 18 anos, à espera de começar seu caminho na vida e deixa vivo e solto o animal que o atropelou, o débil mental que faz de um túnel uma pista de corrida e simplesmente arranca da vida um ser bonito, jovem, ansioso por começar a viver, filho de uma mãe maravilhosa, como colega, como amiga e como pessoa?”, escreveu.

Chico cita ainda o caso Bruno, as crianças que passam fome na África e os conflitos no Oriente Médio para dizer que essas coisas fazem com que ele seja ateu. “Deus é onisciente? Então ele sabia que o Rafael teria que morrer naquele dia, naquela hora e daquele modo. Sendo assim, meus amigos eu deixo à disposição de todos a minha parte de Deus porque se Ele tem e é tantos ‘onis’ e o mundo está como está, eu prefiro ficar sozinho”, disse.

Data: 29/7/2010
Fonte: Abril

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Sem perguntas

Decidi parar de perguntar “qual é a vontade de Deus para minha vida?”. Não é uma decisão simples. Certamente existe uma vontade ou um propósito específico de Deus para cada pessoa, mas descobrir esta vontade sem perguntar sobre ela é, na verdade, a forma saudável de se encontrar o caminho da vida e na vida. Porque as respostas vão aparecendo através da própria caminhada, no dia-a-dia, sem a necessidade esquizofrênica da pergunta ou de saber, antes do tempo, a resposta.

Quando aprende-se a andar em confiança Nele as respostas surgem de onde menos esperamos, todo dia, às vezes vêm através de um sonho, às vezes através de um anjo sussurrando coisas nos nossos ouvidos e pensamentos, outras vezes é a manhã ou a noite que trazem naturalmente as respostas que desejamos receber. Até crianças podem ser portadoras de uma palavra sábia do Criador de todas as coisas para você e eu. Existem vezes que o silêncio já responde tudo, como aconteceu com o profeta Elias quando estava deprimido, com medo e sozinho dentro de uma caverna. Existem vezes, também, onde o próprio Espírito de Deus fala poderosa e fortemente ao nosso coração e entendimento, mas quem escolhe a forma de falar e, principalmente, quando falar, é Ele.

Minha oração ultimamente tem sido mais ou menos assim: “Deus permita que eu não seja apático ao extremo para não perceber que é hora de agir e, também, jamais me deixe ser suficientemente impulsivo para fazer qualquer coisa antes da hora e do modo errado.” Tenho esperado o “é agora!” de Deus e tento andar nisso sem perder o norte da vida, sem perder tempo e sem antecipar a saída da borboleta do casulo. Não fico sentado, esperando a banda passar ou algo cair do céu, mas também não fico jogando a rede ansiosa e desesperadamente a noite toda sem pegar um peixe sequer. Tenho absoluta certeza de que quando for a hora Ele vai ordenar “lança a rede ao mar!”. Encontrar este equilíbrio entre o nosso agir e, principalmente, o agir de Deus é uma busca que frutifica paz e esperança concreta cada vez mais no meu coração e é o que tenho percebido na caminhada de tantos outros amigos que aprenderam ou estão aprendendo este jeito de viver pela fé.

Quando voltei a morar em Friburgo, a cidade onde nasci e cresci, depois de ter passado mais de dez anos morando no Rio, estudando, trabalhando e pastoreando, redescobri uma trilha quase deserta em um bosque aqui perto da casa onde estou morando atualmente. É uma trilha muito bonita, cheia de árvores, longe do barulho dos carros e do ritmo frenético da cidade “grande”. Tenho andado nela muitas vezes para orar, conversar com Deus e ouví-lo, às vezes me falando usando um passarinho ou no frio gostoso de andar descalço na terra úmida.

Hoje, especialmente, eu terminei meu trabalho e resolvi fazer uma caminhada depois do almoço porque o clima estava gostoso para caminhar e o coração pediu. Foi revigorante, reafirmei algumas direções diante do Senhor, apresentei alguns projetos e desejos do meu coração enquanto andava por lá. Tenho certeza que o Senhor estava caminhando comigo ali. A ansiedade às vezes bate à porta, mas tem sido um verdadeiro exercício de fé a dissipação de pensamentos que tentam reativar coisas que já foram entregues a Deus. O melhor de tudo é que Ele coloca muita paz e fé no meu coração nestes momentos e eu ganho, cada vez mais, plena convicção que o meu redentor vive.

Quando tudo parece perdido Ele me trás à memória exemplos de confiança dos nossos irmãos do passado, como o profeta Habacuque quando disse: “Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação“.

Eu tenho absoluta convicção que Ele não vai perder nossos sonhos de vista, nem vai permitir que o tempo passe sem sentido para cada coraçãozinho que O busca, às vezes, sem saber. Há cura e vigor Dele para nossas vidas, existem propósitos Dele em relação a nós que já foram selados e que nada neste mundo ou no porvir poderá separar-nos deste grande e infinito amor que o Pai Eterno alimenta em relação a você e eu. Somos alvo irremediável, incansável e irrevogável do carinho e zelo do Senhor.

Pode até ser que não venhamos a ver muitas das nossas perguntas respondidas da forma como queremos, mas Deus vai respondê-las muitas vezes usando o caminho natural proposto aos nossos pés e coração.

Esta é a hora de aprendermos a parar de perguntar “qual é?” e apenas andarmos confiantemente sabendo que a resposta sempre vem, de um jeito ou de outro. Quando Deus quer falar não precisa-se perguntar ou “permitir”, não é preciso ritual específico ou qualquer sacrifício, Ele simplesmente o faz. Creia!

O Deus que fala, até quando se cala, te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente.


Nota importante:
Jesus ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. Se esta mensagem, de alguma forma, lhe fez bem, então provavelmente ela poderá fazer bem para outras pessoas que você conheça.
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