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Archive for 25 de setembro de 2009

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Profetas de Mamom: o filme!

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Por Alan Brizotti

O que é sucesso na mentalidade evangélica brasileira? É o arrebatar das multidões. A produção frenética do êxtase. O ecoar ensurdecedor dos aplausos. É a milagromania sedutora. É o acúmulo da bajulação. A agenda tão lotada que sacrifica o espaço sagrado da convivência familiar. É o palco e suas luzes. A exposição repititiva da mídia. A escravização do retorno. É a enfermidade da visibilidade.

Pois bem, eu não faço sucesso no mundo gospel. Não tenho essa mídia toda. Ainda desfruto da glória oculta do anonimato. Meu telefone não toca alucinadamente. Ainda sou um rosto na multidão. Meus e-mails ainda são espaços de relação com meus amigos. Ainda brinco com meu filho. Ainda ministro a Palavra de Deus em igrejinhas da periferia. Ainda durmo em paz com minha consciência. Ainda sirvo a Deus, e não a Mamon (Mt. 6.24; Lc. 9.13).

Não faço sucesso no mundo gospel porque não sou filho de pastor presidente. Não tenho as “costas quentes”. Não tenho “padrinhos ministeriais”. Não ando por atalhos, vielas, corredores subterrâneos ou portas secretas de acesso fácil ao poder. Não tenho alianças políticas. Não beijo os anéis dos poderosos. Ainda posso abraçar pessoas anônimas. Gente caracterizada apenas como “membresia desprezível”. Não tenho sobrenome imponente. Não faço parte de nehum clã denominacional. Graças a Deus…

Não faço sucesso no mundo gospel porque não tenho uma conta bancária obesa. Não moro em mansão. Não tenho uma coleção de carros importados. Não sou empresário. Não dou um dízimo astronômico que me garanta privilégios e manias. Minha realidade é a da maioria esmagadora dos brasileiros, irmãos na luta por uma vida melhor, porém digna, honesta. Não vivo de milagres como quem busca entorpecentes para fugir de sua realidade. Meu milagre é continuar honesto. Ainda preciso fazer contas para não avermelhar o mês. Não faço compras na Daslu. Por isso não posso mandar o povo tocar no meu terno, ele não é Armani…

Não faço sucesso no mundo gospel porque tenho a irritante mania de pesquisar a Bíblia. Não consigo aderir à homilética dos enlatados. Não faço massagens, ministro mensagens! Não sei decretar, determinar, encostar Deus na parede. Não consigo violentar textos bíblicos para que eles legitimem meus malabarismos financeiros risíveis. Aliás, minha Bíblia não é uma bússola para o reino encantado do moneycentrismo. Ainda prego umas mensagens retrógradas: cruz, salvação, pecado, graça, retorno de Cristo… Essas coisas que não garantem sucesso.

Não faço sucesso no mundo gospel, mas “prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp. 3.14).

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Fonte: blog do Alan Brizotti

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Por Vera Siqueira
Assustou-se com o título desse artigo? Eu também me assustaria há algum tempo atrás, mas sinceramente se o tivesse feito teria sido melhor.
Hoje cedo liguei a televisão na Rede TV. Toda a manhã de sábado é reservada ao mundinho gospel, com uma infinidade de denominações (a maior parte ministérios da Assembléia de Deus). Quando era nova convertida achava tudo lindo, de Deus, achava os pregadores todos ungidos e honestos em sua trajetória cristã, mas esse sentimento foi-se esvaindo aos poucos, e hoje, tirando uma ou outra exceção, acho tudo um lixo.
Esse sentimento se tornou mais evidente em mim. Após o programa da Igreja Presbiteriana, entrou um pastor do qual esqueci o nome, mas que se auto-proclama o pastor da família. Suas pregações todas giram em torno da família, só que se seu programa dura 30 minutos, a pregação dura menos que 10, e o restante do tempo é usado para vender os dvd’s de mensagens sobre família e casamento. Ou seja, a intenção não é evangelizar, é vender os produtos.
Logo veio o Pr. Jabes de Alencar da Assembléia de Deus do Bom Retiro. Estava com uma camiseta com seu slogan preferido, adaptado dos filmes do Jean Claude Van Damme. Ele inclusive disse que a tal camiseta estava à venda, mas sinceramente acho a da Marcha pra Gezuiz (em fase de elaboração) mais interessante. Ao seu lado, o pastor da Quadrangular (como dói no coração – foi nessa denominação que me converti) Flamarion não-sei-das-quantas, e juntos qual a intenção, a de evangelizar? Não! A de fazer propaganda dos congressos dos quais eles são estrelas, liderados pelo Malafaia. Deveriam pelo menos ter a hombridade de jogar limpo com os telespectadores e de colocar na camiseta: “templo é dinheiro”.
Depois, adivinha quem apareceu? Ele, o próprio, o Pr. Silas Malafaia! Depois de uma pregação encheção-de-linguiça (ou melhor, 1/3 de pregação, já que ele nunca coloca uma mensagem completa no ar) sobre Deus querendo usar o telespectador (sabe quando ele quer te usar? Agora!!!! [ironic mode] ohhhhhh! [/ironic mode] Profecia para os homens: vocês são a cabeça do lar! Profecia para as mulheres: vocês são as sábias que edificam o lar! Profecia para os jovens: vocês são barulhentos! – também, andando com o Pai Dinah Cerullo, o que poderíamos esperar?), ainda tive que aguentar o ”relatório” de gastos do ministério: cerca de 3 milhões desde que foi dada a profetada dos R$ 900,00, mas só agora a petição de novos parceiros ministeriais, já que os tais 3 milhões foram bancados pelas ofertas enviadas. E mais ”não tou nem aí pra você, crítico, pois crítico não faz nada, eu não fico na internet procurando site de crítica, mas tem gente que vem e fala para mim, mas não me importo, é bom que muita gente bata em mim, pois aí Deus vê que estou apanhando tanto e ele tem sua mão sobre mim e me abençoa e quem me critica é pastor recalcado blablabla”. Está duvidando que aconteceu tudo isso de novo, e pior, ainda divulgando que o tal programa da profetada será novamente reprisado 3 vezes em outubro? Assista aqui.
O próximo programa seria de outra Assembléia de Deus, mas desliguei e saí de casa. Sinceramente assisti a essa mini-maratona televangelística com náuseas, enjôos, nojo, expressão fechada, coração doendo. A cada propaganda de produtos gospel, a cada propaganda de “congressos mágicos”, a cada palavra de pregação feita para simplesmente agradar à platéia alienada que aceita qualquer coisa sem discernir, a cada mau uso do nome de Jesus subia em mim uma ira santa. Sinceramente teria sido mais saudável para mim ter assistido ao programa da Xuxa, que pelo menos sei que não serve a Deus, a ver pessoas que usam o nome de Deus em vão. Tudo bem, confesso que não aguentaria assistir a dois minutos da Xuxa, mas aí eis a questão: por que me submeto a assistir horas de programação dita evangélica, que mais ofende do que glorifica ao nome do Senhor?
Dizem que o ser humano tem um gostinho pelo macabro. Talvez seja isso. Mas talvez seja apenas uma curiosidade mórbida para ver até onde alguns são capazes de se vender em nome do Evangelho. Para o sr. Malafaia, pelo que disse hoje, o fim justifica os meios, pois para conseguir manter seus programas no ar, fazer seus congressos e agora dar um curso com hospedagem grátis para 1800 pastores (tentativa de comprar-lhes indiretamente?) é plenamente aceitável endossar uma mentira tão grande quanto a unção financeira dos R$ 900,00. No programa de hoje, ele alega que recebeu muitos testemunhos de curas depois de dadas as ofertas, porém a profetada do Cerullo dizia claramente que quem doasse o dinheiro receberia as riquezas do mundo até dia 31/12. São esses testemunhos que quero ouvir, pois testemunho de cura ocorre todos os dias em todas as igrejas, e de graça, sem a necessidade de se doar R$ 900,00.

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Postado por Vera Siqueira, no Púlpito Cristão

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Mais uma funkeira se converte a Cristo

Tati, quem diria, já não anda mais quebrando o barraco. A funkeira, conhecida por cantar músicas com letras proibidonas, passou a frequentar uma igreja evangélica há seis meses e, desde então, virou outra pessoa. Ontem, por exemplo, Tati Quebra Barraco comemorou 30 anos com um singelo almoço em sua casa ao lado dos pastores de sua nova igreja.

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Ela ainda fez uma festa à noitinha, mas o regabofe não lembrou em nada as baladas que promovia em seu condomínio — e que deixava os vizinhos com os cabelos em pé. A autora dos clássicos “Me chama de cachorra” e “Dako é bom” recebeu apenas familiares e amigos íntimos.

Pessoas próximas à cantora dizem que Tati está mais calma e, consequentemente, menos barraqueira. A nova religião, no entanto, não mexeu com sua carreira: a funkeira ainda não tirou nenhuma música com duplo sentido do seu repertório.

Fonte: Extra

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Por Alan Brizotti

“Uma congregação enorme é algo bom e agradável, mas a maior parte das comunidades precisa mesmo é de alguns santos. A tragédia é que pode ser que eles estejam lá, como embriões, esperando ser descobertos, precisando de treinamento eficiente, aguardando ser libertados do culto à mediocridade” – Martin Thornton

Está inaugurada a portabilidade eclesiástica! Vai ter pastor colocando catraca eletrônica na porta do templo, pelo menos assim dá pra saber (contabilizar) se o fluxo aumentou ou (bate três vezes na madeira da cruz…) se diminuiu. Imagine a cena: uma pessoa chega para o pastor e diz: “Pastor, quero mudar pra essa igreja, mas quero ficar com a minha teologia” – eis a porta(dos fundos)bilidade da fé.

O evangelho 3G chegou pra ficar! Grana, glamour e gambiarra. Agora vai! Só não sabemos pra onde… O problema maior é que os crentes/clientes do balcão da religiosidade tresloucada pós-moderna vão ficar cada vez mais chatos. Para aquela perguntinha do apóstolo Paulo aos Gálatas 3.1: “Quem vos fascinou?”, a resposta hoje será um uníssono: “a portabilidade!”.

O evangelho 3G tem a seguinte configuração:

Grana: O evangelho 3G é o evangelho do moneycentrismo. Você vale o que seu bolso determinar. Se você tem dinheiro, ah, “o céu é o limite”, você pode tudo! O evangelho 3G tem horror a pobre. É a teologia Caco Antibiana! Detesta “ofertinhas” e “viuvinhas”. Tem alergia ao diminutivo. O negócio é a “reunião dos empresários”, a “unção da prosperidade” e o “voto faraônico”. A sua trindade é assim: Lucro, Consumo e Prosperidade. Coitados dos que recebem o famigerado salário mínimo…

Glamour: O evangelho 3G é o evangelho da ostentação, do luxo. Das revistas imitando pobremente a “Caras” (aí fica “Faces”, pra dar uma de crente), aos pastores e pastoras “emergentes” (aqueles “papagaios de piratas” que não perdem uma noite de autógrafos). Eles adoram aparecer na TV. São viciados nos holofotes. Já não andam de carro (principalmente no trânsito eterno de sampa), eles têm helicóptero, chiques não? É o evangelho Dolce Gabana, Daslu, Armani e cia. Coitado do Jesus dos evangelhos, com aquelas sandalinhas de couro… ninguém merece…

Gambiarra: O evangelho 3G é o evangelho da maracutaia. É a igreja de Simão (um mágico safado que percebeu a possibilidade marqueteira e quis “dar uma de esperto” pra cima dos apóstolos – At. 8. 9-20). É a teologia canalha que, em nome de Deus, vai “profetizando” seu estelionato religioso. O evangelho da gambiarra é baseado na lei fundamental da pilantragem: você é um trouxa; eu sou o profeta que vai dar a você a chance de ser alvo da minha esperteza! Você nasceu pra ser iludido; eu, pra iludir – o mundo é maravilhosamente ordenado! Coitados daqueles irmãos que acreditam numa coisa chamada “caráter…

Esse é o Evangelho 3G. Eu até queria escrever mais… só que tô me sentindo péssimo… desculpe, é que a vontade de vomitar é grande… vou correr pro banheiro…

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Fonte: Alan Brizotti

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