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Archive for julho \29\UTC 2009

contaminados

Livro: CONTAMINADOS COM A BABILÔNIA

Autor: Steve Gallagher

Editora: Propósito Eterno

ISBN: 978-85-99664-05-0

Páginas: 224

Ano do Lançamento: 2008

A Babilônia é o poder de Satanás em operação no coração da humanidade.

Este livro é para você. É hora de desmascarar os sutis enganos da Babilônia que nos atraem com seus encantos e seduções. Ela tem se infiltrado em todos os lugares, inclusive em nossas casas e igrejas, afastando-nos completamente de Deus.

Neste livro, à medida que expõe e desnuda o amante “mundano”, Steve Gallagher não poupa confrontos. Você apreciará a forma didática e esclarecedora como ele aborda o assunto.

Contaminados com a Babilônia removerá a cegueira e a indiferença de sua vida. Depois de lê-lo, você com certeza não será mais o mesmo.

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Em São Paulo, acontece em quase todos os lugares. Nas ruas, nas praças, nos vagões dos metrôs e trens… O fênomeno dos pregadores de rua, estes homens e mulheres que, em nome de Deus, passam horas a desfiar versículos e palavras santas, no entanto, é nacional.

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As histórias que contarei aqui são só parte do que realmente acontece. Há muito mais lá fora, seja da sua sala, baia ou escritório (ou onde quer que você esteja lendo este texto), seja da cidade de São Paulo. Mas aqui serão as histórias de alguns destes pregadores, tanto os que descem a Rua Augusta ou os que abundam a Praça da Sé. Desligue-se do seu credo ou da falta dele e venha encarar conosco a profissão de fé destes fiéis.

“Vai passear na Rua Augusta”
O intertítulo acima vem da música “Hey Boy”, da banda Os Mutantes, mas serviria também para contar do “passeio” que presenciei em uma sexta feira a noite. Estava com um grupo de amigos sentados numa mesa de bar quando, de repente, um burburinho tomou a esquina do boteco. Muita gente, vozes exaltadas e sons de guitarra… No meio da cantoria, distingui as palavras Cristo, senhor e paz… e me dei conta de que estava presenciando uma pregação de rua. Segui com os mais de 100 jovens que, ao redor de um amplificador portátil, cantavam e louvavam a Deus.

O guitarrista, e responsável por animar a turma, era o Pastor Gustavo Miranda de Castro, da igreja Renascer em Cristo. “Estamos aqui para mostrar aos jovens a palavra de Deus e celebrar junto com eles”. Ora, é sabido que a Rua Augusta não é conhecida por suas virtudes, mas sim por oferecer variados modos de testá-la e perdê-la. A intenção, segundo o jovem pastor, era justamente fazer uma contraposição a isso. “Vamos sempre a locais que tem esta tradição de não serem ‘templos do Senhor’, para pregar e convocar as pessoas a ouvir a palavra de Deus e deixá-Lo entrar em suas vidas”.

O discurso, embora apaixonado em conotação, tinha, no tom de voz de Gustavo, a denotação do compromisso. Vestia-se de modo simples, sem trajes “sociais” comuns ao imaginário do pregador de rua. A sua guitarra era uma Squier Telecaster preta e o amplificador, carregado por ele e por jovens que se revezavam na função, era um Laney de pequeno porte. A conversa começou na esquina da Rua Antônio Carlos e foi até a Marquês de Paranaguá e, durante toda a decida, enquanto o Pastor Gustavo conversava comigo, outros pastores que o acompanhavam conversavam com as pessoas que cruzavam conosco. “Viemos da Mooca e somos ao todo 10 pastores. Convocamos os encontros por e-mail, nos reunimos no ponto marcado e fazemos nossa pregação”, conta o pastor, de 26 anos.

Jovem de idade, mas rico nas experiências, Pastor Gustavo conta que o seu grupo já pregou na Liberdade, na Avenida Paulista e em locais mais próximos ao seu templo sede. Ciente de que é um “estranho no ninho”, o rapaz que deixou de lado a maconha e o álcool em prol da oração, demonstra confiança no que prega. “Não temos medo de sermos hostilizados aqui. Sabemos que este ambiente não recebe a palavra de Deus com frequência e é por isso que estamos aqui, para trazer os ensinamentos de Jesus Cristo a essas pessoas”. De fato, enquanto caminhamos juntos, nenhuma manifestação contrária foi notada ou percebida. Os jovens riam das músicas, mas não vaiavam, as moças que não sentem frio mesmo durante o inverno lançavam olhares mudos, os bares não pararam de gelar e distribuir suas cervejas aos clientes. Esforço inócuo? Talvez. Mas a satisfação daqueles jovens dá a pista de que o meio, independente do fim, é o mais importante. “A gente propõe uma mudança de vida para as pessoas, representamos uma Igreja e temos alegria em vir aqui. Não é uma obrigação”.

Todas as vozes da Praça da Sé
O sábado, de chuva forte, impediu a ida à praça que é o palco predileto dos pregadores de rua em São Paulo. Foi então que no domingo, com um certo receio (de dar de cara com o lugar vazio), chegamos, o fotógrafo Jucélio Jr e eu, à Praça da Sé. Os sinos da Igreja marcaram 11 horas, as pessoas começavam a deixar o culto e mais gente chegava à Sé sem necessariamente ter o que fazer. Famílias caminhavam por aqui e por ali, tirando fotos e conversando, homens falavam ao telefone, mulheres passavam com filhos, pregadores carregavam suas bíblias… Não eram muitos, na verdade. Apenas três, àquela hora, se dignaram a enfrentar o dia que começara frio mas que aos poucos deixava o sol se espalhar.

O primeiro que se aproximou de nós foi Paulo Francisco Oliveira, ajudante de pedreiro desempregado há dois anos e pregador de rua há sete meses. Magro, grisalho e com diversos dentes faltando, Paulo trazia numa mão uma bíblia surrada e na outra muitos panfletos. “Deus está chamando e se você quiser, pode ir ao templo, nós vamos orar e dar graças”, dizia ele. Com 42 anos, Paulo já fez parte de 15 Igrejas, até encontrar a Igreja Pentecostal Deus é Amor. “Jesus disse que sem ele não existe nada. E foi na busca da salvação que cheguei à igreja em que estou hoje”.

Pregando na Praça da Sé aos sábados e domingos, o missionário sai do Jaraguá, na zona Sul da capital, de ônibus e fica pela Praça até a hora do seu culto, no Glicério. “Nosso trabalho aqui não é em vão, sem obra a fé é morta e sem fé a obra é morta. Por isso prego aqui e depois vou para o culto”, explica. Separado da mulher com quem dividiu o teto há dez anos, está à espera da mulher certa, a ser indicada por Deus. “Deus não quer quantidade, mas sim qualidade”, diz Paulo, enquanto aperta minha mão e se prepara para conversar com outro grupo de pessoas.

Findada a conversa com Paulo, encontramos um raivoso João Henrique dos Santos, que, apontando para a Catedral da Sé, urra ser aquele um local de criação de basiliscos, o monstro mitológico de cabeça de galo e corpo de serpente. “Essa igreja vai contra a palavra de Deus, ela faz culto a imagens”, bradava. Quando por fim se acalmou, me apresentei a ele e falei sobre a proposta da matéria. “Sou pregador desde 82 e já preguei em Recife e aqui em São Paulo, em trens, nas ruas, em parques…”. Fiel à Assembléia de Deus, João Henrique diz que foi para as ruas para combater a falta de conhecimento das pessoas. “Muitas vezes, por não ter um líder, as pessoas são amaldiçoadas”. O discurso dele é mais exaltado, mais ferrenho. Fala e gesticula muito, dentro do seu agasalho que passa muito dos ombros e da calça jeans surrada. “Nunca sai da igreja. Tenho 52 anos e nasci e me criei dentro dela”. Casado há 25 anos e pai de seis filhos, João Henrique acredita que este é um segundo ofício, tão importante quanto o seu primeiro, mecânico.

“Sempre trago meus filhos para a praça, para me verem pregando, porque acho que é importante que eles saibam o que o pai deles faz, além de colocar sustento na mesa. Venho com meu carro e ficamos aqui, das 09h às 18h. Jesus quer o melhor para seus filhos e quer principalmente as coisas humildes, que elevem o espírito. É por isso também que sempre trago meus filhos aqui”.

Ao lado de João Henrique pregava Jailton Alves da Silva, de apenas 22 anos, e também fiel da Assembléia de Deus. O único dentre os três pregadores a se vestir de terno e gravata, o rapaz que começou a pregar aos 17 anos depois de um chamado de Deus, chegou à Praça da Sé há pouco tempo, depois de muito pregar em trens. “Aqui eu chego às 13h e fico até as 18h, pregando, conversando com as pessoas…”. Vindo de uma família de fiéis, Jailton recebeu o chamado e descobriu na pregação o seu verdadeiro talento. “Eu pretendo investir numa formação em Medicina, mas abraçar a vida de missionário como profissão”. Diante da dúvida de como se sustentaria apenas com as palavras espalhadas pelas praças e vagões de trem, o jovem não titubeia. “A Igreja provém o que for preciso. Pregamos nas ruas e não precisamos nos preocupar com ordenados, a Igreja provém tudo que precisamos”. Quando perguntado sobre valores, Jailton, no entanto, se torna escorregadio. “Os valores são o de menos, o que importa realmente é a missão”.

Pergunto então o que os amigos dele acham da dedicação de tardes, faça chuva ou faça sol, à pregação. “Tenho colegas e amigos dentro da Igreja e estes entendem muito bem o que faço. Os amigos que tenho fora, dada as atividades com a pregação, eu não vejo muito, então deles não sei”. As respostas são curtas e quase evasivas, mas espontâneas. Jailton parece estar um pouco inseguro em conversar comigo e, como minha intenção não é coloca-lo numa sinuca de bico, faço a última pergunta, sobre a inspiração na hora de pregar. “Nunca preparo nada. Chego aqui e Deus me ajuda a escolher as palavras certas”.

O homem que conheceu os dois lados
Delcides Marques é antropólogo formado pela Universidade Estadual de Campinas, mas já foi pregador de rua, dos 12 aos 17 anos. Já estudou filosofia, já escreveu um livro sobre religião, crianças e felicidade e hoje é mestre em Antropologia pela mesma instituição que o graduou. O tema dos seus estudos? Os pregadores de rua da Praça da Sé. “Desde a elaboração do projeto de Iniciação Científica, em 2005, que eu retorno à Sé. Todavia, não tenho me voltado aos pregadores como um pregador que divulga oralmente a fé, nem como um teólogo que a elabora lógica e intelectualmente, nem ainda como um poeta que a experimenta literária e serenamente ou mesmo um cético que a estorva criticamente. Dessa vez, como antropólogo, a prática dos pregadores é vista de outro modo”.

É assim que, depois de anos de pregação, Marques volta às ruas para enxergar o mundo por outro prisma, com outras lentes. E conta sobre a época que era pregador. “A conversão ocorreu numa simples e acolhedora comunidade pentecostal da periferia de Osasco, zona oeste paulistana. Nela eu me vi, desde os momentos iniciais, com um pendor para a prática da pregação. Muito em decorrência dessa constatação, tanto a leitura da Bíblia como a participação nas ‘escolas dominicais’, encontros de ‘estudo bíblico’ e ‘cultos de doutrina’ foram constantes e intensas durante anos. Com 15 anos, eu já havia pregado em vários templos pentecostais. Também havia pregado em ‘cultos ao ar livre’, ocorridos costumeiramente aos domingos pela tarde, em praças, terrenos, esquinas, calçadas”.

O caminho da antropologia, no entanto, prevaleceu, mas bebendo sempre das experiências anteriores de Marques. “Minha experiência pode ser vista como uma complexa coexistência de multiplicidades: fé, racionalidade, sensibilidade, crítica, alteridade. Foram alternâncias que variaram entre a fé e a teologia, a teologia e a poesia, a poesia e o ceticismo, o ceticismo e a antropologia. E em cada alternância, uma leitura ou releitura de minha história. Enfim, um nomadismo constante, uma vida pentecostal peregrina: de candidato ao pastorado passei a estudante de antropologia.”.

A fé organizada
A Praça da Sé, no entanto, abriga mais do que estes três pregadores. De acordo com dados colhidos por Marques, são mais de cem pregadores fixos e outros incontáveis eventuais, que não possuem compromisso com horários. Estes fixos são divididos em horários de manhã e tarde, em duas duplas e apoiados por dois pregadores que atuam sozinhos e que se alternam todos os dias da semana. O rodízio acontece há nove anos. No início, ele não era necessário. Depois do aumento do número de pregadores, se tornou imprescindível. A fé, como tudo na vida, precisa de organização.

Fonte: Yahoo!

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Hoje vi um milagre

Por Avelar Jr.

Hoje vi um milagre. Liguei a televisão bem cedo, como sempre faço, e aconteceu de estar num canal que transmitia um programa da IURD Ltda.

Um jovem rapaz estava com um sério problema na perna. Eu perdi o início da conversa entre o pastor que o estava “curando” e ele, mas, pelo aspecto, parecia que havia estado com pinos na coxa recentemente, devido a uma fratura grave.

O pastor curandeiro pôs a mão na coxa do rapaz e disse que iria curá-lo. Apesar de no final do programa o tal ministrante falar em Jesus, a ênfase que ele deu durante muito tempo foi no próprio poder curativo.

Foi trágico. O pobre rapaz, depois do show de curandeirismo exibido pelo programa, foi instado pelo pastor a caminhar logo após a imposição de mãos. Dava para perceber a dor que o pobre rapaz estava sentindo, e o esforço que fazia para deambular, pois certamente ele estaria em resguardo não houvesse sido seduzido pelas falsas promessas de milagre daquela empreja.

Quando Jesus e os apóstolos curavam, a restauração era completa (At 3.1-7). Era incontestável. Entretanto, a cura que o pastor disse que era de Deus em nada melhorou o aspecto das cicatrizes da perna do moço. As marcas dos pinos, a ferida, os hematomas… o rapaz tirou a bandagem que estava grudada na perna e o ferimento quase sangrou! E depois o pastor mandou que ele caminhasse de um lado para o outro mostrando que estava curado. A cara de dor do rapaz ao andar fazia com que até eu sentisse a dor que ele estava sentindo.

O pastor, não podendo negar que não fez nada na perna do rapaz machucado, vendo que tratava-se de mais um caso de curandeirismo barato, que não houve cura alguma, pôs a mão na coxa dele e disse que depois de uma semana (!) ele se sentiria melhor. Pobre rapaz.

Senti pena dele. Senti pena da humanidade. Senti indignação. Apesar desse momento “down” em que vi a fé do rapaz ser explorada, eu vi um milagre. Eu pude ver que lá fora o sol estava brilhando. O sol que Deus fez brilhar sobre mim, sobre ele e sobre o pastor curandeiro, que depois deve ter ido regozijante contar o seu dinheiro sujo. Eu vi um milagre: um novo dia em que Deus renova sobre nós suas misericórdias para que não sejamos consumidos (Lm 3.21-22). E a certeza de que ele nos deu uma nova chance de viver corretamente.

E ergui um clamor de coração: “Cadê o Ministério Público que não vê uma coisa dessas?”

***
Postado por Avelar Jr., editor do blog Não, Obrigado! e colaborador do Púlpito Cristão

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Oloco..o homem dos mistérios…

z heresia

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Bobagens que cantamos por aí

Que peculiar é a situação do apóstolo Paulo! “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4: 11). Paulo é categórico: “APRENDI a viver contente”. Não que ele gostasse das catástrofes que marcaram seus dias de crente aqui; apenas entendia o curso deste tenebroso mundo avesso a Jesus, e prosseguia. “Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que preciso, aprendi o segredo de me sentir contente (…) quer esteja alimentado ou com fome” (Fp 4: 12).

O apóstolo dos gentios aprendeu a viver contente, pois viveu para o Senhor, e não bajulava o próprio ventre. Ele trabalhou mais, plantou igrejas mais que todos, e foi capaz, em Deus, de proferir: “Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação” (Fp 4: 13).

Jamais encontraremos Paulo entoando musiquetas anestésicas do tipo: “Vai dar tudo certo!”, isso porque as pessoas sérias – e o Evangelho está cheio de gente séria – sabem que isso não é verdade; nem sempre vai dar tudo certo. Todos nós passaremos por aflições (Jo 16.33). Curioso é que a mesma música que falsamente afirma que tudo vai dar certo, também lamenta: “Sei que a vida não é só de momentos bons: há tempos difíceis. A vida é mesmo assim…” Uai! Mas, não ia dar tudo certo?

Bobagens que cantamos.

Entre os absurdos da Confissão Positiva, madrasta da teoria da restituição, está esta canção-oração: “Restitui, eu quero de volta o que é meu…” Mas, o que exatamente o novo homem deixou de bom lá atrás pra aporrinhar Deus pedindo de volta? Parece a mulher de Ló ao deixar Sodoma. O que perdi e quero de volta? Um ministério falido? Um casamento conspurcado? Um negócio escuso e cambaleante? A namorada que se mandou?

Pois eu quero tudo novinho em folha (2Co 5.17)! O Cristo a quem eu sirvo me prometeu, e Ele cumprirá. Eu quero um casamento novo todo dia (com a mesma mulher!), um ministério com nome do céu e não de homens, flagrante macabro do autoculto. “Importa que eu diminua”.

Bobagens e mais bobagens…

Nem a ordem eterna e soberana dos Céus é respeitada. “Põe um anjo aqui Senhor, põe um anjo lá, um anjo na porta e outro no altar…” O que é isso, minha gente? Acaso estamos em condições de dar ordens em Deus? Além disso, essa musiqueta parece até escalação de time de futebol de várzea!

E a igreja vai assim, de bobagem em bobagem, contaminada pela “batalha espiritual”, que aliás é outro equívoco. A classe de catecúmenos está às moscas, mas experimente anunciar um curso de “batalha espiritual” para ver: Vai bombar!

Viva o besteirol gospel!

A passagem de Romanos 16.20, “E Deus, logo esmagará satanás debaixo dos pés de vocês”, deveria encerrar de vez as loucuras cantadas por aí. É Deus, e não nós, quem esmagará Satanás; até o gesto “gospel” da Fernanda Brum é esquisito. A mesma “ensina” que anjos recebem ordens de humanos (DVD apenas um toque). E a patota “gospel” abusa, sem temor nem limites. A presença de Deus, o Soberano, é tratada como se trata um “despastor” qualquer; pop-gospel que se preza deixa Deus tomando chá de cadeira.

Aí, quando penso que os tropeços acabaram, a emissora “gospel”, cujo proprietário também gerencia a seção de títulos celestiais, toca “Rompendo em fé”, uma belíssima canção que, por força do hábito (um hábito ruim), declara: “Se diante de mim, não se abrir o mar, Deus vai me fazer andar por sobre as águas”. Claro que Deus é soberano pra fazer o que bem entender, inclusive para abrir o mar, me fazer andar por sobre as águas, etc… Porém, o que escapa aqui é a afirmação de que se o mar não se abrir, Deus usará o plano B. Mas… desde quando Deus precisa de plano B?


Precisamos meditar melhor nas letras que cantamos, pois corremos o risco de, ao invés de agradar a Deus adorá-lo, acabar afrontando o Todo Poderoso com a nossa bendita música gospel.

***
Adaptado do texto de Alexandre Magno A. Duarte, no site Ultimato.

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O avanço da Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada por Valdemiro Santiago (foto), chama a atenção de especialistas que já enxergam uma inevitável concorrência. Autor de uma tese sobre a igreja diz que o aparecimento da denominação trouxe à tona um fenômeno entre os evangélicos sobre a máxima de que “nada se cria, tudo se copia”.
São seis horas da manhã de um domingo e algo anormal acontece na região central da cidade de São Paulo, geralmente deserta no primeiro dia da semana. Veículos e pedestres disputam lugar na Rua Carneiro Leão, que abriga a sede da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), a mais nova denominação neopentecostal de grande porte a surgir no cenário brasileiro.

Dentro do enorme salão, antes utilizado por uma fábrica e agora chamado Templo dos Milagres, cerca de 15 mil pessoas parecem hipnotizadas pelo discurso do homem de meia-idade, negro e alto que está sobre o palco. O cenário lembra uma mistura de romaria católica, com fiéis segurando esperançosamente fotos de parentes, carteiras profissionais e garrafas de água – objetos que mais tarde serão ungidos –, e arena de boxe, com refletores e câmeras de tevê iluminando o tablado central. Não se pode perder uma cena sequer – afinal, todo o material gravado vai ao ar nos diversos horários que a igreja ocupa na tevê.

O foco das atenções é Valdemiro Santiago de Oliveira, 45 anos, o apóstolo da denominação. Com inconfundível sotaque mineiro – é natural da pequena cidade de Palmas, interior de Minas Gerais –, o pregador movimenta-se de um lado para o outro, com bom domínio de cena.

Entre suas pregações feijão-com-arroz, ele se define, rindo, como “roceiro” e “comedor de angu”. Abraça as pessoas, chora com elas e derrama grossas gotas de suor, prontamente enxutas com uma toalhinha que depois é disputada pelos fiéis. Microfone em punho, Valdemiro entrevista pessoas da platéia. Testemunhos de cura de câncer, Aids, surdez, miopia se misturam a relatos de famílias restauradas, filhos que largaram as drogas e empregos que caíram do céu, tudo contado sob forte emoção.

Tanta efervescência tem feito com que a Igreja Mundial cresça e apareça. Nascida há pouco mais de dez anos, em Sorocaba (SP), a denominação já alardeia possuir 500 templos em quase todo o país, além de representações em Portugal, Espanha, Japão e Moçambique, bem como nos vizinhos Uruguai, Argentina e Colômbia. Não se tem estatística confiável sobre o número de membros, mas os templos surgem aos borbotões pelos centros urbanos, repetindo o que aconteceu, em tempos idos, com duas outras gigantes neopentecostais: a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), surgida em 1977, e a Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada em 1980 como dissidência da primeira.

O avanço da IMPD chama a atenção de especialistas, que já enxergam uma inevitável concorrência. “O crescimento da Igreja Mundial põe em evidência uma feroz disputa por fiéis”, opina o professor Ricardo Bitun, doutor em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Autor da tese “Igreja Mundial do Poder de Deus: Rupturas e continuidades no campo religioso neopentecostal”, o especialista diz que o aparecimento da denominação trouxe à tona um controvertido fenômeno entre os evangélicos que materializa aquela máxima de que “nada se cria, tudo se copia”: “Encontrei muitos pastores, não só entre os da Mundial, que imitam os trejeitos de Valdemiro. Falam com o mesmo sotaque mineiro, andam pelo púlpito, apertam os fiéis entre os braços”, observa.

Além da clonagem de estilo, que se assemelha ao processo que ocorre na Universal – onde os pastores imitam a voz e até os gestos manuais do líder supremo, bispo Edir Macedo –, Valdemiro Santiago tem muito mais a ver com a Iurd. Foi lá que ele se converteu e foi lançado no ministério religioso, pelas mãos do próprio Macedo. Durante 18 anos, militou na Universal, primeiro como pastor, e depois bispo. Foi missionário e ajudou a expandir as fronteiras da denominação na África.

Mochileiros da fé

O dirigente da IMPD dá muita ênfase ao relato de um salvamento no Oceano Índico, narrado em seu livro O grande livramento. Ele conta que só não se afogou porque foi resgatado por anjos. “A narrativa espetacular, de alguém que foi salvo da morte, fortalece sua imagem de homem de fé e valoriza seu discurso”, observa Bitun, deixando claro que não questiona se a história é verdadeira ou não. O motivo da saída de Valdemiro da Universal teriam sido desentendimentos acerca da nomeação de novos bispos para a cúpula da igreja, processo que o próprio Macedo faz questão de capitanear pessoalmente. Fato é que uma pequena reunião domiciliar com outras dezesseis pessoas, entre as quais a mulher de Valdemiro, Franciléa, e as duas filhas, Rachel e Juliana – mais tarde alçadas aos cargos de, respectivamente, bispa, missionária e ministra de louvor –, logo começou a expandir suas tendas. Um salão alugado aqui, um cinema adaptado ali, e a Mundial foi crescendo, visando à mesma fatia de público que a Universal e a Graça: as classes de C para baixo.

“É o que chamo de mochileiros da fé. Há muitos membros egressos da Graça e da Universal, inclusive pastores e obreiros”, continua Ricardo Bitun, que também é pastor e professor de ciências da religião na Universidade Mackenzie. A disputa por almas entre as três denominações já se faz sentir de maneira intensa. As provocações contra outras igrejas são, de certa forma, incentivadas pelo apóstolo da IMPD. É comum ele entrevistar pessoas que narram suas frustrações em outras igrejas e suas conquistas na Mundial. “Ele diz: ‘Lá não aconteceu, é? Vem pra cá, Brasil, aqui o milagre acontece’. É uma forma de dizer que apenas ali e, não nas concorrentes, está a bênção”, conclui Ricardo Bitun. Não por acaso, “Vem pra cá, Brasil”, é o bordão da programação televisiva da Mundial.

Valdemiro se diz perseguido por líderes evangélicos e políticos. Diz que querem fechar suas igrejas e tirá-lo da televisão. Sem mencionar o nome, faz menção a um pregador muito “educadinho”. “Ele diz ser missionário”, provoca o líder da Mundial, numa clara alusão ao fundador e dirigente da Igreja da Graça, Romildo Ribeiro Soares, o R.R.Soares, outro que faz da telinha um púlpito para entrar em milhões de lares pelo Brasil afora.

Animosidade

Milagre é o assunto predileto de quem vai à Igreja Mundial do Poder de Deus. A maioria dos fiéis diz ter uma história para contar. “Ele é um homem ungido”, diz Isabel Clementino Ferreira, 52 anos, referindo-se a Valdemiro. Como prova da cura que diz ter recebido, gesticula amplamente os braços. “Tinha tantas dores que não conseguia fazer esses movimentos”, explica. Ao lado, as pessoas assentem com a cabeça. A comerciária Ângela Maria Marques da Silva, 53, chega para a conversa e começa a contar sua história de três anos na Igreja Universal, onde, segundo ela, nunca recebeu “a bênção”. “Aqui, com o apóstolo, fui curada de uma hérnia de disco e um mioma no útero. Quando ele chega, dá para sentir uma presença diferente no lugar”, acredita, reverente.

A mulher abre sua pequena Bíblia e lê a passagem de Mateus 24, onde Jesus afirma que derrubaria o Templo de Jerusalém e o reconstruiria em três dias, numa alusão à sua morte e ressurreição. “Sabe o que é isso? São os falsos profetas. Vê só a Renascer que desabou. Aqui, é diferente”, diz, com orgulho. A tragédia, ocorrida no dia 18 de janeiro, quando o templo-sede da Igreja Renascer em Cristo, também em São Paulo, veio abaixo, provocou a morte de nove crentes. A animosidade demonstrada pelos membros da Mundial é um eco do que é dito em seu púlpito. Em recente programa de tevê, Valdemiro se queixou que o “pastor educadinho” teria articulado com políticos maranhenses para que ele não pudesse usar o ginásio municipal da capital daquele estado, São Luís, para seus cultos. “Mas foi melhor, fizemos na praça e reunimos muito mais pessoas que caberiam no ginásio”, desdenha. Procurada por CRISTIANISMO HOJE para dar sua versão sobre o acontecido, bem como responder às insinuações do líder da Mundial, a Igreja da Graça não retornou os contatos da reportagem. Da mesma forma, a Igreja Universal, embora tenha solicitado que as perguntas fossem feitas por e-mail, não respondeu questionamentos acerca de suposta evasão de seus fiéis em direção à IMPD.

Hierarquicamente subordinado a Valdemiro, o pastor Ronaldo Didini é o homem forte da IMPD. Só que, ao contrário do chefe, que se reconhece simples e de pouca instrução, Didini é articulado, preparado e tem extrema vocação empresarial. É ele que está à frente da expansão corporativa da igreja, inclusive dando as cartas quando o assunto é televisão. Com passagem fulgurante pela Universal, onde se destacou como apresentador do extinto programa 25ª Hora, exibido pela Rede Record e que marcou época na TV evangélica brasileira, Didini também passou pela Graça, tendo ajudado a consolidar a igreja de Soares na Europa. Mais tarde, fundou lá a própria denominação, a Igreja do Caminho, mas pouco mais de três anos depois estava de volta ao Brasil.

Didini conta que chegou em situação dificílima e que foi Valdemiro quem lhe estendeu a mão. Agora, faz questão de destacar as qualidades da casa nova. “A Mundial representa um movimento autêntico de fé”, afirma. “Nosso culto tem três horas e meia e não se vê o apóstolo pedir mais do que 15 minutos de oferta”, argumenta, numa crítica nada velada à Iurd, cujos cultos promovem verdadeiros leilões de bênçãos. Ele admite que esteve “cego” no passado, em relação à teologia da prosperidade – doutrina que fundamenta a atuação das igrejas neopentecostais e que foi pregada durante anos pelo próprio Didini e por Valdemiro, que agora a definem como “coisa do demônio”.

Pressão pelo dinheiro

O pesquisador Paulo Romeiro, doutor em ciências da religião pela Universidade Metodista e dirigente da Agência de Informações Religiosas (Agir), reconhece que a igreja de Valdemiro tem características que a diferem das organizações similares. “Sua metodologia diverge da praticada por outros líderes de igrejas neopentecostais. A maioria das pessoas que frequentam a Mundial é composta por gente simples, mas que se identifica com seu líder, que senta-se ao lado delas, abraça e chora com seus fiéis”, analisa. “Eu o comparo com o movimento que David Miranda, da Igreja Deus é Amor, e Manoel de Mello, de O Brasil para Cristo, fizeram entre os anos 1950 e 60, época da segunda onda do pentecostalismo brasileiro, baseado nas curas divinas – com a diferença de que está melhor preparado em termos de conhecimento e não enfatiza usos, costumes e doutrinas”, comenta Romeiro, que é pastor da Igreja Cristã da Trindade, na capital paulista.

No entanto, o estudioso acha que a Mundial já dá sinais de que logo será mais do mesmo. “O ministério de Valdemiro, assim como outras igrejas, direcionará suas ações pastorais para as necessidades imediatas das pessoas”, prevê. Ele lembra que a Mundial também usa símbolos de fé, como o copo de água, a rosa e o pão abençoado. “Isso é copyright da Universal”, brinca. Autor do livro Teatro, templo e mercado: Organização e marketing de um empreendimento neopentecostal (Editora Vozes), o professor Leonildo Campos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, concorda: “De todas as dissidências da Universal, apenas a Igreja da Graça e a Mundial do Poder de Deus ‘deram certo’ nesse complicado processo de clonagem e de reprodução de igrejas e fórmulas semelhantes”, avalia.

Na visão do estudioso, o que está em jogo para a Mundial é sua consolidação no mercado religioso brasileiro – no que, a propósito, iguala-se às igrejas que tanto critica. “Esses novos empreendimentos religiosos, ao empregarem a visão de mercado, desenvolvem mecanismos de competição apropriados para tempos de pluralismo e diversidade religiosa na geração de sua própria marca publicitária.” Nesta análise, a Igreja Mundial é apenas mais do mesmo – “No neopentecostalismo, está cada vez mais difícil separar o novo do velho. Na disputa por um lugar ao sol, Valdemiro tem mais é que bater nos demais pentecostais ou evangélicos tradicionais.” Leonildo lembra outro ponto comum entre as denominações dessa linha teológica: a pressão pelo dinheiro, fundamental na manutenção dos enormes aparatos de mídia que montaram. O estudioso estima que o gasto mensal da IMPD com televisão chegue aos 5 milhões de reais mensais, embora o montante e a origem do dinheiro arrecadado sejam guardados sob sigilo absoluto. “A pressão pelo dinheiro já levou a uma monetarização dos cultos em vários grupos neopentecostais. Aqui, o milagre não acontece sem que os pastores, bispos ou apóstolos peçam dinheiro.”

Telinha disputada

Desde que assumiu 22 horas diárias na programação do Canal 21, da Rede Bandeirantes, Valdemiro Santiago, apóstolo da Igreja Mundial do Poder de Deus, evidenciou algo que até então era pouco falado: a guerra pela audiência evangélica na tevê brasileira. Além do Canal 21, a Mundial ocupa espaços na Bandeirantes, na Rede TV! e na Rede Boas Novas. A voracidade pela telinha se explica. Desde a década de setenta, quando televangelistas americanos como Pat Robertson, Rex Humbard e Jimmy Swaggart fizeram sucesso entre os crentes brasileiros, a TV se revelou o melhor espaço para ganhar almas para Cristo e fiéis para as igrejas.

O veterano missionário R.R.Soares está no ar desde 1980. Atualmente, a Igreja da Graça tem apostado suas fichas na própria emissora, a Rede Internacional de Televisão (RIT). Com programação diversificada, que inclui cultos, jornalismo, entretenimento, debates e infantis, entre outras atrações, a RIT tem abocanhado fatia grande do público evangélico. A Graça também investe pesado em TV aberta, com diversos horários comprados na Bandeirantes, CNT e Rede TV!

Já a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é dona da Record, a segunda maior rede da televisão brasileira. Embora o projeto de desbancar a Globo não passe de megalomania do bispo Edir Macedo – apesar de alguns triunfos sobre a rival, como a exclusividade na transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 –, a Record tem crescido e conquistado cada vez mais telespectadores e publicidade. Na Iurd, a estratégia é adquirir espaços na grade da Record para transmitir cultos e programas apresentados por seus bispos. Além da mídia própria, a igreja também compra horários na Rede TV!

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Fonte: Cristianismo Hoje

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Avivamento e os odres velhos

Por Ubirajara Crespo

O avivamento é uma esperança de todos nós, que mais parece uma utopia. Conversando com o Rabino messiânico Marcos Andrade Abrão, autor do livro “Filho de Elohim”, chegamos juntos a seguinte declaração: “Nem Israel, nem a Igreja estão preparados para o avivamento”.

Particularmente entendo o seguinte: O primeiro deverá passar por uma grave crise, antes de olhar para aquele a quem traspassaram, e isto ocorrerá somente depois de terem sido enganados pelo anticristo, o falso messias, que firmará com eles uma falsa aliança. A Igreja, por sua vez, montou uma estrutura incapaz de conter um movimento nesta proporção. Hoje, ela não passa de um odre que romperia ao tentar conter um conteúdo de natureza incompatível com a sua atual formulação.

Como resultado deste avivamento, milhões de pessoas em todo o mundo seriam impactadas e procurariam abrigo para a sua fé em alguma estrutura religiosa. Isto forneceria uma incrível oportunidade para as aves de rapina que construíram ninhos nos ramos desta grande árvore na qual a Igreja se transformou. Executivos da fé ligariam imediatamente suas planilhas para calcular o retorno financeiro e acionariam sua equipe de marketing para montar estratégias para tirar deste mover o máximo possível. Em suma, se o Espírito Santo soprasse um movimento desta envergadura sobre a Igreja, estaria dando um tiro em seu próprio pé.

Um dos livros mais esclarecedores sobre avivamento, que eu já li, foi “Help! I Need Somebody”, de Walter Heidenreich, que relata um mover de Deus em meio à comunidade Hippye à qual pertencia nos idos dos anos 60. Era um grupo realmente diferente de todos, que seriam recebidos com surpresa pelos diáconos mais compreensivos escalados como recepcionistas. Imagine deparar-se com um grupo de cerca cem pessoas sujas, fedorentas e de postura incomum tentando entrar naquelas tradicionais igrejas européias em busca de ensinamento que fortalecesse a sua fé. Muitos chegaram a chamar a polícia, pensando se tratar de um arrastão. O movimento se esvaiu com o tempo, pois foi repelido por uma igreja que não estava preparada para ele.

Pude sentir isso na própria pele enquanto pastoreava uma igreja em São Paulo que começou a ser freqüentada por moradores de rua. O pessoal usava nossos banheiros para cortar o cabelo, catar piolhos, tratar feridas e dar banho naquela turma com escova e sabão. Os diáconos torciam o nariz, questionavam o valor do trabalho e procuravam razões para acabar com aquilo. O motivo alegado era que o banheiro seria usado no domingo por pessoas limpas. Mesmo alegando que tudo estaria limpo e desinfetado para os dias de reunião, os ataques dos obreiros se tornavam cada vez mais violentos e desleais. A minha igreja lutava contra o evangelismo dos excluídos. Um verdadeiro banho de água fria no avivamento.

Um dia destes fui pregar em uma igreja tradicional de uma cidade da Grande São Paulo e fui abordado por um grupo de diáconos daquela Igreja que estava preocupado com o fato do seu pastor alimentar a idéia esquisita de implantar ações evangelísticas em torno de pessoas excluídas.

– O que o senhor acha de um absurdo destes pastor Ubirajara?
– Acho realmente um absurdo, respondi. Se depender de vocês, vai todo mundo para o inferno. Sua escolha pelos engravatados e pelas cheirosas é um simplesmente inconcebível.

Será que ainda construremos uma estrutura eclesiástica capaz de conter este vinho?

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Fonte: Sob Nova Direção.

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