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Archive for the ‘Artigos’ Category

 

Por Wilson Porte Jr.
Será que Deus sabe o que acontecerá nas próximas horas? Por mais absurdo que seja, há gente no Twitter dizendo que não, que Deus não sabe o que acontecerá nas próximas horas, que Ele também será pego de surpresa!

Há um provérbio chinês que diz: “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos”. Gondim, pastor famoso em nosso país, tem semeado palavras ao longo deste dia que têm me feito sofrer, quase tanto quanto pelo desastre no Japão.

Não bastasse toda aquela tragédia, vem Gondim ainda expor suas ideais sobre um deus que não sabe de nada, que não vê nada, que não ouve nada, que não pode fazer nada e, o que é mais absurdo ainda, que faz tudo isso por amor (:-P) . Gente, depois de ruminar por alguns instantes algumas ideias propostas por ele no twitter, gostaria de tecer alguns comentários sobre as tais (não estou aqui criticando sua pessoa, pois não o conheço – suas ideias, entretanto, são públicas – e são a elas que critico).

Já faz tempo que Gondim vem semeando palavras absurdas a respeito de Deus. Há um tempo atrás, discuti de modo educado com ele no Twitter. Infelizmente, por eu ser coisa nenhuma, ele me ignorou, quase me mandando cuidar da minha vida que a dele estava muito bem, obrigado. Tudo o que quis foi saber de sua fonte para dizer o que diz acerca de Deus e os desastres. Veja o que Gondim tem escrito em seu Twitter (@gondimricardo):

“Os imbecis me perguntam sobre o Teismo Aberto. Ué, toda teologia não deveria ser aberta? Bin Laden gosta de teologia fechada”; “Ou Deus tem tudo sob seu controle ou Ele ama. Prefiro acreditar que Deus ama”; “O amor não controla. Amor e controle são como água é óleo, não combinam. Deus é amor. Repita depois de mim: Deus é amor”; “Um Deus que tem proposito na miséria humana, na violência, na dor, é na verdade um diabo!”; “E eu ainda sou criticado? Dá um tempo. Sou contra um Deus que chacina, que tem o mal sob controle e suja as mãos para conseguir o que quer”; “A teologia que coloca todos os mínimos eventos “sob controle” precisa de seres humanos marionetados. Simples assim!”; “Toda a lógica retributiva acorrenta a gratuidade. Acreditar em um Deus que tudo controla, desumaniza e anula a criatividade”; “Deus cria o homem como o mar forma os continentes, retirando-se. Retira-se porque nos quer livres”; “@jungmosung Você me ensinou a sair da reflexão individualista; despertou-me a pensar a partir do pobre e, por isso, sou grato, muito grato.”; “Um deus q tem propósito pra tudo, inclusive pra o mal, é réu confesso! E a pena deveria ser a morte!”

Percebam que, em todas essas afirmações, não há a citação de nenhum texto bíblico. Gondim deixa claro que não acredita que Deus está no controle de todas as coisas. Justifica-se com o papo da contingência, que, pra mim, é conversa pra boi dormir (e pra derrubar muito crente que quer dar uma de intelectual e não sabe que está cavando um buraco debaixo dos próprios pés).

“Deus não está no controle” – “Deus não sabe do que irá acontecer nas próximas horas”

Apesar de parecem absurdas tais declarações, sinceramente, eu entendo o coração de quem a escreveu. Ele não conhece o Deus da Bíblia. Tem um deus que ele mesmo criou em sua mente, cuja soberania e bondade não se encaixam ao desastre deste dia. Ele criou um deus em sua mente. Talvez por não conhecer o que as Escrituras dizem sobre o Deus trino que rege o universo com justiça e graça.

Pergunto a vocês: o que deveríamos (e o que não deveríamos) estar discutindo numa hora triste como essa?

O que NÃO deveríamos ficar discutindo é se Deus sabia ou não, se Ele poderia evitar ou não… Isso é papo de menino, de criança mimada, de gente que não se submete à Instrução Eterna e que, por isso, nunca sai da mesmice na vida e no discurso.

O que DEVERÍAMOS estar discutindo (e refletindo) é:

1. Que deveríamos chorar com os que choram;

2. Que deveríamos orar pela vida dos que sobreviveram e, também, pelos, agora, órfãos, viúvas, etc.;

3. Que deveríamos orar pelos países ainda em vista de serem atingidos pela tsunami;

4. E, por fim, e MAIS IMPORTANTE DE TUDO, deveríamos pensar no fato de que, todas as pessoas mortas na tragédia, estão vivas! Sim. Todas as pessoas mortas na tragédia, estão nas mãos de Deus que os separará em breve, como o trabalhador do campo separa o trigo do joio.

Eles estão vivos, na eternidade. Estão todos conscientes, aguardando o juízo do Justo Juíz. E, certamente, seu maior problema não será a infelicidade do desastre pelo qual passaram, mas seu arrependimento ou não de pecados diante da graça de Deus revelada na cruz de Cristo. A realidade desta vida é que, um dia, todos morreremos. Alguns, de um modo trágico. Outros, de um modo não tão trágico. A morte sempre trará tristezas, dúvidas, lamentações, e medos.

Deus está no controle de tudo! As pessoas que morreram estão nas mãos dEle. As que ainda morrerão, também não fogem de Sua soberania. Se Deus não controla o universo, quem então o faz? Se Deus não controla tudo, quem é responsável pelo mal? Seria o Diabo, Gondim? O acaso, a contingência? Se Deus não é Soberano, logo, não faz sentido esperar uma vitória sobre o mal. Se todo o futuro é uma possibilidade aberta, poderá acontecer de o mal, no final, vencer. Para mim, o nome disso é ARROGÂNCIA! Alguém que larga a Bíblia e passa a dissertar num suposto tom intelectual além de arrogante, deixa de ser cristão.

Antes que alguém me pergunte, não confundamos o tsunami com uma possível disciplina. Longe de nós tal pensamento.

Só o Senhor reina! Só Ele sabe o por quê de tudo! Só Ele determina o que é e o que há de ser! Só Ele decide conhecer nosso futuro e apagar nosso passado (ao invés do contrário)!

Reflita nesses dois belos versos da Palavra de Deus:

“Faz subir as nuvens dos confins da terra, faz os relâmpagos para a chuva, faz sair o vento dos seus reservatórios.” Salmo 135.7

“Por isso, te anunciei desde aquele tempo e te dei a conhecer antes que acontecesse, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas; ou: A minha imagem de escultura e a fundição as ordenaram”. Isaías 48.5

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Soli Deo Gloria

***
Wilson Porte Jr é pastor da Igreja Batista Liberdade em Araraquara-SP

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Zoologia gospel

 

Por Edvaldo Melanias

O reino animal é muito rico em sua diversidade. Temos as aves, os mamíferos, os répteis etc. Existe uma categoria de aves realmente amedrontadora: as aves de rapina. São de arrepiar. Alimentam-se de carne fresca e possuem grandes garras, prontas para apanhar e destruir suas vítimas. Tem também os predadores. Já estes destroem outros organismos e até o meio ambiente. Caçam vorazmente sem a menor piedade. Todavia, tais comportamentos são puro reflexo de seus instintos naturais e teem importância fundamental no ciclo da vida e no processo da cadeia alimentar.

Agora meu amigo, o mais impressionante é que no mundo dos homens existem seres ainda mais cruéis e mortais: o CORRUPTOS MALIGNUS PRAEDATORE e o HIPOCRITUS RAPINARE GOSPEUS. Estes sim são aberrações gritantes da natureza. São elementos totalmente desviados de suas funções naturais e legítimas.

Sucintamente, tentarei explicar alguma coisa sobre estas bestas humanas.

O CORRUPTOS MALIGNUS PRAEDATORE, este predador desgraçado, se alimenta principalmente da necessidade humana. Usa dos sonhos e da esperança alheia para encher seus bolsos sujos de sangue. É uma criatura grotesca e hedionda, muito embora traje os mais belos exemplares de ternos e paletós. É especialista na mentira e na demagogia. Tem um poder de magnetismo que sai de seus lábios e de sua boca fétida. Suas palavras teem o poder infernal do convencimento e do engano. Interessante também é que, tal qual as hienas que se alimentam dos restos deixados pelos leões, existe uma variação inferior do corruptos malignus praedatore: o Bajulladoreos Particulareos, que vive dos restos da espécie mais forte; Ainda, como depende destes, os defendem com unhas e dentes. Infelizmente esta espécie é híbrida, muda a todo instante conforme a sua necessidade (Nota: este processo é denominado de viracionismus casacalis), e por conta disto seu número está em franco crescimento. O Corruptos tem uma facilidade espetacular de procriar de quatro em quatro e de dois em dois anos. Adapta-se a qualquer clima e a qualquer região, visto que com o resultado de sua caça constroem gigantescos e ricos covis, é de dar inveja até no Diabo. Possuem uma tendência migratória para a região centro-oeste, e por conta deste anseio, destroem tudo que encontram pela frente. Mas, felizmente, apesar deste poder satânico de destruição, o corruptos malignus, possui um ponto fraco: a educação e a consciência do povo (suas vítimas). A justiça, quando empregada sem favorecimentos, também pode tirá-lo de circulação. Um voto sem “compromisso” é tudo que esta peste humana não quer ver nem de longe.

Agora, o HIPOCRITUS RAPINARE GOSPEUS, é uma variação mutante do primeiro. Esse é terrível, pois tem pele de ovelha, mas de fato é um lobo. Alimenta-se da fé e da boa vontade dos que crêem. Com o atributo da distorção, usa textos bíblicos para induzir a seus ouvintes a lhe alimentarem. O hipocritus tem uma grande capacidade de mimetismo, é um camaleão, se disfarça de obreiro de Deus, mas serve ao inimigo de Deus. Ultimamente, não se sabe exatamente por qual motivo, está se proliferando. É destemido, aparece publicamente, inclusive em meios de comunicação de alcance nacional, e por que não, internacional. Tem grande poder de mobilidade, visto que anda montado sobre mais de 150 cavalos de força com cabines duplas refrigeradas. Amontoa bens e propriedades. Como quem não come há muito tempo, quando ver comida, fica deslumbrado abraçando tudo quanto puder agarrar; é muito voraz, pois não sabe por quanto tempo vai ter esta facilidade. Não se constrange em saber que utiliza de forma abusiva do suor de simples trabalhadores e que em sua própria comunidade muitos padecem de fome. Quando lhes resta um pouco de sensatez e pudor, oram pedindo que Jesus não volte logo. Com todo o poder e arrogância com que vivem, temem que as ofertas diminuam e que suas vítimas percebam que estão sendo sugadas (sugadas sim, visto que algumas variantes possuem hábitos vampirescos).

Aparentemente, por hora, pensam que não sofrem ameaça de extinção, mas fontes fiéis, escritas há mais de 2000 anos, asseguram que sua destruição será certa, pois o PAI dos oprimidos e sofredores, no momento certo não hesitará em extirpá-los do meio da ekllésia.

Está achando que estas palavras são muito duras? Então está precisando ler a bíblia e permanecer acreditando nela e apenas nela. Veja o que o Apóstolo Paulo escreveu no primeiro século da igreja cristã:

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles. Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, Perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou; E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. (II Timóteo 3 – ACR, Fiel).

Meus queridos, não fiquem decepcionados ou tristes. Saibam que estas figuras grotescas não diminuem o valor do VERDADEIRO EVANGELHO e nem do VERDADEIRO DEUS. Antes, mesmo que nem eles mesmos saibam, contribuem com a sua imundície para que a bondade e a verdade sejam realçadas, pois que pela sua maldade e mentira, os sinceros buscam cada vez mais a justiça. A dor que provocam, aumenta a necessidade do bálsamo e a vergonha que nos submetem nos desperta para que não venhamos a ser iguais a eles, pobres bestas humanas. Que o DEUS DE JUSTIÇA, AMOR E PAZ tenha misericórdia de suas almas.

***
Edvaldo Melanias, para o Púlpito Cristão

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Sobre a realidade do inferno

 

Por Ilton Gonçalves

Depois de alguns comentários que recebio da postagem sobre o Universalismo, de que estava faltando textos Bíblicos sobre o tormento eterno, resolvi dar o ar da graça com o que segue:

O destino dos ímpios é estar eternamente separados de Deus e sofrer eternamente o castigo que se chama a segunda morte. Devido à sua natureza terrível, é um assunto diante do qual se costuma recuar; entretanto, é necessário tomar conhecimento dele, pois é uma das grandes verdades da divina revelação.

Por essa razão o manso e amoroso Cristo avisou os homens dos sofrimentos no inferno. Sua declaração acerca da esperança do céu aplica-se também à existência do inferno “se não fosse assim, eu vo-lo teria dito” (João 14:2).

O inferno é um lugar de:

  • Extremo sofrimento (Apo. 20:10),
  • Onde é lembrado e sentido o remorso (Luc. 16:19-31),
  • Inquietação (Luc. 16:24),
  • Vergonha e desprezo (Dan. 12:2),
  • vil companhia (Apo. 21:8) e
  • Desespero (Prov. 11:7, Mat. 25:41).
Opiniões errôneas:

(a) O universalismo ensina que todos os homens, no fim, serão salvos, argumentando que Deus é amoroso demais para excluir alguém do céu. Essa teoria é refutada pelas seguintes passagens: Rom. 6:23; Luc. 16:19-31; João 3:36 e outras. Na realidade, é a misericórdia de Deus que exclui do céu o ímpio, pois este não se acomodaria no ambiente celestial como também o justo não teria prazer em estar no inferno.

(b) O restauracionismo. A doutrina da restauração de todas as coisas ensina que o inferno não é eterno, e, sim, apenas uma experiência temporária que tem por fim purificar o pecador para que possa entrar no céu. Se assim fosse, então o fogo infernal teria mais poder do que o sangue de Cristo. Também, a experiência nos ensina que a punição, em si, não regenera; ela pode restringir mas não transformar. Os partidários dessa escola de pensamento afirmam que a palavra “eterno”, na língua grega, significa “duração de século ou época” e não duração sem fim. Mas, segundo Mat. 25:41, se a punição dos ímpios tiver fim, então o terá também a felicidade dos justos. Assim comenta o Dr. Maclaren: Reverentemente aceitando as palavras de Cristo como palavras de perfeito amor e sabedoria infalível, este autor… receia que, na avidez de discutir a duração, o fato solene da realidade da futura retribuição seja ofuscado, e os homens discutam sobre o “terror do Senhor” a ponto de não sentirem mais receio a seu respeito. Os hábitos tendem a se fixar. A tendência do caráter é tornar-se permanente; não há razão para crer que Deus futuramente, mais do que no presente, obrigue a pessoa a ser salva.

(c) Segundo período probatório. Ensina que todos, no tempo entre a morte e a ressurreição, terão outra oportunidade para aceitar a salvação. As Escrituras, entretanto, ensinam que na morte já se fixou o destino do homem. (Heb. 9:27.) Além disso, quantos aceitarão a presente oportunidade se pensarem que haverá outra? E, segundo as leis da natureza humana, se negligenciarem a primeira oportunidade, estarão menos dispostos a aceitar a segunda.

(d) Aniquilamento. Ensina que Deus aniquilará os ímpios. Os partidários dessa doutrina citam 2Tess. 1:9 e outras passagens que afirmam que os ímpios serão destruídos. Contudo, o sentido da palavra, como usada nas Escrituras, não é “aniquilar”, mas causar ruína. Se a palavra perdição (Almeida) nesse verso significa aniquilar, então a palavra “eterna” no mesmo verso seria supérflua, pois aniquilamento só pode ser eterno. Também citam passagens que expõem a morte como a pena do pecado. Mas, nesses casos, refere-se à morte espiritual e não à morte física, e morte espiritual significa separação de Deus. A promessa de vida feita ao obediente não significa o dom de “existência”, pois esse dom todos os homens o possuem. E se a vida, como um galardão, não significa mera existência, então a morte também não significa mera perda

Comentário de Leonardo Gonçalves:

Como disse inumeras vezes neste debate acerca do aniquilacionismo, universalismo e a realidade do inferno, o que faz uma doutrina ser vedadeira não é o quanto ela é “palatável” à mim, mas o quanto ela é fiel às Escrituras. Lembremos disso quando estivermos falando acerca das verdades eternas contidas na Palavra de Deus.

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Baseado no livro “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, de Myer Pearlman. Artigo no blog do Bereiano

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A PARADOXALIDADE DO EVANGELHO

Por Edvaldo Melanias

Disse bem o apóstolo ao afirmar que a Palavra era loucura diante de uma sociedade conturbada e confusa, perdida em suas próprias concupiscências e conceitos. Imaginem se fossemos comparar com o nosso mundo contemporâneo e caído. Quanta paradoxalidade não iríamos constatar? Senão, vejamos:
Como aceitar, em meio a um mundo em que todos querem vencer e a disputa e a busca pelo sucesso é um prato que se come todos os dias, que os últimos serão de fato os primeiros? (Mt 20.16 – Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos).
Como pode o fraco exultar na sua fragilidade, a ponto de, com isso, tornar-se o mais forte, mesmo que necessariamente não seja visto como tal, e indiferente de ser reconhecido ou não, admitir seu estado de fortaleza? Como a necessidade, em todas as suas formas, e a perseguição, podem nos trazer prazer? (2 Co 12.10 – Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte).

Como compreender que os mais simples e humildes alcançam maior graça do que os soberbos que são adulados e paparicados por aquilo que necessariamente não são? (Tg 4.6 – Todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes).

Como alcançar a verdade absoluta de que aquilo mais grandioso e rico foi preparado para os mais pobres e incapazes de pagar por tal? (Lc 6.20 – Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus).

Como uma rica festa poderia se tornar a mais nobre, quando os convidados são os menos ilustres, os mais sujos e os menos abastados que se possa imaginar? (Lc 14.13 – Mas quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos).

Como entender isto: Triste ao ponto de alegrar aos demais; Pobre ao ponto de fazer abundar os armazéns dos outros; Desprovido de tudo a ponto de ser o mais abundante. Entendeu? (2 Co 6.10 – como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo).

Como a menor quantidade ofertada pela mais visivelmente miserável das criaturas, torna-se a maior ofertada qualitativamente pelo mais nobre dos filhos? (Mc 12.43 – E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitavam ofertas no cofre).

Como entender que a maior honra deve ser dada ao que se aparenta com o que há de menos honroso? (Tg 2.3 – e atentardes para o que vem com traje esplêndido e lhe disserdes: Senta-te aqui num lugar de honra; e disserdes ao pobre: Fica em pé, ou senta-te abaixo do escabelo dos meus pés).
Como toda a soma da sabedoria e do conhecimento produzido no mundo, nada mais é que mera e limitada sabedoria humana? (1 Co 3.19 – Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia).

Como aquilo que salva e transforma o homem pode ser interpretado como loucura pelo mesmo homem que dela é o maior necessitado? (1 Co 1.18 – Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus).

Como entender que em meio a crise e as nossas necessidades e ao desejo constante de amontoar bens e riquezas, é melhor dar aquilo que pode até está faltando, e não aquilo que está sobrando? (At 20.35 – Em tudo vos dei o exemplo de que assim trabalhando, é necessário socorrer os enfermos, recordando as palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber).
Como entender que quando choro sou feliz de fato, visto que terei consolo? (Mt 5.4 – Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados).
Como entender que o importante é estar unido não importando a situação? (Rm 12.15 – alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram).

Como entender que crescer é se tornar pequeno? (Jo 3.30 – É necessário que ele cresça e que eu diminua).

Como entender que a sua vida não é sua, e que a morte é o maior de todos os ganhos? Fp 1.21 – Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro).

Como entender que o maior e mais belo de todos os mistérios, aquilo que humanamente não pode ser compreendido, foi anunciado aos que se fizeram pequenos? (Mt 11.25 – Naquele tempo falou Jesus, dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos).

Como a loucura e a fraqueza segundo Deus, confunde a sabedoria e a fortaleza segundo o homem? (1 Co 1.27 – Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes).

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Colaboracao do Edvaldo Melanias, Graduado em História pela Universidade Federal de Alagoas e leitor deste blog. Púlpito Cristão

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Por Hermes Fernandes

 

Epêneto era o presbítero responsável pela igreja em Roma, desde que Priscila e Áquila tiveram que deixar a cidade em busca de novos campos missionários. Epêneto foi um dos primeiros a se converterem através do trabalho realizado por Paulo nessa cidade.

Aquela igreja era muito ativa, sempre aberta a acolher as pessoas. Quando havia algum cataclismo, fome ou guerra, os cristãos se mobilizavam para socorrer as vítimas. Por causa de seu envolvimento com a dor humana, ganhou a simpatia de todos, inclusive de funcionários do palácio de César.

Num belo dia, ouviu-se o clangor do clarim. Todos se reuniram para ouvir o que o mensageiro do império tinha para anunciar. Em duas semanas, o exército romano estaria chegando de uma campanha militar bem-sucedida. O próprio César o receberia com uma Parada Triunfal, que seria seguida de um feriado prolongado dedicado aos deuses Marte e Saturno, também conhecidos como Apolo e Baco, divindades da guerra e do vinho, respectivamente. Seria uma grande festa, regada a bebidas alcoólicas e todo tipo de luxúria. A população sairia às ruas para assistir ao desfile das tropas romanas, dando-lhes boas-vindas, e assistiriam à execução de milhares de prisioneiros. Ninguém trabalharia naqueles dias.

Epêneto ficou preocupado com a notícia. Qual deveria ser o papel da igreja durante essa festa pagã? Ainda inexperiente como líder, reuniu alguns dos mais antigos membros da igreja para discutir o que fazer.

Um deles, chamado Narciso, pediu a palavra e deu sua sugestão:

- Amados no Senhor, por que não aproveitamos o ensejo para promover um desfile paralelo, onde demonstraremos ao mundo a nossa força, revelando a todos nossa lealdade ao Rei dos reis, Jesus Cristo? Podemos até copiar algumas de suas canções, adaptando-as à nossa fé. Em vez de exibirmos prisioneiros, exibiremos testemunhos daqueles que foram salvos. Vamos montar nosso próprio bloco, quer dizer, nossa própria parada triunfal. Pode ser uma grande oportunidade evangelística.

Epêneto, depois de algum tempo pensativo, respondeu: Caro Narciso, a idéia parece muito boa. Porém, quem ouviria nossa voz durante os momentos de folia? Nosso modesto bloco se perderia no meio de toda aquela devassidão. Ademais, a maioria das pessoas estará embriagada, incapaz de entender nossa mensagem. Também não estamos preocupados em dar uma demonstração de força. Jesus disse que nosso papel no mundo seria semelhante à de uma pitada de fermento, que de maneira discreta, sem chamar a atenção para si, vai levedando aos poucos toda a massa. Por isso, acho que sua idéia não é pertinente. Quem sabe em gerações futuras, haja quem a aproveite?

Levantou-se então Andrônico, que gozava de muito prestígio por ser parente de Paulo, e sugeriu:

- Amados, durante o Desfile Triunfal e as Saturnais, a situação espiritual da cidade ficará insuportável. Divindades pagãs serão invocadas, orgias serão promovidas em lugares públicos à luz do dia. Não convém que estejamos aqui durante essa festa da carne. A melhor coisa a fazer é nos retirarmos, buscarmos um refúgio fora da cidade, e aproveitamos esse tempo para nos congratularmos, sem nos expormos desnecessariamente às tentações da carne.

Todos acenaram com a cabeça, demonstrando terem gostado da idéia. Já que seria mesmo feriado, ninguém precisaria trabalhar. Um retiro parecia a melhor sugestão.

O velho presbítero ficou um tempo em silêncio, meditando. Todos estavam atônitos esperando sua palavra, quando mansamente respondeu:

- Irmãos, não nos esqueçamos de que somos o sal da terra e a luz do mundo. Se no momento de maior trevas nos retirarmos, o que será desta cidade? Por que a entregaríamos ao controle das hostes espirituais das trevas? Definitivamente, nosso lugar é aqui. Não Precisamos de exposição, como sugeriu nosso irmão Narciso, nem de fazer oposição à festa, retirando-nos da cidade, como sugeriu Andrônico. O que precisamos é estar à disposição para acolher aos necessitados, às vítimas da violência, aos desassistidos, aos marginalizados.

A propósito, não temos estado sempre disponíveis para atender as pessoas durante as tragédias que tem abatido o império? E o que seriam tais desfiles, senão tragédias morais e espirituais? Saiamos às ruas, mesmo sem participar da folia, e estendamo-los as mãos, em vez de apontar-lhes o dedo, oferecendo compaixão em vez de acusação, amor em vez de apatia. Que as casas que usamos para nos reunir estejam de portas abertas para receber quem quer que seja, e assim, revelaremos ao mundo Aquele a quem amamos e servimos. Afinal, o reino de Deus se manifesta sem alarde, sem confetes, sem barulho, mas perturbadoramente discreto.

Depois dessas sábias palavras, ninguém mais se atreveu a dar qualquer outra sugestão.

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Fonte: Hermes Fernandes.

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É carnaval!

Por Clovis Cabalau

“O Carnaval é como uma religião. Ir atrás do trio é como ir à igreja”. Essa foi mais ou menos a declaração recente do cantor e ex-ministro da cultura Gilberto Gil, definindo sua paixão pela folia de Momo.

Ouvi a ‘pérola’ do baiano ilustre, quis reagir de forma desaforada, mas controlei-me. Horas depois, conclui: “E não é que a frase do Gil pode ter lá um fundo de verdade”.

Senão vejamos: culturalmente falando, o Carnaval no Brasil é um período marcado pela liberalidade no qual “tudo é permitido”. Um tempo para extravasar a alegria e “soltar a franga” [alguns levam isso ao extremo, diga-se de passagem]. Vale tudo nessa época do ano, pregam os carnavalescos de plantão.

E o que a igreja tem a ver com isso? Tudo a ver. Façamos um comparativo [arriscado, admito] entre a igreja e um trio elétrico, como nos propõe o nosso intelectual ex-ministro. Tanto o trio quanto as igrejas têm na música um de seus atrativos principais. Responda sinceramente: as igrejas do século XXI estariam cheias do jeito que estão não houvesse o apelo da música evangélica e a profissionalização dos ministérios de louvor? No século XIX, Moody atraiu uma multidão de vidas para Jesus à base de Escola Bíblica Dominical. Palavra pura. Mas hoje, não consigo ver uma multidão de jovens empolgada a ir à igreja para assistir a uma aula sobre a Bíblia.

Tudo bem, reconheço que os louvores de hoje têm sido instrumento, até certo ponto, poderoso em favor do Reino, mas a discussão não é essa agora. Voltemos ao paralelo trio/igreja. Em ambos, corre-se o risco da idolatria. Enquanto multidões ensandecidas se espremem atrás do trio da Ivete Sangalo, multidões de crentes se acotovelam em busca da “bênça” do “profeta” “fulano-de-tal-do-fogo-puro”, da “Igreja do Milagre Obrigatório”. Ouvi dizer que tem crente brigando até por suor de pastor por aí! Se isso não for idolatria, não sei o que o é.

Na linha do “tudo pode”, igreja e trio tornam a se assemelhar. Enquanto os foliões beijam muuuiiinnntooo atrás do trio, tem crente beijando muuuuiiiiitooo por detrás dos panos. Afinal “tudo me é lícito, mas nem tudo me…” ah, o resto não importa, ninguém vai saber mesmo.

Em suma, o perigo é que muitos de nós temos encarado a igreja como Gil, tal e qual o Carnaval: um lugar para se divertir, paquerar, botar a máscara e cair na folia. Mas tem uma diferença vital. No Carnaval, depois dos três dias de fantasia muitos têm o desprazer da ressaca da vida real. Já na igreja, o “carnaval” pode durar toda uma vida, caso não tiremos a máscara – ou a venda dos olhos, como queiram – para enxergar Aquele que nos faz livre para viver a eterna folia da presença de Deus.

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Clóvis Cabalau

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Por João Rodrigo Weronka

 

No primeiro texto falei sobre algumas coisas e as relacionei diretamente ao movimento Neopentecostal, o que gerou alguns comentários de amigos.

É preciso deixar claro que não estou “combatendo por combater”. A proposta é expor em cinco textos alguns dos pontos mais falhos do movimento Neopentecostal, para dedicar o sexto texto a uma exposição diferenciada, embora todos os artigos não sejam apenas exposições de feridas, mas em caráter apologético, apontam para um caminho bíblico ortodoxo.

É preciso ressaltar que tais problemas não se restringem apenas ao movimento Neopentecostal, mas que se infiltraram nas diversas tradições, embora esteja muito mais evidente no segmento Neopentecostal.

Entretanto, fica claro que não cabe um pragmatismo raso nesta questão, já que é impossível tentar relacionar um movimento que dá mais ênfase a curas, dinheiro, soluções imediatistas, egocentrismo, hedonismo, materialismo, demônios e sacrifícios humanos com o cristianismo bíblico, e é isso que combato. Não é por acaso que recentemente uma denominação tradicional passou a considerar algumas Igrejas Neopentecostais como seitas.

Os que defendem esse modelo pragmático do Neopentecostalismo se assemelham àqueles que votam em políticos corruptos com base na falsa premissa: “Esse rouba, mas faz!”.

Explicado isso, vamos adiante! Neste texto, falarei sobre um assunto muito interessante: vamos conquistar o mundo!

A analogia da vez é com a série de desenhos “Pink e o Cérebro”.

Pink e o Cérebro

Quem não se lembra dessas duas figuras? Pink e o Cérebro são dois ratinhos brancos de laboratório que tramam os mais loucos planos para dominar o mundo, embora nunca exponha os motivos para tal empreitada esdrúxula.

Criada por Tom Ruegger e Steven Spielberg, a transmissão original se deu ao final da década de 90. A marca desta série é sem dúvida alguma a expressão presente no início e final de cada episódio:

Pink: - Cérebro, o que faremos amanhã à noite?

Cérebro: - A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pink! Tentar conquistar o mundo!

Analisando essas figuras, temos mais um cenário Neopentecostal.

Pink, o rato mais alto, é magricelo, com dentes tortos e saltados e com atitudes infantis, de modo tão exagerado que beira o cúmulo da ignorância. É peça nas mãos de Cérebro, mas sempre comete besteiras agudas que estragam seus planos mirabolantes. As besteiras de Pink normalmente deixam Cérebro nervoso, mas ainda assim Pink o considera como um grande amigo.

Cérebro, o rato mais baixo, tem uma enorme cabeça, evidenciando sua grande massa cinzenta. Cobiçoso que é, vive tramando planos de conquista. Normalmente seus planos acabam por água abaixo, recheados com mancadas do Pink.

Mas e aí? Onde entram as esquisitices Neopentecostais?

Vou relacionar três delas:

a. Modelos de crescimento exponenciais: para muitos, falar a palavra discipulado é motivo de pânico. Quem quer que tenha participado desses movimentos (ou participa) deve ter ouvido algum líder berrando: “Eu vejo multidões atrás de você!”; “Deus te chamou para conquistar as nações!”; “Estamos no tempo da colheita, e essa é a visão!”; “Eu estou na visão!”; e por aí vai. Até 5 anos atrás, quem não tinha adotado algum movimento de crescimento estava por fora. Era só mais um cristão antigo, que não tinha captado a estratégia de conquista.

Vale o adendo: eu conheço pessoas que filtraram os ensinos desses movimentos e, ao trabalhar com grupos de edificação e crescimento espiritual tiveram resultados positivos. Mas estou aqui tratando das esquisitices destes movimentos que, sejamos francos, causaram muito mais feridas que qualquer outra coisa. Poucos são os que tiveram respeito suficiente pelas pessoas para que tais se tornassem verdadeiros cristãos. A maioria usou dos métodos como instrumento de domínio.

Assim como Cérebro, os líderes viviam forçando seus “Pinks” a “conquistar o mundo”. Forçando multiplicações celulares, impondo sua ideologia e, assim como Cérebro, sua cobiça sem fim, afinal, para tais homens, igreja cheia é sinal de sucesso (para eles, sucesso financeiro principalmente).

Eu fui “Pink” por muito tempo e falo com propriedade. Hoje, nenhum Cérebro me domina, a não ser Cristo, cabeça da igreja.

b. Atos Proféticos: conquista de cidades, estados e nações: é duro saber que ainda nos dias de hoje essa prática perdura. Muitos crentes ainda vivem debaixo de ensinos mágico-gospel liberando sua voz profética determinando um sem fim de vitórias. Como um abracadabra, querem “conquistar o mundo” na marra.

A cidade onde moro, São José dos Pinhais – PR, viu nos últimos anos inúmeras entregas das “chaves da cidade para Jesus”. Foram tantas e tantas chaves passadas por políticos que, brincadeiras a parte, deu para montar um belo molho de chaves para Jesus. Nada mais que misticismo travestido de cristianismo.

Você deve ter visto em sua cidade tal cena também. Nessa ânsia de encher templos e bolsos, muitos desses “Cérebros” tem feito uso de um sem número de “Pinks” para poder “conquistar o mundo”. O problema dessa dominação acaba desdobrando-se em outros níveis da vida dos crentes, onde o líder é o guru exclusivo para assuntos aleatórios.

c. Sacerdócio: é fato, a maioria das pessoas que hoje entram numa igreja vêem em seu líder um ser místico e mágico-religioso, ou um pai, ou o melhor amigo, etc. Muitos acabam por se submeter a regimes paramilitares-eclesiásticos. Nesses regimes, o Cérebro é o referencial para tudo, e Pink fica a mercê de seus mandos e desmandos.

Tenho uma pessoa próxima que esteve por anos numa denominação pentecostal histórica. Hoje ela faz parte de uma denominação Neopentecostal da onda neoapostólica, e segundo ela está com todos os dias da semana “dedicados à obra”. Como ela mesmo me disse: “fora do trabalho, não me sobra tempo pra mais nada”. Me pergunto o que é isso?! A família, os relacionamentos, a própria vida com Deus é substituída pelo ministério, pelas funções, pelos cargos e afins.

O sacerdote Cérebro é inquestionável, ele é a voz de Deus e ai se Pink questionar seus mandos, é um rebelde! Cérebro manda: “Pink, devemos estar aqui, totalmente dedicados para conquistar esse mundo!”.

Vi um Cérebro desses no meu passado. O controle era tanto que até relatório financeiro era solicitado. Era preciso prestar contas do que era feito com o salário. Enfim, uma fanfarra gospel para que pudéssemos “conquistar o mundo”.

Voltemos ao Evangelho

Como não ser um Pink nas mãos de um Cérebro nesses dias tão fragmentados? Voltemos ao Evangelho.

A dedicação ao estudo da Palavra, o uso da racionalidade diante de cenários tão bizarros e o entendimento de que diante de Deus existe o sacerdócio universal dos santos, nos fará uma igreja mais próxima dos moldes gentílicos tão explícitos no Novo Testamento.

Amigo leitor, sugiro de imediato uma atitude para entendimento mais amplo do que é ser igreja: leia o Novo Testamento e faça um estudo mais enfático nas cartas do apóstolo Paulo. Peça ajuda ao professor da Escola Bíblica (sim, em alguns locais elas ainda existem!) de sua igreja para trabalhar com esse estudo. Compre um bom comentário bíblico e mãos à obra!

Estamos na Nova Aliança pelo Sangue de Cristo, espargido no Calvário, portanto, vivamos nela!

Toda honra e glória ao Senhor!

 

 

 

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João R. Weronka é apologista, fundador do NAPEC e colunista do Púlpito Cristão

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